terça-feira, 19 de novembro de 2013

A diferença entre tristeza e depressão

Entenda a diferença entre tristeza e depressão

Gostou do conteúdo então divulgue 
 


 
Luiz Alberto Py, Vya Estelar.com
Recentemente, a jornalista Cora Rónai escreveu um admirável artigo sobre depressão intitulado “O fundo do poço”. Em homenagem à qualidade de seu trabalho, tomo emprestado o título para estas reflexões, muitas delas estimuladas pelo texto de Cora Rónai. Uma primeira observação é sobre a dificuldade que habitualmente se tem para distinguir entre depressão, *a doença, e tristeza, o estado de ânimo.
Muitas pessoas creem que se trata de uma questão de intensidade de emoção, ou de qualidade de sofrimento. Na verdade a distinção mais adequada diz respeito ao fato de que a depressão é um fenômeno interno, que se passa totalmente dentro do individuo, enquanto que a tristeza é um fenômeno de causas externas, portanto ela ocorre, por assim dizer, de fora para dentro. Nossas tristezas, tanto quanto nossas alegrias, surgem a partir de algum evento, ou grupo de eventos que ocorrem em nossa realidade externa.
Portanto, se estamos tristes porque algo ruim nos aconteceu, ou aconteceu a alguém de quem gostamos ou que de alguma forma nos é importante, estamos vivendo um momento de tristeza, embora muitos costumem se referir ao que sentem como sendo depressão. Um exemplo seria: “Estou deprimido porque o Flamengo perdeu”. Nesse caso, na verdade está se falando de uma tristeza, nunca de uma depressão. O mesmo se refere a acontecimentos mais graves como a morte de uma pessoa querida ou o final de uma relação amorosa.
Se tudo isto é tristeza, resta então dizer o que é depressão. Como assinalei a princípio, depressão consiste em um fenômeno interno, ocorre sem a influência de qualquer acontecimento. Pode ser difícil de se compreender isso, mas quem sentiu sabe bem o que seja acordar um belo dia e ter um sentimento de ruína, de mal-estar, de miséria, sem que nada haja acontecido que justifique o que se sente. Trata-se de uma dor incompreensível e a dificuldade de entender o que acontece ainda agrava o sentimento de mal-estar. Em grau leve ou moderado, quase todos nós já sentimos em algum momento da vida este mal-estar que surge sem motivo aparente, uma angústia que no invade de forma incontrolável, ou quase incontrolável.
Uma das razões para a confusão entre tristeza e depressão está relacionada ao fato de que os sintomas são semelhantes e o tratamento é muitas vezes praticamente o mesmo. A maioria dos remédios para depressão ajuda a combater a tristeza. Por outro lado, ainda existe a questão de que muitas vezes uma tristeza, ou seja a dor por algo acontecido, acaba desencadeando uma depressão que se percebe pelo fato de a tristeza se prolongar além de um limite razoável.
Tratamento para depressão e tristeza: Existem dois tipos de tratamento para a depressão e para a tristeza. O primeiro se baseia na prescrição de remédios antidepressivos. Esses atuam na bioquímica cerebral de formas variadas e com diferentes, mas eficazes, efeitos. A outra forma de tratamento consiste na psicoterapia, que pode ser exercida de formas muito diversas e cujo resultado depende da competência do terapeuta e de um relacionamento eficaz entre esse e seu cliente.
Embora alguns autores insistam na ideia de que um tratamento invalidaria o outro, minha experiência me tem mostrado que eles podem ter uma sinergia que potencializa o efeito positivo de ambos, com resultados melhores e mais rápidos.
Em princípio, a tristeza deve ser mais fácil e mais rápida de ser curada, mas nem sempre os fatos ocorrem como se espera. Antigamente se usava muito a expressão “depressão situacional” para os casos do que hoje prefiro chamar de tristeza enquanto que a depressão propriamente dita se dizia “endógena”. Hoje em dia se introduziu o conceito de bipolaridade para sublinhar um tipo particular de depressão que eventualmente se alterna com episódios de hiperforia, ou seja de uma euforia exagerada, tão exagerada quanto a depressão que pode acompanhá-la.
Concluindo, quero deixar uma palavra de esperança para aqueles que sofrem e para os que os acompanham. A medicina moderna, somada ao desenvolvimento da qualidade da psicoterapia, oferece a possibilidade de um alívio concreto e consistente tanto da depressão quanto da tristeza, embora por vezes os resultados levem tempo para se tornarem evidentes.
Devemos ser otimistas quanto à eficácia dos tratamentos propostos, mas é conveniente começar o mais rapidamente possível para diminuir o tempo da enfermidade e o sofrimento que ela causa. Temos todos os motivos para esperar que o sol volte a brilhar e a vida torne a ser saborosa e saboreável.
* Tecnicamente, depressão é uma doença. Não incluídos aqui pequenos episódios que todos nós já vivemos, pois creio que um pouco de depressão (leve) todos nós já tivemos. É meio complicado, mas medicina é assim mesmo. Coceira, por exemplo não é doença, mas pode ser, dependendo da intensidade.


