terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

centro cirurgico



2. Estrutura, materiais e equipamentos do Centro Cirúrgico02
3. Classificando a Cirurgia por Potencial de Contaminação07
4. Nomenclatura Cirúrgica07
5. Os Cuidados de Enfermagem no Pré-Operatório09
6. Os Cuidados de Enfermagem no Trans-Operatório10
7. O Cuidado de Enfermagem no Pós-Operatório13
8. Gastro - intestinais14
9. Torácicas15
10. Ortopédicas16
1. Renal17
Perio-operatorio de Cirurgias ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO
O CENTRO CIRÚRGICO é o conjunto de áreas e instalações que permitem efetuar a cirurgia nas melhores condições de segurança para o paciente , e de conforto para a equipe de saúde.
No contexto hospitalar é o setor mais importante pela decisiva ação curativa da cirurgia, exigindo, assim detalhes minuciosos em sua construção para assegurar a execução de técnicas assépticas , instalação de equipamentos específicos que facilitem o ato cirúrgico.
Em sua construção devemos observar: localização ,área, estrutura, composição física, salas de cirurgias, equipamentos e materiais, sua administração e regulamentos. Sua localização deve oferecer segurança quanto as técnicas assépticas, sendo distanciada de locais de grande circulação, ruídos e poeiras.
Quanto a área e ao numero de salas devemos considerar a duração da programação cirúrgica especialidades atendidas, ensino e pesquisa.
1. Secção de bloco operatório (salas de operação equipadas);
2. Seção de Recuperação Pós anestésicas (leitos equipados para atender ao paciente na recuperação Pós-anestésicas);
3. Seção de material (guarda de material estéril e não estéril, como medicamentos, seringas, fios de suturas , próteses etc.).
► NA COMPOSIÇÃO FÍSICA TEMOS ELEMENTOS INDISPENSÁVEIS E INDEPENDES PARA MELHOR FUNCIONAMENTO DA ROTINA: 1. Vestiário; 2. Conforto médico; 3. Sala de anestesias; 4. Sala de enfermagem; 5. Sala de estoque de material e medicamentos; 6. Área para recepção de pacientes; 7. Sala de operação; 8. Sala para equipe de limpeza e elementos de apoio (banco de sangue, raios X, laboratórios, anatomia patológica, auxiliares de anestesia, segurança, e serviços gerais – engenharia clínica- parte elétrica, hidráulica e eletrônica).
I - ESTRUTURA, MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
● Tamanha das salas (dimensões adequadas a cada especialidade); ● Portas largas;
► EM SALAS DE CIRURGIAS, LOCAL DESTINADO AOS PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS, ALGUNS ELEMENTOS SÃO CUIDADOSAMENTE, PROJETADOS PARA GARANTIR A SEGURANÇA E EFICÁCIA DAS TÉCNICAS APLICADAS : ● Pisos de superfície lisa; ● Paredes anti-acústicas; ● Teto de material lavável;
● Janelas que não permitam entrada de poeira e insetos; ● Iluminação com ausência de sombras e reflexos; ● Ventilação com temperatura ambiente; ● Renovação do ar e umidade adequadas; ● Lavabo com misturadores para água.
SALA DE CIRURGIA é um dos componentes da zona estéril e deve dispor de: ♦ Uma mesa de operação com comandos de posições na cabeceira, ou mesa própria para a especialidade a que se destina; ♦ Mesas auxiliares para o instrumental;
♦ Mesa para o anestesista e seus medicamentos;
♦ Aparelhos de anestesia e respiradores, foco de luz, para a enfermeira, prateleiras para a guarda de fios, campos e instrumental. ♦ A sala de cirurgia deve abrigar aparelhos auxiliares como bisturi elétrico.
MATERIAL CIRÚRGICO é todo o conjunto de objetos, instrumentos e equipamentos que entram em contato direto ou indireto com a região operatória, utilizados para a execução de determinado procedimento cirúrgico.
Sua classificação é de acordo com a sua função ou uso principal, visto que muitos equipamentos têm mais de uma utilidade. Basicamente, um procedimento cirúrgico segue 3 etapas principais: diérese, hemostasia e síntese.
