Informações importantes sobre os tumores cerebrais:
Os tumores da base do crânio podem ser benignos ou malignos, com diversas graduações entre esses extremos.
O tumor pode ser curado pela remoção cirúrgica.
É necessário manipular o cérebro, nervos cranianos, vasos sangüíneos e o tronco encefálico durante a remoção do tumor por causa de seu crescimento.
B) O que é um tumor da base do crânio?
O tumor da base do crânio cerebral é um crescimento tecidual benigno ou maligno que se origina das estruturas da base do crânio: do tecido cerebral, das membranas de revestimento do cérebro (meninges), dos nervos cranianos, da parte óssea com posterior envolvimento do cérebro, ou é manifestação à distância de tumor de alguma parte do corpo (metástase).
C) O que causa o tumor cerebral e como ele cresce?
A causa da maioria dos tumores cerebrais é desconhecida. Existe pequeno grupo de pacientes portadores de tumores determinados geneticamente.
O tumores benignos, usualmente, crescem lentamente no período de muitos anos. Outros, malignos, crescem rapidamente em meses, e caracteristicamente, permanecem dentro de sua cápsula e deslocam os tecidos normais que tentam se acomodar a esse crescimento. Os tumores podem distorcer e depois comprimir os nervos cranianos (nervos relacionados com os sentidos: olfatório, óptico, audição, equilíbrio), da movimentação dos olhos e da movimentação de face). O tumor pode também comprimir o quinto nervo (trigêmeo, relacionado com a sensação da face), e os nervos cranianos caudais (glossofaríngeo, vago, hipoglosso, relacionados com a fonação, deglutição, etc.). Finalmente, o tumor pode comprimir o tronco encefálico, e colocar a vida do paciente em risco.
E) Sintomas:
Os sintomas iniciais são facilmente despercebidos, determinando desafio para o diagnóstico. Entretanto, podem existir sintomas que chamam a atenção para a possibilidade diagnóstica.
Alterações dos orgãos do sentido, visão e olfato, podem desencadear. Problemas de audição do ouvido interno devem ser completamente avaliados. Desequilíbrio pode ocorrer no início do crescimento do tumor. Com a compressão de outros nervos cranianos, a sensação facial pode ser afetada, com sensação de dormência.
Dores de cabeça (cefaléias), distúrbio de marcha, distúrbios da fonação e deglutição podem ser causados por aumento da pressão intracraniana e disfunção de nervos caudais nos tumores maiores.
E) Identificando o tumor:
A evolução da medicina tem facilitado a identificação de pequenos tumores. Os testes auditivos revelam perda da audição e da discriminação auditiva (o paciente pode ouvir o som naquele ouvido, porém não pode entender o que é dito). Outro teste, a audiometria do tronco encefálico por potenciais evocados, é também realizado. Esse teste informa o estado da passagem de impulsos elétricos do ouvido até os centros do tronco encefálico, orientando sobre a causa do mal funcionamento do nervo acústico.
O exame por meio da ressonância magnética é o teste mais específico na identificação do tumor. Esse exame utiliza tecnologia moderna computadorizada para processar dados de pulso magnéticos e ondas de radiofrequência que passam através de parte do corpo humano. A imagem formada delineia claramente o neuroma do acústico se presente. Um material de contraste, gadolíneo, é necessário para intensificar a imagem do tumor. A tomografia computadorizada dos ossos temporais complementa o estudo de imagem, fornecendo informações valiosas para o tratamento.
F) Tratamento do neuroma do acústico:
No momento atual, o único tratamento capaz de curar o paciente portador do tumor é a remoção cirúrgica. A técnica microcirúrgica evoluiu nas últimas quatro décadas. O microscópio cirúrgico e instrumentos delicados usados pelos cirurgiões treinados e experientes nesse processo de remoção delicada tem possibilitado taxa de mortalidade muito pequena. Lesão de tecidos vizinhos ao tumor tem diminuído acentuadamente. A monitorização do nervo facial é comumente feita durante cirurgia, que determina diminuição da frequência e grau de lesão desse nervo. Em certas situações, quando atenta-se para preservar a função auditiva, o nervo coclear é também monitorizado.