A diferença entre tristeza e depressão

Tanto se fala em depressão que toda tristeza passa a ser vista como doença. Aprenda então a diferenciá-las e a superar o problema

Publicado em 19/04/2011
Daniella De Caprio
Conteúdo ANAMARIA
Caso a depressão seja diagnosticada, é preciso saber que o psicólogo não pode receitar remédios para tratá-la. Somente psiquiátras fazem isso
Foto: Getty Images
Você já acordou num sábado ensolarado sem vontade de sair da cama? Antes de se autodiagnosticar com depressão, saiba que nem toda tristeza precisa de tratamento. Isso porque há uma diferença muito grande entre tristeza e depressão.

Quando o sentimento tem motivo de existir - uma perda ou separação, por exemplo -, ele não é doença e até faz bem.

"Depressão é tristeza que não acaba mais", diz o oncologista Drauzio Varella. A verdadeira depressão atrapalha a vida pessoal e profissional, nos predispõe a graves problemas de saúde e, muitas vezes, está associada a um desapego da vida.

"Em casos simples, a pessoa pode curar-se em até quatro semanas. Depois disso, recomenda-se tratamento, porque depressão prolongada pode levar ao suicídio", completa Drauzio. Saiba diferenciar tristeza de depressão e como é feito o tratamento da doença.

É tristeza ou depressão?

Medos e carências deixam muita gente triste, já uma pessoa com depressão não precisa de um motivo externo para se sentir mal. "A tristeza faz parte da vida. Quando ela causa limitações e muita dor, vira depressão", afirma Geraldo Galender, psiquiatra e coordenador do grupo de psicoterapia da Unifesp.

Todo deprimido tem que tomar remédio?

· O cérebro de um deprimido produz menos dopamina, serotonina e outras substâncias que geram felicidade e bem-estar.

· O psiquiatra avaliará se o grau de depressão exige tratamento só com terapia ou se a pessoa precisará também de antidepressivos.

· O acompanhamento psicológico ajuda o paciente a lidar com seus sentimentos. Já os remédios repõem as substâncias químicas que estão em falta.

· Casos graves exigem internação para evitar que a pessoa tente tirar a própria vida.

· O médico pode indicar a prática de exercícios, que fazem o corpo produzir naturalmente dopamina e serotonina.

O lado bom da depressão

"Há quem fique mais forte depois da depressão", defende o médico Geraldo Galender. Segundo ele, isso acontece porque, para sobreviver à doença, você precisa entrar em contato com seus medos e desejos profundos. "Lidar com a depressão é uma forma de se conhecer melhor. Encare a crise depressiva como uma necessidade de expressar suas emoções, e faça isso por meio da arte ou de trabalhos manuais", sugere o médico.

sábado, 16 de novembro de 2013

SAÚDE E BEM ESTAR:  A anatomia humana é um ramo da Biologia que estud...

SAÚDE E BEM ESTAR:  A anatomia humana é um ramo da Biologia que estud...:   A   anatomia humana   é um ramo da Biologia que estuda os sistemas do corpo humano e o funcionamento dos mesmos. Para   isso, é necess...
Anatomia humana.
 
