terça-feira, 11 de junho de 2013

BENEFÍCIOS DO PILATES NO TRATAMENTO DA HÉRNIA DE DISCO LOMBAR

No post anterior
http://studiopilatesteresina.blogspot.com/2010/01/pilates-x-coluna-vertebral-e-seus.html  foi falado sobre os desvios posturais e que nossa coluna é constituída por 33 vértebras (ossos). Há discos entre cada vértebra que agem como absorventes de choque. Cada disco é feito como um pneu para amortecer, chamada de anel fibroso, e uma substância gelatinosa interior chamado núcleo pulposo. Juntas, as vértebras e discos de fornecer um túnel de proteção (o canal espinhal) que contém a medula espinhal e nervos espinhais. Esses nervos percorrem o centro das vértebras e sair para várias partes do corpo.

Como você provavelmente sabe, dor nas costas é um incômodo comum. Este número provavelmente irá aumentar devido ao envelhecimento da população, posturas inadequadas e da recente tendência para a obesidade.

A dor na região lombar (dores lombares) é o mais comum. Isso ocorre porque a coluna lombar desenvolve a maior parte do peso corporal. Às vezes, a hérnia pode pressionar em um nervo, causando dor que se espalha ou se irradia para outras partes do corpo. A quantidade de dor associada com a ruptura de uma hérnia de disco, muitas vezes depende da quantidade de material que passa através do anel fibroso, e se um nervo é comprimido ou não. A maioria das dores nas costas são causadas por tensões e pressões causadas por fortes movimentos: levantar um objeto sem aplicar a técnica apropriada ou um movimento de rotação rápida ou são apenas dois exemplos de como isso pode machucar as costas.

Muitas vezes a dor nas costas é o resultado de uma lesão mais grave, como uma hérnia de disco ou espondilose. Dependendo da gravidade de sua dor e sua causa, você pode precisar de cuidados médicos, de fisioterapia ou até mesmo cirurgia.
Nem todas as hérnias discais têm sintomas. Na verdade, muitas pessoas acham que têm uma hérnia de disco depois de uma radiografia feita por algum outro motivo.

Sintomas:
-A dor está piorando;
-Dor incapacitante;
-Dor, fraqueza, dormência ou formigamento nas pernas ou braços;
-Dormência ou fraqueza da sua bexiga e reto;
-Perda de controle do esfíncter.

Para obter o melhor tratamento, você primeiro precisa saber a origem do problema.

Ciclo degenerativo da Hérnia de Disco

1.Degeneração do disco: na primeira fase, o núcleo pulposo torna-se fraca devido a alterações químicas no disco associados com a idade. Nesta fase não há caroço (hérnia).
2. Prolapso: durante o prolapso, alterar a forma ou a posição do disco. Começa a formar um pequeno nódulo ou inchaço, que pode começar a cercar a medula espinhal.
3. Extrusão: durante a extrusão, a gelatinosa núcleo pulposo através do muro que se assemelha a um pneu do anel fibroso, mas ainda dentro do disco.
4. Seqüestro: durante a última fase, o núcleo pulposo passa através do anel fibroso e até mudou-se para fora do disco para dentro do canal vertebral.

Principais objetivos do PILATES a serem trabalhados na hérnia de disco lombar

• Dissociação de membros (coxo-femural)-melhorar a capacidade funcional.(pelve neutra)
• Fortalecimento abdominal.(pelve neutra)
• Fortalecimento paravertebrais.
• Tração axial
• Extensão da coluna (fora do período doloroso)

Alguns movimentos ou posições devem ser evitados por pessoas com Hérnia de Disco:
• Flexão da coluna.
• Flexão com rotação da coluna lombar, principalmente com carga.
• Retroversão pélvica, principalmente com carga
• Fortalecimento de abdominais em retroversão

Alguns Exercícios recomendados:
• Leg Lowers (Cadillac e Reformer),
• Foot Work (Reformer, Chair)
• Reverse Tower (Cadillac)
• Knee Stretch Arch (Reformer)
• Running (Reformer)
• Coordination (reformer)
• Arms (Reformer)
• Breathing (Reformer)
• Standing On Floor At Open End (Cadillac)
• Torso Press Sit (Chair)
• One Arm push 4 (Chair)
• Todos os exercícios abdominais no Mat que não tenha movimentos na coluna lombar.
• Entre Outros...

