O que é:
O papilomavírus humano é o causador de uma doença sexualmente transmissível chamada HPV. Ela é de difícil cura e se manifesta através de sintomas como verrugas que surgem na região íntima após o contato íntimo com um indivíduo infectado. Seu tratamento é feito com o uso de medicamentos e cirurgias de cauterização e dura em média 2 anos, embora os sintomas desapareçam um pouco antes.
Cura do HPV
Para alcançar a cura do HPV recomenda-se realizar o tratamento medicamentoso de forma correta e utilizar preservativo em todas as relações para evitar a recontaminação com o vírus. Durante o tratamento clínico pode-se investir nos tratamentos caseiros, fortalecendo o sistema imune com o consumo de alimentos ricos em vitamina C como abacaxi, acerola e morangos.
Transmissão do HPV
A transmissão do HPV se dá através do contato íntimo desprotegido com o indivíduo infectado com o vírus. O tempo de incubação do vírus varia de 1 mês a 2 anos e durante este período apesar de não haver sintomas, o indivíduo já pode contaminar outros.
Sintomas do HPV
Os sintomas do HPV são:
- Várias pequenas verrugas na região íntima masculina ou feminina.
- Estas verrugas podem ainda estar presentes na região do colo do útero (não são facilmente visíveis) e não estar presente na região íntima externa feminina.
Os sintomas podem estar ausentes, apesar da presença do vírus. Isto ocorre principalmente nos homens.
Diagnóstico do HPV
O diagnóstico do HPV pode ser feito pelo exame clínico-visual e confirmado pelo exame papanicolau ou biópsia das verrugas.
Tratamento para HPV
O tratamento para HPV pode ser feito com:
- Uso de pomadas e de soluções aplicadas pelo médico em consultório e
- Cirurgias de cauterização realizadas de tempos em tempos
O ácido tricloroacético (ATA) a 70 e a 90% e a Podofilina a 15%, em solução alcoólica, devem ser aplicados pelo médico 1 vez por semana e a pomada como a Podofilotoxina a 0.15% deve ser aplicada 2 vezes ao dia. O tratamento contra o HPV é demorado e pode ser dispendioso, mas é a única forma de vencer a doença e diminuir o risco de câncer em homens e em mulheres.
HPV no homem
O HPV no homem pode manifestar-se de forma diferente que na mulher. Isso porque apesar do homem poder estar infectado com o vírus ele pode não apresentar nenhuma verruga nas partes íntimas, ele já poder contaminar outros durante o contato íntimo sem preservativo. É importante esclarecer que o contágio do HPV se dá através do contato com a região infectada e por isso se o vírus estiver presente na região em que o preservativo não cobre, seu parceiro poderá ser contaminado.
Diagnóstico do HPV no homem
O diagnóstico do HPV no homem pode ser feito através da observação das verrugas que o HPV provoca na região íntima. Entretanto as verrugas podem ser tão pequenas que são imperceptíveis a olho nu, e por isso o médico poderá aplicar uma solução e olhar minuciosamente toda a área com auxílio de uma lupa própria.
Tratamento para HPV
O tratamento para HPV vai depender da gravidade das lesões que o indivíduo possui, pois se as lesões forem muito pequenas (invisíveis à olho nu), pode ser que o HPV se cure sozinho e não seja necessário realizar nenhum tratamento, mas se esta for a escolha do médico, deve-se realizar uma nova consulta dentro de 6 meses para verificar se as microscópicas verrugas desapareceram ou não e então decidir o melhor tratamento.
O tratamento clínico para o HPV pode incluir a aplicação de soluções dentro do ambulatório, pomadas e cremes que deverão ser aplicados em casa e em alguns casos, pode-se ter que recorrer à cauterização das verrugas do HPV.
Como não existe nenhum medicamento que combate especificamente o HPV, é preciso fortalecer o sistema imune para que o próprio organismo seja capaz de eliminar o vírus e isto pode ser conseguido através da toma de medicamentos, suplementos alimentares e uma alimentação saudável.
HPV e o câncer
Existem muitos tipos de HPV e nem todos levam ao câncer. Os HPV tipo 16, 18, 31, 33, 45 e 58 são os mais perigosos e podem gerar um câncer malígno. Felizmente a maior parte das pessoas portadoras de HPV são contaminadas com o tipo 6 e 11 que são menos agressivos e possuem uma baixa capacidade de gerar um câncer.