A anatomia humana é um ramo da Biologia que estuda os sistemas do corpo humano e o funcionamento dos mesmos. Para isso, é necessário entender o que é homeostase e a sua importância. 
No nosso corpo, existem órgãos e complexos sistemas que interagem uns com os outros, de forma a garantir que as funções vitais do organismo estejam em funcionamento. Homeostase é o equilíbrio que esses sistemas devem ter para a realização dessas funções.
Anatomia vem do grego 'anatome', que significa 'cortar em partes', 'cortar separado'.  Em português, a palavra significa dissecação. Juntamente com ela, estuda-se também a fisiologia, ou seja, o funcionamento dos sistemas.
 
A fisiologia é uma ciência que pesquisa as funções dos seres vivos. A fisiologia humana estuda a função de cada parte do corpo e tem uma grande ligação com a anatomia humana.
 
Na Anatomia Humana, os membros se posicionam de diferentes ângulos e são chamados de:
  • Planos de Inscrição ou delimitação;
  • Eixos ortogonais – utilizados como pontos de referência para verificar a situação, a posição e direção dos órgãos ou partes do corpo;
  • Planos de Seccção – em que o corpo e suas estruturas sofrem cortes, sendo possível visualizar por dentro do sistema. Imagine o corpo sendo cortado por uma serra. Existem várias direções para o corte: sagital mediano(o corte é feito no meio do corpo), paramediano (o corte é feito lateralmente com relação à linha sagital mediana), frontal (corte lateral); transversal (vários cortes, feitos horizontalmente);
  • Termos de Posição – dá proximidade entre os planos de inscrição e de secção, como referência para visualizar os órgãos internos;
  • Cavidades do corpo – são os espaços do corpo que contêm os órgãos internos. Elas têm uma extrema importância para os órgãos, pois protegem, isolam e sustentam.
Sociedade Brasileira de Anatomia 

Essa instituição foi criada em 1952, no Departamento de Anatomia da Universidade de São Paulo. É uma instituição de caráter científico, sem fins lucrativos, e tem o objetivo de estudar a evolução da morfologia e seus ramos e agregar todos os estudiosos para a área. Ela destina-se, também, a promover a especialização dos profissionais.
 

Divisão da Anatomia Humana

  • Anatomia Sistêmica ou descritiva – estudo do corpo e seus sistemas. Ex.: sistema esquelético, sistema muscular, etc.;
  • Anatomia Regional ou topográfica -  estudo das regiões do corpo e suas ligações;
  • Anatomia Clínica, de superfície ou do vivo – estudo das estruturas e funções do corpo, das áreas importantes à saúde, ou seja, trata dos sintomas e sinais de um paciente e ajuda a interpretá-lo;
  • Anatomia Aplicada – foca na importância do estudo para os seus diversos campos, como as atividade médicas, cirúrgicas, etc.;
  • Anatomia Comparada – estuda a anatomia de espécies animais com o foco no seu desenvolvimento e sua história evolutiva (filogenética) dos órgãos;Corpo humano.
  • Anatomia Funcional – estuda o funcionamento das inter-relações;
  • Anatomia Radiológica –  esse ramo da anatomia, juntamente com a clínica, fazem por meio do raio x, o estudo do corpo humano.
Veja os diversos nomes utilizados também para o estudo da anatomia humana:
  • Osteologia: estudo dos ossos;
  • Estesiologia: estudo dos órgãos sensoriais (sentidos);
  • Endocrinologia: estudo do sistema endócrino;
  • Angiologia: estudo do sistema circulatório;
  • Miologia: estuda o sistema muscular;
  • Artrologia: estuda as articulações do corpo humano, entre outras áreas.
Partes do corpo humano: O corpo humano está separado em: cabeça(face e crânio), tronco (pescoço, tórax e abdome) e membros(superiores – ombros, braço, antebraço e mão - e inferiores – quadril, coxa, pé e perna).