A localização e tamanho do tumor e a experiência do cirurgião irão determinar o tipo de abordagem cirúrgica (fossa posterior, fossa média ou translabiríntico). Quando se pretende preservar a audição, os acessos são: fossa posterior ou média, porém tumores maiores de 1,5 cm não devem ser abordados pela fossa média. O acesso translabiríntico pode ser impróprio para tumores maiores.
No período pós-operatório, um ou mais dias são necessários em unidade de tratamento intensivo para monitorização das funções vitais (respiratórias, principalmente) e problemas que podem ocorrer nessa fase: cefaléia, vômitos, distúrbios de deglutição, etc. Outros problemas incluem: fístulas liquóricas e infecções tratados com outros procedimentos e antibióticos.
Outra forma de tratamento recente inclui o uso de radioterapia, que reduz e/ou paralisa o crescimento do tumor. Essa forma é considerada para pacientes com alto risco cirúrgico.
A remoção incompleta do tumor é indicado para pacientes também de alto risco, complicações e/ou dificuldades transoperatórias e quando se pretende evitar complicações (principalmente da função dos nervos facial e auditivo). Porém pode necessitar de novos procedimentos no futuro, dependendo da evolução e acompanhamento do paciente.
G) Opções de tratamento para os neuromas do acústico
1. OBSERVAÇÃO:
Os neuromas do acústico são ocasionalmente descobertos ao acaso na procura de outras doenças, ou quando o tumor é muito pequeno e existem poucos sintomas. Uma vez que os neuromas do acústico são tumores benignos e produzem sintomas por compressão das estruturas vizinhas, a conduta de observar cuidadosamente, por um período de tempo, pode ser apropriado para alguns pacientes.
Quando um pequeno tumor é descoberto em paciente idoso, a observação para estudar o modo de crescimento tumoral pode ser indicado se não existem sintomas agudos. Ao confirmar que o paciente não necessita ser operado durante sua vida, as complicações da cirurgia serão evitadas. Nesses casos, exames de ressonância devem ser realizados periodicamente, Não havendo crescimento tumoral, observação é continuada. Se o tumor crescer, o tratamento pode ser necessário.
Os pacientes portadores de tumor no único ou melhor ouvido funcionante representa outro grupo de paciente que está indicada a conduta de observação, principalmente se o tamanho do tumor impossibilita uma provável preservação auditiva por remoção. Também, nesses casos a ressonância é recomendada para seguir o crescimento tumoral e decidir sobre o tratamento quando a audição é perdida e/ou o tamanho do tumor torna-se de risco para outras funções do paciente.
2. RESSECÇÃO MICROCIRÚRGICA:
a. Remoção microcirúrgica parcial:
a remoção incompleta do neuroma do acústico é feito em alguns pacientes com objetivo de reduzir os riscos de complicações. Cirurgia complementar pode ser necessária no futuro. Ocasionalmente, alterações dos centros vitais impedem que a cirurgia continue antes que o tumor seja totalmente removido. Neste caso, o tumor residual é seguido por exames de imagem até se ocorrer novo crescimento, então a remoção total pode ser necessária.
Remoção parcial tem sido indicada em alguns pacientes que tem audição somente no lado afetado pelo tumor. Isso acontece principalmente nos pacientes com neurofibromatose tipo 2, que estão sujeitos à perda substancial dessa audição remanescente.
b. Remoção microcirúrgica total:
No momento atual, é a única forma de tratamento que pode curar o paciente (desde que cura é definida como a remoção total do tumor). Nas últimas três décadas, a técnica microcirúrgica têm sido refinada e os riscos de remoção total tem diminuido significativamente. O uso de instrumentos microcirúrgicos e microscópio cirúrgico são empregados de rotina. Lesão das estruturas circunvizinhas têm decrescido e a taxa de mortalidade é muito baixa.
A função do nervo facial é monitorizada de rotina, o que tem reduzido a freqüência e gravidade da lesão do nervo facial. A monitorização da função do nervo coclear é também empregada durante cirurgia quando existe audição remanescente. De acordo com últimos consensos, os melhores resultados cirúrgicos são relatados em centros médicos com equipes organizadas e dedicadas e com interesse específico nesses tumores e experiência contínua para desenvolver, refinar, e manter a qualidade dos resultados obtidos. Existem vários acessos cirúrgicos usados para remover o neuroma do acústico. A via depende da preferência do cirurgião, da localização e tamanho do tumor, e da presença de audição residual.