Mas você não deve esquecer isso: ter dor nas costas não significa que você precisa de cuidados cirúrgicos ou cuidados especiais. Sim, significa que você tem uma variedade de opções de tratamento para ajudar você a se sentir melhor como o PILATES.

Studio Pilates Daniela Costa

domingo, 9 de junho de 2013

Posted: 04 Jun 2013 04:30 PM PDT
Hipotireoidismo é o nome da doença provocada pelo funcionamento deficiente da glândula tireoide, responsável pela produção de hormônios que controlam o nosso metabolismo. O hipotireoidismo subclínico, foco deste artigo, é uma forma branda de hipotireoidismo, geralmente sem sintomas, mas já detectável através de exames laboratoriais.

Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre o hipotireoidismo subclínico:
  • Funcionamento da tireoide normal.
  • O que é hipotireoidismo subclínico.
  • Diagnóstico do hipotireoidismo subclínico.
  • Sintomas do hipotireoidismo subclínico.
  • Progressão do hipotireoidismo subclínico para hipotireoidismo franco.
  • Consequências do hipotireoidismo subclínico.
  • Tratamento do hipotireoidismo subclínico. 
  • Hipotireoidismo subclínico na gravidez
Neste artigo abordaremos somente o hipotireoidismo subclínico. Para mais informações sobre o hipotireoidismo clínico, leia:
- DOENÇAS E SINTOMAS DA TIREOIDE
- SINTOMAS DO HIPOTIREOIDISMO
- TSH E T4 LIVRE | Exames da tireoide
- HIPOTIREOIDISMO | Tireoidite de Hashimoto

Funcionamento da tireoide normal


TSH - Funcionamento da tireóide
Funcionamento da tireoide
A tireoide é um órgão localizado na base do pescoço, que tem como função produzir os hormônios responsáveis por controlar a velocidade do nosso metabolismo. Os hormônios da tireoide são chamados de triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). Um aumento da concentração sanguínea desses hormônios acelera nosso metabolismo; já uma redução causa efeito contrário, letificando-o.

Hipotireoidismo é a doença provocada pela falta de T3 e T4, enquanto que hipertireoidismo é a doença provocada pelo seu excesso.

O funcionamento da tireoide e, consequentemente, a produção de T3 e T4 são controlados por outro hormônio, chamado TSH, produzido na glândula hipófise do cérebro. Portanto, de forma bem simplificada, quando o organismo precisa acelerar seu metabolismo, o cérebro aumenta a liberação de TSH, que por sua vez estimula a tireoide a produzir T3 e T4. Por outro lado, se o corpo precisa desacelerar o metabolismo, a liberação de TSH cai e a tireoide passa a produzir menos T3 e T4. A liberação de TSH é feita de forma bem controlada, de forma a manter a tireoide produzindo somente a quantidade de T3 e T4 necessárias, sem provocar excesso ou carência destes hormônios.

A compreensão deste mecanismo é essencial para se entender o que é o hipotireoidismo subclínico. Se você achou essa explicação muito confusa e precisa de mais informações, sugiro a leitura do texto: TSH E T4 LIVRE | Exames da tireoide

O que é hipotireoidismo subclínico


No hipotireoidismo clássico o paciente costuma ter níveis baixos de T3 e T4 e níveis elevados de TSH. Isso ocorre porque os pacientes possuem uma glândula tireoide doente, incapaz de produzir mais hormônios, mesmo que estimulada por níveis elevados de TSH. Por mais que a hipófise aumente a liberação de TSH, a tireoide mostra-se incapaz de responder a este hormônio.