1. DIÉRESE: 2. PREENSÃO
DIÉRESE Corte Bisturi, tesoura
PREENSÃO Apanhar estruturas Pinça anatômica e dentes de rato
HEMOSTASIA Pinçamento de vasos Pinças hemostáticas (Halsted, Kelly )
EXPOSIÇÃO Afastamento de tecidos Afastadores (Farabeuf, Gosset etc.)
ESPECIAL Própria Pinça de Abadie - cirurgia gástrica
Pinça de Potts - cirurgia vascular
SÍNTESE União de tecidos Porta-agulhas, agulhas
3. HEMOSTASIA 4. EXPOSIÇÃO
5. SÍNTESE OU SUTURA
● PARAMENTAÇÃO CIRÚRGICA:
Historicamente, o objetivo primário das barreiras de proteção em sala operatória sempre se dirigiu para a proteção dos pacientes à exposição de microrganismos presentes e liberados pelos trabalhadores.
É o vestuário especifico de acordo com os procedimentos realizado no Centro Cirúrgico. Tradicionalmente, inclui o uniforme privativo (calça e blusa), propé ou sapato privativo, gorro, máscara, avental cirúrgico e luva cirúrgica. Ressalta que a utilização do uniforme privativo deve ser restrita ao ambiente do Centro Cirúrgico, com o objetivo de proteção dos profissionais envolvidos no cuidado ao paciente em tal unidade critica. As roupas da rua nunca devem ser usadas em áreas semi-restritas ou restritas do centro cirúrgico. Deve haver um ponto de demarcação entre as áreas de circulação sem restrição e semi-restritas que ninguém pode ir, a menos que esteja adequadamente paramentado, sendo que este deve incluir gorro ou capuz, propés e máscara facial.
Uma forma de facilitar o atendimento em casos de emergência e proporcionar o acesso a áreas restritas com maior rapidez e conseqüentemente diminuir a morbidade e mortalidade na instituição.
Os profissionais devem utilizar jaleco quando fora de áreas restritas. A permissão do uso de uniformes dentro e fora do bloco só foi permitido aos cirurgiões e enfermeiros, sendo que estes no momento que vai assumir o plantão trocam a roupa que veio da rua e veste o uniforme que é de uso restrito no ambiente hospitalar.
♦ ZONA DE PROTEÇÃO (NÃO RESTRITA): Vestiários; Área de transferência; Expurgo
♦ ZONA LIMPA (SEMI-RESTRITA): Secretaria; Conforto médico; Sala de recepção do pcte; de recuperação anestésica; de acondicionamento de material; de esterilização; centro de material; sala de serviços auxiliares; e de equipamentos.
♦ ZONA ESTÉRIL (RESTRITA): Corredor de acesso; Lavabo; Sala de operação.
► SEGUNDO PORTARIA nº2.616/98, DE 12/05/98 DO Ministério da Saúde.
1. LIMPAS:Tecidos estéreis ou de fácil descontaminação. 2. POTENCIALMENTE CONTAMINADAS: Realizadas em tecidos de difícil descontaminação. 3. CONTAMINADAS: Realizados em tecidos recentemente traumatizados e abertos com processo de inflamação mas sem supuração. 4. INFECTADAS: Realizadas em tecidos com supuração local, tecido necrótico, feridas traumáticas sujas.
São termos formados por prefixos utilizados no dia-a-dia cirúrgico , indicando o órgão e o ato cirúrgico a ser realizado.
Algumas palavras já constituem vernáculo técnico , portanto , mais conhecidas. * EXEMPLOS:
Adeno –glândula. Cisto –bexiga. Cole –vesículas. Colo –colo. Colpo-vagina. Êntero –intestino. Gastro –estômago. Hístero –útero. Nefro –rim. Oftalmo –olhos. Oofor –ovários. Orqui –testículos. Ósteo –osso. Oto –ouvido. Procto –reto. Rino –nariz. Salpinge –trompas. Tráqueo –traquéia. Ectomi- remoção de um órgão ou parte dele.
Pexia – fixação de um órgão. Plastia – alteração de forma de um órgão. Ráfia – sutura. Scopia- olhar no interior. Somia – abertura de uma nova boca. Tomia- abertura de um órgão.
Apendicectomia- apêndice. Cistectomia – bexiga. Colecistectomia – vesícula biliar. Esplenomegalia- baço. Hepatomegalia- fígado. Histerectomia- útero. Mastectomia- mama. Nefrectomia- rim. Pneumectomia- pulmão.