Nomenclatura Utilizada

Na nomenclatura anatômica, utiliza-se a clássica ou a tradicional e ela irá variar de acordo com as convenções de cada país. Também existe a nomenclatura internacional, em que os termos são traduzidos para cada país. A PNA,Paris Nomina Anatomica ou Nomenclatura Anatômica de Paris, foi uma comissão que substituiu a antiga comissão e é ela a responsável por formular e organizar a nomenclatura utilizada mundialmente.
  • Posição anatômica ou de atleta: para nomear o corpo humano, é preciso que ele esteja nessa posição, ou seja, o indivíduo deverá estar em pé, na posição frontal, em que os membros superiores estarão paralelos ao tronco, como as palmas para frente e os pés unidos e para frente. 
raio x humano
Esse sistema é formado pelos órgãos linfonodos, ductos linfáticos, tecidos linfáticos, linfóides, capilares linfáticos e vasos linfáticos. Ele também faz parte do sistema imunológico porque ajuda na proteção contra vírus e bactérias.  Não é um sistema fechado e não possui uma bomba central.

Funções:
  • Remoção de fluidos dos tecidos corporais;
  • Absorver ácidos graxos e levá-los para o sistema circulatório;
  • Produzir células imunes;
Órgãos Linfáticos

Baço - fica localizado no hipocôndrio esquerdo entre o fundo do estômago e o diafragma. É um órgão mole, com muitos vasos e coloração escura. Ele não filtra a linfa e não participa da circulação linfática. O baço possui muitos macrófagos que conseguem, por meio da fagocitose, destruir os micróbios, células sanguíneas desgastadas, plaquetas e restos de tecidos.

Ele realiza a limpeza do sangue, trabalhando como uma espécie de filtro. Ele tem a capacidade de destruir os glóbulos vermelhos e assim liberar ferro para s surgimento de uma hemoglobina nova. Além disso, ele tem a capacidade de armazenar sangue e pode ser usado em casos onde ocorrer uma grande hemorragia.

Linfonódos (nódulos linfáticos) - eles ficam pelo canal do sistema linfático e tem um formato parecido com o feijão. São responsáveis pelo armazenamento dos linfócitos que ajudam a combater infecções. Os linfonódos liberam essas células brancas no sangue.

Caso apareça algum invasor no organismo, eles podem crescer e ficar doloridos durante o combate com esses seres. Situados nas cadeias ganglionares, eles são responsáveis pelas conhecidas ínguas. Ficam mais concentrados em regiões como virilha, pescoço e axilas.

-Macrófagos: Fagocitam até 100 bactérias antes de morrer e é muito usado em tecidos em processo de necrose.

-Linfócitos: É um glóbulo branco e são capazes de produzir anticorpos para combater possíveis infecções.

Tipos de Linfócitos
  • Células T - reconhecem e destroem célula estranhas do corpo humano.
  • Células B - existentes na medula óssea. Quando em contato com materiais ou células estranhas, produz anticorpos e os destroem
  • Tonsilas palatinas (amígdalas)
São responsáveis pela produção de linfócitos e se encontram na parte oral da faringe.

  • Tonsila faríngea (adenoides)
É produzida pelo tecido linfático e fica próxima a parte nasal da faringe. Também é conhecida como adenoide.
  • Timo (Tecido conjuntivo reticular linfoide)
Localizado no tórax entre o esterno e o coração. Produz as células T e é um órgão essencial para a sobrevivência de um bebê, pois o timo trabalha com o sistema imunológico. Nos adultos, a importância diminui e caso seja necessário, ele pode ser retirado.


Doação de Órgãos
campanha doação de órgãos
O transplante de órgãos é a única forma de cura para milhares de pessoas que sofrem com doenças crônicas no Brasil e no mundo. É um assunto tratado muitas vezes com cautela porque é preciso do consentimento de ambas as partes para que uma vida seja salva. O transplante consiste em trocar o órgão ou tecido de um doente por outro saudável de um doador vivo ou morto. 
Muitas pessoas deixam de doar por ter medo da morte, mas deixam de pensar nas pessoas que poderão ser salvas caso você se torne um doador. O coração, rim, pulmão, fígado, ossos, pâncreas, córneas e medula óssea podem ser doados (também podem ser doadas tendões e cartilagens). Mas somente parte do fígado, a medula e e o rim podem ser doados ainda em vida.
 