3. RADIOTERAPIA ESTEREOTÁXICA (RADIOCIRURGIA):
A radioterapia convencional para a maioria dos tumores envolve doses múltiplas de radiação em três ou seis semanas. Radiocirurgia estereotáxica é técnica baseada no princípio de dose elevada e única de radiação colocada precisamente em pequena área que imobiliza ou mata o tumor, minimizando lesão nas estruturas circunvizinhas ao tumor.
O material utilizada na radiocirurgia é derivado do cobalto radioativo (chamado de raios gama, ¨Gama knife¨) ou do acelerador linear de partículas (raios X, ¨LINAC¨). Muito mais importante que as máquinas utilizadas é a experiência do grupo de profissionais que realizam o tratamento radiocirúrgico. O grupo é composto por: neurocirurgião, radioterapêuta oncológico e radiofísico trabalhando juntos para desenvolver um plano de tratamento baseado no tamanho, local e forma do tumor.
A radiação utilizada na radiocirurgia não mata ou lesa as células imediatamente. Após a irradiação, algumas células tumorais morrem em semanas, e outras morrem mais gradualmente, geralmente seis ou dezoito meses após o tratamento. Esse tratamento usualmente paralisa o crescimento tumoral e alguns tumores murcham, porém o tumor não desaparece.
O seguimento é importante porque uma porcentagem dos tumores continuam a crescer, e outros permanecem controlados durante a vida dos pacientes. O tumor irradiado que cresce é mais difícil de ser removido do que o não irradiado, como o tumor que recidiva após microcirurgia será mais difícil de ser removido.
Os sintomas de zumbidos e desequilíbrio melhoram mais precocemente após o tratamento microcirúrgico do que com o radiocirúrgico, porque os efeitos do último requerem até dezoito meses. Muitos pacientes apresentam vertigens residuais e desequilíbrio depois das duas formas de tratamento, porém mais frequente com a microcirurgia.
Alguns pacientes terão audição útil preservada após dois anos de radiocirurgia Alguns pacientes desenvolvem graus de paralisia facial após radiocirurgia, podendo recuperar a função posteriormente.
O tratamento radiocirúrgico é realizado ambulatorialmente, muitos pacientes retornam para o domicílio horas após o tratamento e podem voltar ao trabalho em poucos dias. Poucos pacientes relatam cefaléia (dor de cabeça), naúseas, e cansaço, porém esses sintomas são menos intensos, inicalmente, que aqueles decorrentes do tratamento microcirúrgico.
A escolha do método de radiocirurgia requer seguimento contínuo com exames de ressonância magnética por anos e existe a possibilidade real de continuação do crescimento tumoral e necessidade de tratamento microcirúrgico.
O tratamento microcirúrgico é, inicialmente, mais dispendioso, porém o seguimento após o tratamento radiocirúrgico é mais caro que o microcirúrgico.
A radiocirurgia é indicada para pacientes selecionados com alto risco cirúrgico por causa de idade avançada ou problemas médicos proibitivos, para pacientes com tumores bilaterrais e/ou tumores localizados na orelha interna que é a única funcionante para a audição. O Conselho Nacional de Saúde, 1991, sobre a Conferência de Neurinoma do Acústico, publicou recomendação indicando que a radiocirurgia é opção de tratamento limitado para pacientes incapazes e/ou não interessados ao tratamento microcirúrgico indicado. Enquanto relatos iniciais reportam retardo no crescimento tumoral pós-radiocirurgia, o seguimento a longo prazo ainda não está disponível para comprovar sua eficácia e complicações.
A remoção microcirúrgica é o tratamento de escolha para neuromas do acústico. Um cirurgião experiente, operando tumores de tamanhos diversos, pode produzir resultados iniciais comparáveis aos da radiocirurgia, e o seguimento a longo prazo atesta a cura do paciente.
H) Outras considerações:
A remoção do neurinoma do acústico é processo delicado e complexo. Em geral, quanto menor o tumor e a duração da cirurgia, menores são as complicações. Com o aumento do tumor, a incidência de complicações aumenta. Após a cirurgia, pode ocorrer novos problemas relacionados com nervos cranianos.
1. Problemas residuais (precoces e tardios):
1.1.Pós-operatório imediato:
O tempo pós-operatório compreende dias ou semanas de novas sensações. Existe possibilidade de fadiga e sonolência, apesar de alguns pacientes ficarem excitados com o tratamento.