Artromia- articulação. Duodenotomia- duodeno. Laparotomia- cavidade abdominal. Toracotomia-parede torácica.
Colecistomia- abertura e colocação de drenos. Colostomia- abertura do colo através da parede abdominal. Ileostomia –formação de abertura artificial do íleo. Nefrostomia – colocação de sonda no rim para drenagem de urina.
Hísteropexia- suspensão e fixação do útero. Nefropexia- suspensão e fixação do rim. Orquiopexia- abaixamento e fixação do testículo em sua bolsa.
Blefaroplastia- plástica da pálpebra. Mamografia- plástica de mama. Rinoplastia- plástica da trompa para sua recanalização.
Colporrafia- sutura da vagina. Gastrorrafia- sutura do estômago. Tonorrafia- sutura do tendão.
O PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO tem inicio com a internação estendendo-se até o momento da cirurgia. ♦ OBJETIVO:
Tem como objetivo também assegurar confiança e tranqüilidade mental ao paciente
Levar o paciente as melhores condições possíveis para cirurgia, para garantir-lhe menores possibilidades de complicações. Cada paciente deve ser tratado e encarado individualmente. Dependendo da cirurgia a ser realizada, o preparo pré-operatório poderá ser feito em alguns dias ou ate mesmo em minutos. ♦ CUIDADOS:
1. Ao preparo psicológico do paciente, explicando os procedimentos a serem realizados. 2. A coleta e encaminhamento dos materiais para exames. 3. A manutenção do jejum quando necessário. 4. A aplicação de medicamentos, soro e sangue. 5. A realização de controles. 6. Sinais vitais. 7. Diurese. 8. Observação de sinais e sintomas. 9. Anotação na papeleta.
► PROCEDER À LIMPEZA E PREPARAR A PELE PARA CIRURGIA DA SEGUINTE FORMA: ● Desinfecção por agentes químicos (povidini) e tricotomia (raspagem de pelos).
● São utilizados sabões especiais e anti-sépticos da pele.A limpeza da pele com esses produtos é feita durante o dia que precede a cirurgia ou no mesmo dia, dependendo da rotina do hospital. O emprego desta técnica visa remover ou destruir os germes existentes na pele. ● Tricotomia da região a ser operada, bem ampla.
● Banho completo, incluindo cabeça e troca de roupa.
● Limpeza e corte das unhas, remover esmaltes (pés e mãos) para poder observar a coloração durante a cirurgia.
● Mandar barbear os homens. ● Dieta leve no jantar.
● Lavagem intestinal ou gástrica, de acordo com a prescrição médica.
● Jejum após o jantar, orientar o paciente.
● Promover ambiente tranqüilo e repousante.
O PERÍODO TRANS-OPERATÓRIO compreende todos os momentos da cirurgia, da chegada do paciente à unidade de centro cirúrgico até a sua saída no final da cirurgia.
Os cuidados de enfermagem não se restringem somente à prestação de cuidados diretos ao paciente. Para que o procedimento cirúrgico possa ocorrer, são necessárias certas condições que a enfermagem deve prover:
♦1. Material para anestesia e cirurgia (Lap’s, soluções, pomadas, material para curativo, medicamentos, instrumental, etc. ), inclusive os especiais ( cirurgias ortopédicas, etc. ) deixando-os em local de fácil acesso;
♦2. Testar equipamentos ( Monitores, pontos de O2, vácuo, negatoscópio, etc. ); ♦3. Verificar condições de limpeza da sala;
♦4. Posicionar equipamentos móveis ( suporte para soros, baldes para lixo, escadinha, suporte de hampers, etc. );
♦5. Observar segurança da sala como posicionamento de fios e chão molhado; ♦6. Ajustar a temperatura da sala ( entre 21°C e 24°C )
● Realizar uma breve leitura do prontuário ou das recomendações de enfermagens vindas do setor de origem do paciente, certificando-se sobre os dados de identificação do paciente e sobre a cirurgia a que ele será submetido;
● Observar se todos os cuidados pré-cirúrgicos relacionados ao procedimento foram devidamente realizados, como a administração de medicamentos pré-anestésicos ( avaliando inclusive os seus efeitos) e preparo do local (tricotomia) entre outros; ● Verificar os sinais vitais do paciente, comunicando ao médico anestesista ou ao enfermeiro possíveis alterações; ● Atentar para a presença e a necessidade de retirar esmalte dos dedos, adornos, brincos, cordões e pulseiras ou próteses dentárias, que normalmente são retirados antes do paciente deixar a unidade de origem com destino ao centro cirúrgico; ● Colocar no paciente gorro e sapatilhas; as roupas de cama que o cobriam devem ser trocadas por roupas de cama do próprio centro cirúrgico; ● Manter uma recepção calma, tranqüila que traga segurança ao paciente;
● Observar o comportamento do paciente: confiança, ansiedade, melancolia, insegurança, agressividade, etc.