*Imagem extraída o site da ABTO.
 
No primeiro semestre de 2013 foram mais de 3000 transplantes de órgãos, quase 19 mil transplantes de tecidos e cerca de 900 transplantes de médula óssea.

Uma pessoa é considerada como Potencial Doador quando há ocorrência de morte encefálica, que só pode ser constatada por um médico. O paciente também passa por exames neurológicos que atestam sua situação.

Tempo Máximo de Preservação Extracorpórea

- Córneas – 7 dias
- Coração – 4 a 6 horas
- Pulmões – 4 a 6 horas
- Rins – até 48 horas
- Fígado – 12 a 24 horas
- Pâncreas – 12 a 24 horas
- Ossos – até 5 horas

Benefícios do Transplante

Confiram quais doenças dos pacientes podem ser beneficiadas com um transplante:
  • Transplante de Coração: Doenças de chagas, miocardites, isquêmia reumática e idiopática, etc;
  • Transplante de Pulmão: Doenças pulmonares crônicas;
  • Transplante de Fígado: Portadores de cirrose hepática (hepatite ou álcool) e outras doenças;
  • Transplante de Rim: Portadores de insuficiência renal crônica e outras doenças renais;
  • Transplante de Pâncreas:  Diabéticos que precisam de insulina e outras doenças associadas.
  • Transplante de Córneas: Portadores de ceratocone, trauma na córnea, infecção e ceratopia bolhosa.
  • Médula óssea: Leucemia, aplasia de medula e linfoma.
  • Transplante de Osso: Trauma nos ossos e perda óssea causada por tumores.
  • Transplante de Pele: Pacientes com queimaduras.
Como se Tornar um Doador?

Segundo a legislação brasileira, todos somos doadores desde que nossa família autorize por escrito a retirada dos órgãos de um familiar. Portanto, se você deseja ser doador de órgãos, é necessário avisar para sua família para que eles autorizem os médicos em alguma eventualidade. Também informe a seus amigos e pessoas próximas. Antigamente essa informação estava presente no RG ou na Carteira de Habilitação, mas deixou de ser usado porque muitas pessoas negavam a doação sem saber ao certo o que estavam fazendo.

Qualquer pessoa pode realizar doação de órgãos desde que haja compatibilidade entre o doador e as pessoas que irão receber os órgãos. Ressaltando que é importante que seus entes próximos tenham ciência da sua escolha para que autorizem a doação dos órgãos.

Doador de Medula Óssea: A doação de medula óssea pode ser feita por uma pessoa viva, mas é preciso alguns cuidado como ter entre 18 e 55 anos de idade e se cadastrar como doador voluntário em um Hemocentro próximo a você. A quantidade de medula doada corresponde a 10% da sua medula total e em 15 dias ela já é recomposta.


Anatomia Comparada

cerebro humanoA anatomia não refere-se apenas ao corpo humano, mas também a anatomia comparada onde são estudados os animais e o homem. Esse tipo de anatomia compara as semelhanças na morfologia dos animais. Essa ciência também estuda a evolução entre os diferentes animais e a estrutura de seus corpos.

A evolução humana acontece graças a necessidade de adaptação dos organismos em seu habitat. Na comparação de suas anatomias é possível compreender o parentesco entre as espécies.

Órgãos Homólogos: Órgãos de mesma origem embrionária ou semelhantes que desempenham ou não a mesma função. Isso acontece com um processo chamado irradiação adaptativa em que as espécies se diferenciam através de um ancestral em comum. Ex: Os braços humanos e as asas de morcegos.

Órgãos Análogos:
 Órgãos com a mesma função em distintos seres vivos, mas com origem e estrutura diferentes. Nesse caso é menos provável que haja relação de parentesco entre as espécies, mas sim um processo de convergência adaptativa que acontece quando as espécies precisam se adaptar e vivem em um mesmo ambiente.