1.1.1 – Fístula liquórica:
É sintoma que pode ocorrer no hospital ou após alta hospitalar. A ocorrência de saída de liquído pelo nariz deve ser relatada para o cirurgião, dada a possibilidade de fístula liquórica, que pode ser grave.
1.1.2 - Perda auditiva:
Em tumores pequenos e médios (às vezes até 3,5 cm), existe a possibilidade de salvar alguma função auditiva. A perda da função auditiva acarreta problemas de localização do som, escutar uma pessoa falando baixo no lado afetado, e entender a fala em ambiente com muito barulho. Para alguns, a aquisição de aparelho para audição cruzada pode ser de ajuda, porém deve ser testado durante 30 dias.
1.1.3 - Zumbidos:
Barulhos podem permanecer e/ou aparecer após cirurgia por intervalos de tempo variável. O uso de máscaras de som pode ajudar algumas pessoas.
1.1.4– Paralisia facial ou fraqueza parcial
Uma vez que o nervo facial está envolvido pelo neuroma do acústico, ele necessita ser manipulado, e, algumas vezes, partes desse nervo podem ser perdidas. Ás vezes, mesmo que o nervo permaneça intacto após a remoção do tumor, ele não funciona adequadamente, e a paralisia aparece. Essa paralisia pode resolver com o tempo, porém alguma fraqueza pode permanecer. Nem sempre a integridade do nervo significa integrifdade da função desse mesmo nervo.
A regeneração do nervo é processo lento e pode durar até um ano. Se a função do nervo facial não recupera, uma segunda operação pode ser feita para conectar a porção distal e sadia desse nervo a outro nervo do pescoço, usualmente o nervo da língua. Esse procedimento, denominado anastomose hipoglosso-facial, reanima a função facial e é realizada logo após a cirurgia do tumor ou até um ano após. Os movimentos espontâneos, como o sorriso, podem ficar assimétricos. Pode ocorrer diminuição do movimento da língua. Existem outros procedimentos que colaboram com a reanimação da função do nervo facial.
Quando é necessário remover parte do nervo facial na cirurgia, esse nervo pode ser reconectado com auxílio ou não de enxerto. O resultado continua sendo assimétrico, porém melhor que a anastomose descrita anteriormente.
1.1.5- Problemas oculares:
Estudos têm demonstrado que metade dos pacientes portadores de neurinomas, de tamanho grande ou médio, sofrerão problemas oculares após sua ressecção. É importante o acompanhamento por oftalmologista se os problemas aparecerem.
Perda da função palpebral e/ou alteração da produção de lágrimas causam irritação porque o olho torna-se seco e sem proteção. Existem vários procedimentos cirúrgicos que ajudam a proteger a córnea, incluem a cantoplastia (sutura dos braços dos tendões no canto do olho), implantação de prótese (elástico, placa de ouro) na pálpebra superior, e a tarsorrafia (sutura das pálpebras).
Colírios (lágrimas artificiais) podem ser necessários. Outros artifícios incluem curativos, óculos de proteção, lentes, e evitar fatores de irritação para os olhos.
Visão dupla representa alteração em nervos cranianos, usualmente o sexto nervo) que controla os músculos que movimentam os olhos.
1.1.6 – Distúrbio do paladar, salivação excessiva e secura na boca
Esses sintomas podem ocorrer pós-cirurgia, podendo ser prolongada em poucos casos. O excesso de salivação pode ocorrer ao abrir a boca, o aumento de lágrimas ao mastigar. O apetite pode ser afetado por um tempo.
1.1.7 – Problemas de deglutição, garganta e voz
Pequeno número de pacientes apresentam esses distúrbios após lesão de nervos cranianos envolvidos pelos tumores. Dificuldade de deglutição melhora, porém demanda tempo na maioria dos casos.
1.1.8 – Problemas do equilíbrio
A porção vestibular (relacionada ao equilíbrio) do oitavo nervo é removida durante a cirurgia. Usualmente, essa parte do nervo não é funcionante Tonteiras é comum pós-cirurgia e pode ser intensa. Como o lado oposto, normal, compensa essa perda, o desequilíbrio melhora. A compensação pode nunca ser perfeita, particularmente no escuro, quando a pessoa está fadigada, ou quando ocorre mudança súbita de posição. A manutenção de bom estado físico e com dietas apropriadas e exercícios favorecem ao controle do equilíbrio e vitalidade geral. Caminhadas regulares são particularmente úteis.