♦ Garantir a segurança física e emocional do paciente: as grades devem estar erguidas, o profissional deve posicionar-se à cabeceira da maca; ♦ Avaliar a expressão facial do paciente;
♦ Cuidados com acesso venoso, drenos, infusões;
♦ Não realizar movimentos bruscos e manter o paciente protegido com o lençol devido ao frio. ♦ Comunicar-se com o paciente;
♦ Garantir um transporte tranqüilo;
♦ Evitar conversas desnecessárias, brincadeiras, ruídos, etc. respeitando o estado em
que se encontra o paciente
O bloqueio anestésico é utilizado para que o procedimento transoperatório ocorra de forma que o paciente não sinta dores, ou para que o mesmo não faça movimentos bruscos em áreas que estão cirurgiadas. Durante a anestesia, os cuidados são basicamente prestados pelo anestesista, cabendo à enfermagem: ● Posicionar o paciente adequadamente para que ele possa aplicar o anestésico;
● Dar apoio ao paciente;
● Disponibilizar material e drogas anestésicas;
apresentando algum tipo de instabilidade orgânica de sistemas vitais
É a unidade destinada a prestação de cuidados ao paciente submetido à intervenção cirúrgica que ainda se encontra sob efeitos anestésicos, geralmente
Uma equipe de enfermagem especializada é fundamental, assim como a presença constante de um anestesista em cada equipe transdisciplinar de saúde.
* OBS: PERMANECER NA SALA DE CRPA ATÉ O PACIENTE RECUPERAR 50% A 75% DOS SINAIS VITAIS;
♦ Avaliar sinais vitais de 15 em 15 minutos, depois de 30 em 30 minutos; ♦ Avaliar oxigenação, estimulando o movimento respiratório;
♦ Observar ocorrência de vômitos, lateralizar a cabeça;
♦ Limpar vias aéreas e aspirar se necessário;
♦ Manter vigilância, manter curativo limpo e seco;
♦ Tomar medidas para aliviar a dor;
♦ Realizar balanço hídrico;
♦ Proporcionar conforto e segurança;
♦ Informar a família sobre o estado do paciente.
♦ Para uma perfeita monitorização do paciente, o CRPA deve dispor de:
♦ Equipamentos de monitorização de sinais vitais como monitores cardíacos e oximetria de pulso;
♦ Cama com grade e posicionamento;
♦ Central de O2 e vácuo;
♦ Suporte para soros, drenos, bombas de infusão, etc.;
♦ Medicamentos e materiais utilizados em emergência;
♦ Equipamentos para a manutenção de suporte avançado de vida, como por exemplo, ventiladores mecânicos artificiais, balão intra-aórtico, marca-passo externo, etc.
Os CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO PÓS-OPERATÓRIO são aqueles realizados após a cirurgia ate a alta.
Visam ajudar o recém operado a normalizar suas funções com conforto e da forma mais rápida e segura.
Incluímos nesses cuidados o preparo da unidade para receber o paciente internado. ● AO RECEBER O PACIENTE NO QUARTO. ■ Transportá-lo da maca para a cama com o auxilio de outros funcionários.
■ Cobri-lo e agasalhá-lo de acordo com a necessidade.
■ Verificar na papeleta as anotações do centro cirúrgico. Se foi feita a anestesia raque deixar o paciente sem travesseiro e sem levantar pelo o menos 12 horas. ■ Enquanto estiver semi-consciente, mantê-lo sem travesseiro com a cabeça voltada para o lado. ■ Observar o gotejamento do soro e sangue.
■ Observar estado geral e nível de consciência.