É importante ressaltar que nem todas as pessoas que estão contaminadas com o HPV irão desenvolver algum tipo de câncer. Mesmo as que estão contaminadas com os tipos 6 e 11, destas, menos de 10% poderá desenvolver um câncer.
Ainda não se sabe o porquê de algumas pessoas não desenvolverem o câncer, mas sabe-se que as pessoas que tomam anticoncepcionais, fumam, têm muitos parceiros sexuais e que possuem outras DSTs têm uma probabilidade muito maior de desenvolvê-lo.
O preventivo e a toma da vacina do HPV são as melhores armas para combater o HPV e diminuir bruscamente as chances de desenvolver este tipo de câncer.
Vacina para HPV
Existem 2 vacinas diferentes contra o HPV, a vacina tetravalente e a vacina bivalente.
A vacina tetravalente protege contra os vírus 6, 11, 16 e 18 e deixa a mulher protegida contra as verrugas genitais e o câncer do colo do útero. Ela é fabricada pelo laboratório Merck Sharp & Dhome e é chamada comercialmente de Gardasil.
Já a vacina bivalente contra o HPV protege apenas contra os vírus 16 e 18 que são os maiores causadores do câncer do colo do útero, não protegendo contra as verrugas genitais. Esta é fabricada pelo laboratório GSK e é comercialmente vendida como Cervarix.
Idade para tomar a vacina do HPV
Todas as mulheres a partir dos 9 anos de idade podem tomar a vacina do HPV desde que ainda não tenham sido contaminadas com o vírus. Contudo, o Ministério da Saúde recomenda que a toma da vacina ocorra até os 26 anos, pois nesta fase o organismo produz uma maior quantidade de anticorpos anti-HPV.
Preço da vacina do HPV
O preço da vacina bivalente contra o HPV é de aproximadamente 200 reais por dose e o preço da vacina tetravalente contra o HPV é de aproximadamente 350 reais por dose. São recomendadas 3 doses da vacina eleita. Estuda-se a possibilidade desta vacina ser oferecida gratuitamente pelo SUS para todas as meninas virgens com idade entre os 9 e os 13 anos.
Vacina do HPV para homem
A vacina do HPV ainda não possui indicação para homens, pois são necessários mais pesquisas científicas sobre esta questão. Contudo, nos Estados Unidos os homens já estão sendo vacinados de forma experimental.
Como funciona a vacina do HPV
A vacina do HPV é feita com a introdução de uma partícula semelhante ao vírus do HPV no organismo, que não é o suficiente para causar a doença, mas leva o organismo a produzir anticorpos contra o HPV. Assim, se o indivíduo for exposto ao vírus, seu organismo será capaz de reagir rapidamente, eliminando-o. A vacina protege do HPV por aproximadamente 10 anos.
A vacinação pode ajudar a prevenir o câncer de colo do útero, mas não o trata, por isso visita de rotina ao ginecologista e exames ginecológicos habituais continuam sendo importantes para a saúde da mulher.
Remédio caseiro para HPV
Um bom remédio caseiro para HPV é consumir diariamente alimentos ricos em vitamina C como o suco de laranja pois ele irá fortalecer o sistema imunitário facilitando o combate ao vírus. Veja a receita do suco de laranja enriquecido:
Ingredientes
- Suco de 3 laranjas
- 1 cenoura descascada
- 1/2 beterraba crua descascada
Modo de preparo
Bater todos os ingredientes no liquidificador, coar e beber logo a seguir, no intervalo entre as refeições. Todos os ingredientes devem ser preferencialmente orgânicos. Pode-se trocar a laranja por tangerina ou maçã para variar o sabor do suco.
É importante que este suco seja consumido logo após o seu preparo para garantir uma maior quantidade de vitamina C presente nas frutas.
Tratamento caseiro para HPV
Um bom tratamento caseiro para o HPV é alterar toda a alimentação, consumindo preferencialmente os alimentos orgânicos pois eles estão livres de agrotóxicos, hormônios e outros produtos químicos que podem ser prejudiciais à saúde. Uma ótima dica é tomar diariamente 1 copo de suco de fruta natural 2 vezes ao dia e investir na toma de chás como o de equinácea, que possui propriedades desintoxicantes.
Atenção: Nenhum destes tratamentos substitui o uso dos remédios receitados pelo médico, sendo somente uma forma de complementá-lo, aumentando sua eficácia.