2. Problemas adicionais tardios
2.1 – Fadiga
Fadiga é problema para alguns pacientes longo tempo depois outros sintomas desaparecerem. É importante adaptar harmonia com o nível de energia.
2.2 – Dores de cabeça (cefaléias)
Cefaléias são muito problemáticas para alguns pacientes. Elas, usualmente, começam durante a hospitalização. A dor pode relacionar-se a mudanças intracranianas, manutenção da cabeça em uma posição, espasmo muscular, ansiedade e outras causas desconhecidas. Em geral, Cefaléias não são relacionadas com recidiva tumoral. O tratamento é com analgésicos e relaxantes musculares, e podem requerer terapias adicionais.
TRATAMENTO CIRÚRGICO DOS TUMORES CEREBRAIS
Um tumor crescendo no interior da cavidade do crânio necessita, na maioria das vezes, de ser extirpado. O crescimento tumoral causa compressão das estruturas cerebrais (vasos, nervos, tecido cerebral) ocasionando perda da função e risco de vida posteriormente.
BOA NOITE! VENHO PEDIR A TODOS UMA ORAÇÃO PORQUE AMANHA VOU ENFRENTAR MAS UMA ETAPA DA MINHA VIDA,VOU PARA FLORIANÓPOLIS PARA FAZER A RADIO CIRURGIA CONFIANDO MUITO EM DEUS!!! UM ABRAÇÃO CARINHOSO A TODOS.
Aproxime-se mais.. Tente sentir do que um abraço é capaz. Quando bem apertado, ele ampara tristezas, combate incertezas, sustenta lágrimas, põe a nostalgia de lado. É até capaz de diminuir o medo. Se for cheio de ternura, ele guarda segredos, e jura cumplicidade. Um abraço amigo de verdade divide alegrias e fica feliz em comemorar, o que quer que seja.. Abraços são pequenas orações de fé, de força,e energia. Olhe para o lado: Há sempre alguém que quer ser abraçado e não tem coragem de dizer. Abrace-o. O pior que pode acontecer, é ganhar de volta um sorriso de carinho, ou quem sabe, uma palavra sincera. Você vai descobrir que ninguém está sozinho e que a vida, poder ser um eterno céu de primavera. Aproxime-se mais e tente sentir do que um abraço é capaz
quarta-feira, 5 de março de 2014
Como tratar refluxo ácido naturalmente
Escrito por Wirnani Garner| Traduzido por Fernanda M. Blauvelt
Refluxo ácido
Creative Commons License, by: littlebittyaaron, copyright: May 2006, Creative Commons License, by: waqar bukhari, copyright: May 2007, Creative Commons License, by: six.five, copyright: May 2006, Creative Commons License, by: Mini Maniac, copyright: February 2008, Creative Commons License, by: smitten, copyright: January 2008
O refluxo ácido é também conhecido como refluxo gastroesofágico (DRGE). É uma condição em que o ácido do estômago volta para o esôfago (refluxo), particularmente no esfíncter esofágico inferior que conecta o esôfago ao estômago. O refluxo do ácido no estômago é geralmente associado à azia persistente, que é basicamente o sintoma mais comum. Os fatores que causam o refluxo gastroesofágico (DRGE) incluem comer demais, ir para a cama após as refeições, ingerir muitas bebidas com ácido carbônico ou álcool, curvar-se após comer ou ter um músculo esofágico fraco, causado por hérnia de hiato - uma protusão da parte superior do estômago na cavidade peitoral através da abertura do diafragma, chamada hiato esofágico.
Nível de Dificuldade:
Moderada
Instruções
1
Faça algumas mudanças na sua dieta. Para melhorar sua condição, você deve aprender a cortar comidas e bebidas que podem iniciar a ocorrência do seu refluxo ácido. Se você achar difícil fazer mudanças diretas na dieta, você pode fazer isso gradualmente, estabelecendo limites. Algumas das coisas que você precisa cortar para reduzir os episódios de refluxo ácido são bebidas com ácido carbônico e cafeína (refrigerantes), bebidas alcoólicas, comidas apimentadas e comidas com alto teor de carboidratos complexos e gordura.