■ Verificar o curativo colocado no local operado, se esta seco ou com sangue.
■ Se estiver confuso, restringir os membros superiores para evitar que retire soro ou sondas. ■ Observar sintomas como:palidez, sudorese, pele fria, lábios e unhas arroxeados, hemorragia, dificuldade respiratória e outros, porque podem ocorrer complicações respiratórias e circulatórias. ■ Sinais vitais de 15/15 min., 30/30 , 45/45. até que a verificação chegue a 4/4horas.
■ Fazer anotação na papeleta.
■ Ler a prescrição medica, providenciando para que seja feita.
■ Qualquer sintoma alarmante deve ser comunicado imediatamente.
● NAS HORAS EM SEGUIDA: ♦ Ao recuperar totalmente a consciência avisa-lo do lugar onde esta e que esta passando bem. ♦ Periodicamente, controlar sinais vitais e funcionamento de soro e sondas.
♦ Promover comodidade no leito.
♦ Medica-lo para dor, quando necessário.
♦ Movimentá-lo no leito, de decúbito.
♦ Verificar e estimular a aceitação da dieta
♦ Curativo diário de acordo com a necessidade,
♦ Retirada dos pontos em torno do 7º dia de pós-operatório.
* TIPOS DE PROCEDIMENTOS : ♦ Cirurgias Gástricas.
♦ Cirurgias de Hérnia.
♦ Cirurgias Intestinais.
♦ Cirurgia Laparoscopia.
•••• Explicar todos os procedimentos e exames pré-operatórios para promover cooperação e relaxamento;
•••• Promover coleta de material para exames; •••• Monitorar a ingesta e o débito através do balanço hídrico ;
•••• Proceder limpeza Intestinal antes da cirurgia para melhor visualização . A preparação pode incluir modificação na dieta , uso de laxante prescrito pelo medico , supositórios ou enemas;
•••• Administrar antibiótico prescritos para minimizar , para o crescimento bacteriano no cólon ;
•••• O paciente deve permanecer em dieta zero após a meia-noite na noite anterior à cirurgias ;
► CUIDADOS PÓS-OPERATORIO: ■ Monitorar sinais vitais buscando detectar sinais precoces de infecção e choque – febre , hipotensão , taquicardia ; ■ Monitorar ingesta e débito para sinais de desequilíbrio , desidratação e choque .
Incluem todos os drenos ; ■ Avaliação do abdome para dor crescente e distensão , rigidez , pois podem indicar complicações pós-oporatórias. Comunicar os achados anormais; ■ Avaliar o curativo e a incisão , verificar drenagem purulenta ou sanguinolenta, odor, rubor no local da incisão ,o que pode indicar infecção u sangramentos; ■ Avaliar a eliminação de gases e fezes;
■ Monitorar para náuseas e vômito.Observar a presença de hálito ou material fecal no vômito , o que pode indicar obstrução ; ■ Verificar o aspirado da SNG , vômitos e fezes para os sinais de sangramento ,
Registrar e relatar os achados; ■ Monitorar sondas e drenos, acessos venosos e sinais de infecção e infiltração;
■ Administrar analgésicos prescritos se necessários, para promover conforto do
■ Trocar curativo diariamente ou quando necessário ,mantendo técnicas assépticas
paciente;
Caso tenha ostomias, reforçar cuidados; ■ Administrar medicamentos prescritos como emolientes fecal , laxativos , até que a função intestinal seja recuperada; ■ Proporcionar conforto mediante mudança de decúbito, estimular e auxiliar deambulação para promover peristalse. .
diagnóstico e tratamento de determinadas doenças pulmonaresOs procedimentos
englobam toracotomia , lobectomia , pneumonectomia
As cirurgias torácicas são procedimentos operatórios realizados para auxiliar no ► CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS
● Estimular o paciente a parar de fumar, a fim de restaurar a ação ciliar brônquica
O objetivo destes cuidados é maximinizar a função respiratória , para melhorar os resultados no pós-operatório e reduzir o risco de complicações:
e reduzir a quantidade de escarro e a probabilidade de atelectasia pós-operatória . ● ENSINAR A TÉCNICA DE TOSSE EFICAZ:
1. Sentar ereto com os joelhos flexionados e inclinar discretamente o corpo para frente (ou deitar em decúbito lateral com os quadris flexionados , quando incapaz de sentar ) 2. Imobilizar a incisão com as mãos ou uma toalha dobrada 3. Realizar três respirações curtas, seguidas por uma inspiração profunda, inspirando lenta e uniformemente através do nariz. 4. Contrair os músculos abdominais e tossir vigorosamente duas vezes com aboca aberta e língua para fora ● Umidificar o ar para liquefazer as secreções .