O hipotireoidismo subclínico é uma espécie de "pré-hipotireoidismo", uma fase anterior ao surgimento do hipotireoidismo franco. A tireoide está doente, mas ainda é capaz de produzir hormônios tireoidianos se estimulada por níveis elevados de TSH. Então, temos uma situação onde o paciente apresenta níveis de TSH acima do normal, mas seus níveis de T4 e T3 ainda estão normais (na prática clínica, só precisamos dosar os níveis sanguíneos de T4 livre, como explicarei mais à frente).

Em boa parte destes pacientes a doença é progressiva, sendo, com o passar do tempo, necessários níveis cada vez maiores de TSH para que a tireoide se mantenha funcionando adequadamente. A doença progride até o ponto onde a glândula está tão doente que já não é mais capaz de produzir quantidades mínimas de hormônios, mesmo quando estimulada por níveis bem elevados de TSH. Neste momento, o paciente já não apresenta mais hipotireoidismo subclínico, mas sim hipotireoidismo franco.

Cerca de 5 a 10% da população é portadora de hipotireoidismo subclínico, boa parte dela desconhece tal situação. O hipotireoidismo subclínico é mais comum em mulheres do que em homens. A incidência também é maior em brancos e em idosos. As causas são basicamente as mesmas do hipotireoidismo franco, sendo a tireoidite de Hashimoto a principal.

Diagnóstico do hipotireoidismo subclínico


O hipotireoidismo subclínico é um diagnóstico laboratorial, pois, uma vez que o paciente ainda tenha níveis normais de hormônios da tireoide, ele não apresenta nenhum (ou quase nenhum) sintoma.

Como já dito acima, o paciente com hipotireoidismo subclínico possui níveis normais de T4 livre e níveis elevados de TSH, em geral entre 5 e 10 mU/L (alguns locais usam 4,5 e 15 mU/L como limites). Habitualmente, quando o TSH já está muito acima de 10 mU/L, o paciente já não tem mais hipotireoidismo subclínico, pois o T4 livre costuma estar baixo e o paciente já apresenta sintomas de hipotireoidismo. Portanto, o hipotireoidismo subclínico geralmente apresenta TSH elevado, mas nunca muito superior a 10 ou 15 mU/L.

Sintomas do hipotireoidismo subclínico


É importante salientar que para ser considerado hipotireoidismo subclínico, o paciente não pode ter sintomas francos de hipotireoidismo. No hipotireoidismo subclínico, os níveis de T4 livre são normais e o paciente apresenta, quando muito, apenas sintomas brandos e inespecíficos, como um leve cansaço, uma discreta falta de vontade para realizar tarefas ou uma pequena intolerância ao frio. Todos estes sintomas são comuns e podem ocorrer a qualquer um determinados momentos da vida, principalmente em períodos de estresse, excesso de trabalho, início de viroses, etc. Portanto, no hipotireoidismo subclínico não há sintomas clínicos relevantes que ajudem no diagnóstico. O diagnóstico só pode ser feito com exames laboratoriais.

Progressão do hipotireoidismo subclínico para hipotireoidismo franco


Uma grande parte dos pacientes com hipotireoidismo subclínico, eventualmente, irão desenvolver hipotireoidismo franco. Estudos mostram que após 10 a 20 anos até 55% dos paciente com hipotireoidismo subclínico já terão evoluído para a forma completa da doença.

O risco de progressão está relacionado com a concentração inicial de TSH (pacientes com valores mais elevados de TSH, entre 12 e 15 mU/L possuem maior risco) e a presença de anticorpos contra a tireoide, como o anti-TPO. A doença de base também tem elevada influência no risco de evolução para hipotiroidismo franco. Os pacientes com doença autoimune da tiroide, como tireoidite de Hashimoto, ou que tenham recebido radioiodoterapia ou radioterapia em altas doses tendem a evoluir para hipotireoidismo.

A recuperação espontânea também tem sido descrita em pacientes com hipotireoidismo subclínico, embora a frequência real desse fenômeno ainda não esteja totalmente esclarecida. Há pacientes com critérios para hipotireoidismo subclínico que, após alguns anos, apresentam normalização dos exames laboratoriais sem que nenhum tratamento tenha sido estabelecido. Em geral, são pacientes com TSH persistentemente menor que 10 mU/L e com pesquisa negativa para anticorpos contra a tireoide.