2
Beba líquidos saudáveis. A água é um dos melhores tratamentos naturais para DRGE. Beber muita água irá diluir o conteúdo ácido e ajuda a balancear o pH do seu estômago - que irá, então, reduzir os primeiros sintomas do refluxo ácido. Beber um copo de leite integral, desnatado ou leitelho é um outro remédio efetivo para refluxo ácido, neutralizando os ácidos estomacais e fornecendo alívio imediato.
3
Não coma rápido e diminua o tamanho de suas refeições. Coma mais devagar e não engula comida demais. Consumindo uma quantidade menor de comida de cada vez irá ajudá-lo a reduzir a pressão no seu trato digestivo e irá prevenir que o ácido de seu estômago volte para seu esfíncter esofágico inferior.
4
Controle seu peso. Estar acima do peso é uma das causas principais de experiência constante de refluxo ácido. O excesso de gordura na área do abdômen pode empurrar seu estômago, o que irá fazer com que alguns dos conteúdos ácidos voltem ao esfíncter esofágico inferior. Então mude seu estilo de vida lento para um ativo. Exercite-se diariamente, juntamente com uma dieta apropriada, para não só se livrar do refluxo ácido, como também para manter seu organismo saudável.
5
Evite posições corporais inapropriadas ou pressionar sua área abdominal após as refeições. Depois comer, evite fazer coisas que podem causar o refluxo ácido, incluindo deitar-se, curvar-se e inclinar-se. Você também deve soltar seu cinto para evitar pressão no abdômen após comer. Se seu cinto estiver muito apertado na sua cintura quando você estiver cheio, haverá uma grande tendência de que ele crie pressão na área abdominal, o que pode fazer com que os ácidos estomacais voltem ao esfíncter esofágico inferior.
6
Escolha chás de ervas e suco de aloé vera. Os chás de ervas são conhecidos por auxiliar nos sintomas da DRGE. Alguns chás que fornecem bom alívio ao refluxo ácido são o de camomila, erva-doce e o de raiz de chicória. Você pode ferver qualquer um desses chás por alguns minutos, deixar descansar até que esteja quente o suficiente para beber. É melhor beber em goles ao invés de tomar muito, para evitar pressionar seus músculos esofágicos. O suco de aloé vera é um outro remédio natural para refluxo gastroesofágico. Tome 1/4 de xícara de chá desse suco 20 minutos antes das refeições - ele pode não ter um gosto agradável, mas certamente ajuda a aliviar os sintomas.
7
Use canela para tratar o refluxo ácido. A canela não só é conhecida pelos seus efeitos antissépticos para tratar resfriados e gripes, como também é um agente potente que neutraliza a acidez. Você pode usar a canela adicionando-a como cobertura no seu pão. Toste um pão de passas, coloque manteiga e salpique canela em cima. Ao comer o pão, tente mastigar bem antes de engolir, para permitir que seu estômago digira com eficiência.
8
Alivie o refluxo ácido com casca de toranja. Se você optar por esse tratamento, certifique-se de que você está usando a casca de uma toranja orgânica. Raspe finamente a casca com um ralador, espalhe-as igualmente em uma travessa plana espaçosa, e deixe-as secar. As cascas ficarão com aparência enrugada quando estiverem completamente secas, e a partir daí você pode guardá-las em um recipiente fechado apropriadamente. Quando seu refluxo ocorrer, você pode mascar e comer essas cascas secas de toranja para ajudar a aliviar o estômago. Come um pouco de cada vez, até que você se sinta aliviado.
9
Tente mascar alho ou amêndoas. Ambos agentes são remédios naturais eficazes para refluxo ácido. Se você optar por usar alho como tratamento, você deve escolher aqueles que estão frescos. Apenas masque um dente de alho quando o refluxo ocorrer, ou você pode também amassá-lo com uma colher antes de mascar e engoli-lo. Para amêndoas, masque e coma algumas pela manhã ou depois de cada refeição.
Dicas & Advertências
Certifique-se de se consultar com o seu médico antes de tentar qualquer um desses remédios naturais mencionados. Eles podem ser eficazes, mas lembre-se que nem todas as condições de refluxo ácido são as mesmas. É possível que alguns dos tratamentos naturais seja eficazes no caso de outras pessoas, mas não no seu. Você pode ter refluxo gastroesofágico (DRGE) sem azia. Mas você pode ter outros sintomas como incômodo na garganta, problemas na deglutição, dores no peito e sensação de queimação na boca.