● Administrar antibióticos e broncodilatadores prescritos .
● Estimular a respiração profunda.
● Realizar drenagem postural afim de diminuir acumulo de secreções
● Monitorar sinais vitais
● Proceder hidratação, alimentação por sonda quando indicado e prescrito.
● Administrar anticoagulantes profiláticos , conforme prescrição , afim de diminuir incidência perioperatória de trombose e embolia pulmonar .
● Certificar-se de que o paciente compreende a cirurgia e está emocionalmente preparado para o procedimento.
Usar respirador mecânico , até que a função respiratória e o estado cardiovascular se estabilizem .Ajudar com o desmame e extubação . ■ Monitorar sinais vitais
■ Monitorar SaO2 ou gasometria
■ Monitorar e controlar drenagem torácica( se usar ), para drenar liquido sangue coágulos . ■ Administrar analgésicos prescritos se necessários .
■ Avaliar PVC (pressão venosa central), para controlar Hipovolemia e eficácia da reposição hídrica.
* TIPOS DE CIRURGIAS: ♦ Fixação Interna.
♦ Artroplastia.
♦ Amputação.
♦ Fixação externa, etc.
► CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS ● Monitorar hidratação , nutrição .O objetivo é maximinizar a cicatrização e reduzir os riscos de complicações pelo fornecimento de líquidos IV , conforme indicado. ● Administrar antibióticos se prescritos no pré-operatório.
● O paciente deve urinar em comadre ou urinol antes da cirurgia para diminuir a necessidade de cateterismo vesical. ● Familiarizar o paciente com o aparelho de tração e necessidade de imobilização a gesso , conforme indicado pelo tipo de cirurgia. ● Monitorar sinais vitais.
● Proporcionar conforto e segurança psicológica ao paciente.
► CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS ■ Auxiliar o paciente com suas limitações , mediante imobilização e proteção do local cirúrgico. ■ Atentar para sinais e sintomas de choque originado de hemorragias.
■ Avaliar e monitorar sinais vitais
■ Administrar líquidos e /ou Hemoderivados, se prescritos.
■ Administrar analgésicos se necessário, e proporcionar conforto ao paciente.
■ Atentar para infecções do sítio cirúrgico, se possível.
► TIPOS DE CIRURGIAS ♦ Nefrectomia
♦ Nefrostomia etc.
► CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS ● Preparar o paciente emocionalmente para o procedimento .
● Administrar antibióticos se necessário
● Proceder limpeza intestinal
● Proceder ensino de exercícios respiratórios de respiração profunda e tosse efetiva
● Verificas sinais e sintomas como dor no flanco, febre , hipertensão o que podem indicar embolia da ateria renal ou pós-infarto renal. ● Monitorar sinais vitais.
► CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS ■ Monitorar sinais vitais;
■ Atentar para sangramentos ou Hemorragia;
■ Monitorar distensão abdominal e dor;
■ Em casos de transplante é importante monitorar a temperatura como sinal de rejeição (superior a 38,5ºC), diminuição do debito urinário , Ganho de peso 1,5 kg ou mais durante a noite. ■ Administrar imunossupressores, se prescritos para pacientes transplantados.
■ Administrar antibióticos se prescritos;
■ Trocar curativos sempre que secretantes;
■ Monitorar acesso venoso , cuidado com infiltrações ;
■ Auxiliar o paciente com exercícios respiratórios e tosse e a deambulação também.
■ Auxiliar cuidados de higiene;
■ Proceder retirada de cateter vesical;
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO
Na amplitude de sua assistência, a enfermagem, assim como as demais profissões de saúde, se subdividem em várias áreas, neste momento, voltamos nossa atenção à humanização da assistência de enfermagem em centro cirúrgico.