Como boa parte dos pacientes com hipotireoidismo subclínico é assintomática, muitos deles podem desenvolver o problema, não tomar conhecimento, e após alguns anos curar-se espontaneamente, novamente sem tomar ciência da situação. Estes casos, obviamente, não viram estatísticas, o que dificulta a determinação da real incidência da cura espontânea do hipotireoidismo subclínico.

Consequências do hipotireoidismo subclínico


Apesar de não provocar sintomas e de, em alguns casos, desaparecer espontaneamente, o hipotireoidismo subclínico não parece ser um problema totalmente inócuo. Há vários estudos que sugerem uma relação entre hipotireoidismo subclínico e um maior risco de doenças cardiovasculares, como angina e infartos, principalmente nos pacientes com TSH maior que 10 mU/L (leia: SINTOMAS DO INFARTO). Pacientes com hipotireoidismo subclínico também costumam apresentar níveis de colesterol mais elevados que a população geral (leia: COLESTEROL HDL | COLESTEROL LDL | TRIGLICERÍDEOS).

Além dos problemas cardiovasculares, os pacientes com hipotireoidismo subclínico, principalmente aqueles com TSH mais elevado, apresentam também maior risco de esteatose hepática (leia: GORDURA NO FÍGADO | Esteatose hepática).

Tratamento do hipotireoidismo subclínico


A maior dúvida que nos deparamos ao diagnosticar um hipotireoidismo subclínico é quanto à necessidade ou não de iniciar tratamento com levotiroxina, a forma sintética do hormônio T4.

Atualmente, nenhum trabalho mostrou benefícios relevantes do uso de levotiroxina nos pacientes assintomáticos com TSH entre 4,5 e 10 mU/L. O tratamento do hipotireoidismo subclínico nestes casos é bem controverso. Os que defendem o uso da levotiroxina argumentam que não há dados que demonstrem haver danos com a reposição do hormônio, além da possibilidade de melhora de sintomas não previamente reconhecidos, como cansaço e alterações discretas do humor. O consenso atual, porém, recomenda apenas a monitorização dos níveis de TSH a cada 6 a 12 meses neste grupo de pacientes, a não ser que o paciente tenha sintomas que possam ser facilmente atribuídos ao hipotireoidismo.

Em algumas situações, a decisão de não tratar não é tão simples. Isso inclui os pacientes com colesterol elevado, alto risco de doenças cardiovasculares ou com anticorpos positivos contra a tireoide. Mulheres que querem engravidar e não conseguem também podem apresentar melhora da fertilidade se tratadas com levotiroxina.

Nos pacientes com hipotireoidismo subclínico e TSH acima de 10 mU/L a controvérsia é bem menor. A maiorias das sociedades internacionais de endocrinologia recomendam o uso de levotiroxina nestes casos, pois o tratamento ajuda a prevenir a progressão para hipotireoidismo franco.

A dose da levotiroxina deve ser sempre a menor possível capaz de manter o TSH entre os valores de 0,5 e 2,5 mU/L nos pacientes jovens e 3 a 5 mU/L nos pacientes idosos.

Hipotireoidismo subclínico na gravidez


Durante a gravidez, a fisiologia dos hormônios da tireoide altera-se completamente, fazendo com que os valores normais de TSH sejam diferentes neste grupo. Durante o primeiro trimestre de gravidez, hipotiroidismo subclínico é definido como valores de T4 livre normais associados a um TSH acima de 2,5 mU/L. No segundo e no terceiro trimestre consideramos hipotiroidismo subclínico valores de TSH acima de 3 mU/L.

Como os hormônios tireoidianos são essenciais para o desenvolvimento neurológico do feto, o consenso atual é tratar todas as gestantes que tenham critérios para hipotireoidismo subclínico.

SAÚDE E BEM ESTAR: SEJ...

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