“os profissionais de enfermagem que atuam no centro cirúrgico são geralmente os responsáveis pela recepção do cliente na sua respectiva unidade, (que deve ser) personalizada, respeitando sempre suas individualidades; o profissional deve ser cortês, educado e compreensivo, buscando entender e considerar as condições do cliente que normalmente já se encontra sob efeito dos medicamentos pré-anestésicos.”
As atividades de enfermagem no centro cirúrgico, muitas vezes, podem ser limitadas a segurar a mão do paciente na indução anestésica, ouví-lo, confortá-lo e posicioná-lo na mesa cirúrgica.
A importância e a responsabilidade da enfermeira quanto à observação e atendimento das necessidades psicossomáticas do paciente cirúrgico deve ser detectada, uma vez que possui função específica na eficácia da terapêutica de seus pacientes, pois dependendo de sua atitude pode facilitar ou impedir um programa de recuperação, visto que este paciente é invadido por medo do desconhecido num ambiente estranho.
Até alguns anos atrás a função do enfermeiro na unidade de centro cirúrgico era dirigida para os aspectos gerenciais, o que o afastava do contato com o paciente, mas com algumas modificações na sistematização da assistência, o enfermeiro de centro cirúrgico sentiu a necessidade de prestar assistência mais direta ao paciente em todas as etapas do processo cirúrgico, destacando a importância desta para o sucesso do tratamento e o pronto restabelecimento do paciente.
“Humanizar, caracteriza-se em colocar a cabeça e o coração na tarefa a ser desenvolvida, entregar-se de maneira sincera e leal ao outro e saber ouvir com ciência e paciência as palavras e os silêncios. O relacionamento e o contato direto fazem crescer, e é neste momento de troca, que humanizo, porque assim posso me reconhecer e me identificar como gente, como ser humano”.
“Humanização deve fazer parte da filosofia de enfermagem. O ambiente físico, os recursos materiais e tecnológicos não são mais significativos do que a essência humana. Esta sim irá conduzir o pensamento e as ações da equipe de enfermagem, principalmente do enfermeiro, tornando-o capaz de criticar e construir uma realidade mais humana.
Não é apenas uma questão de mudança do espaço físico, mas principalmente uma mudança nas ações e comportamento dos profissionais frente ao paciente e seus familiares.


CONSIDERAÇÕES ÉTICAS NA ASSISTÊNCIA (DES) HUMANIZADA NO CENTRO CIRÚRGICO
Levando em conta a ética profissional da enfermagem, a esses profissionais não compete apenas às ações técnicas e especializadas, mas a atenção às pessoas doentes da melhor maneira possível respeitando sua individualidade (GUIDO, 1995, p.103). Ainda, de acordo com a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS (2003), Art. 1º “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”, não sendo necessário ações individualizadas, mas sim, ações coletivas que tenham como objetivo promover o bem estar do outro.
“o profissional da enfermagem respeita a vida a dignidade e os direitos da pessoa humana, em todo seu ciclo vital, a discriminação de qualquer natureza, assegura ao cliente uma assistência de enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência, cumpre e faz cumprir os preceitos éticos e legais da profissão, exercendo a enfermagem com justiça, competência, responsabilidade e honestidade.”
Ao descrevermos as atividades desenvolvidas pela enfermagem no centro cirúrgico, temos: recepção e identificação do paciente, encaminhamento à sala de cirurgia, preparação e montagem da sala, teste e verificação da segurança dos equipamentos, mobilização e transporte de pacientes, recepção e avaliação em sala de recuperação anestésica, assistência individualizada e humanizada, encaminhamento e alta com segurança e respeito (GUIDO, 1995).
Consideramos que a humanização deve permear cada uma destas atividades, mesmo que equipamentos estejam presentes no procedimento. No centro cirúrgico, há momentos em que o paciente é esquecido em detrimento de questões burocráticas, ambientais, e até por falta de respeito. Durante a fase pré-anestésica, o paciente “pode ficar” exposto e até mesmo nu sobre a mesa cirúrgica aguardando o efeito dos anestésicos.
“o enfermeiro é o responsável pelo cuidado do paciente do centro cirúrgico e, se ele não o coloca em primeiro plano, irá atender à cirurgia e não ao paciente, promovendo, assim o controle de material, equipamentos e pessoal voltado para a cirurgia, tornando o paciente um objeto de trabalho, mas não o ser principal, sujeito desencadeante do processo.

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