Órgãos Vestigiais:
 Órgãos encontrados nos organismos em tamanho menor, desempenhando uma função vital em um ou sem nenhuma função em outro. Esses órgãos são importantes para entender a ancestralidade entre os seres. Um exemplo clássico é o apêndice vermiforme, sem função no ser humano, mas importante para os mamíferos roedores como os coelhos.
 
Capela de Ossos

Em Portugal, na cidade de Évora, foi construída no século 17 a Igreja de São Francisco, construída basicamente com ossos. Quase tudo no prédio é coberto por ossos humanos e conta com mais de 5 mil esqueletos.

Gunther von Hagens

Anoatomista alemão que nasceu em 1945 e inventou a técnica da plastinação. Gunther von Hagens criou em 1977 um método que mudou sua vida. Nessa técnica o corpo é imediatamente congelado e os fluidos são trocados por acetona. Posteriormente, a acetona é retirada e usa-se polímeros. Esse processo faz com que o material molhado do corpo ganhe plasticidade, fiquem inodoros e secos.

Desde 1995 ele realizou exposições em diversos países, gerando polêmica e burburinho por onde passava. Muitas pessoas o criticavam afirmando que ele estava violando o corpo humano.

O sistema nervoso é o regulador das atividades corporais e se subdivide em três segmentos: Sistema Nervoso Central (SNC), Sistema Nervoso Periférico (SNP) e o Sistema Nervoso Autônomo (SNA). 

Principais órgãos do Sistema Nervoso
Do Sistema Nervoso Central
  • Cérebro: a função do cérebro é diferente, dependendo da espécie tratada. Nos vertebrados, o cérebro é quem controla os comportamentos, as atitudes em relação à reprodução e território. Nos mamíferos, o cérebro serve para a memória, a inteligência , a visão, audição e etc.

O diencéfalo possui:

Órgãos do sistema nervoso.
  • tálamo: leva as informações das demais partes do corpo para serem interpretada pelo cérebro.
  • epitálamo: porção dorsal que, para os vertebrados, desempenhava a função de fotorreceptor.
  • hipotálamo: regula a temperatura do corpo, a fome, o balanço hídrico e etc. Exerce influência na hipófise; dessa forma, controla várias atividades do organismo. 
  • mesencéfalo: responsável pelos reflexos visuais e auditivos.
  • cerebelo: atua na coordenação de funções motoras. Também é trabalha com o tônus (tensão elástica)  e vigor muscular.
  • medula oblonga ou bulbo: controla a respiração e a digestão, bem como os batimentos cardíacos. Influencia na deglutição, vômito, tosse e sucção.
Do Sistema Nervoso Periférico
Leva mensagens a diversas partes do corpo humano. Os gânglios nervosos, reunião de corpos celulares de neurônios, ficam fora do SNC.  Existem três tipos de nervos cranianos, que são:
  • Sensitivos: fibras nervosas que transmitem mensagens dos órgãos sensoriais para os centros nervosos.
  • Motores: fibras nervosas que transmitem mensagens partindo dos centros nervosos para os músculos e glândulas.
  • Mistos: possuem as fibras sensitivas e motoras.
Sistema nervoso aut}onomo.Do Sistema Nervoso Autônomo
Essa função é independente da vontade humana, por isso, o nome autônomo. São exemplos a digestão, os batimentos cardíacos, a excreção e outras que acontecem involuntariamente.  O sistema nervoso autônomo se ramifica em duas partes: simpática e parassimpática, que agem de forma a proporcionar um equilíbrio corporal, a chamada homeostase. 
A atividade simpática deixa o corpo alerta para tomar ação de caráter decisivo. Por exemplo, dilatar a pupila, boca seca, aceleração dos batimentos cardíacos e até promover a ejaculação. Por outro lado e, com ação oposta, os parassimpáticos fazem o contraponto. Ela propicia o repouso dos órgãos vitais. Causa a ereção, reduz os batimentos cardíacos, o indivíduo saliva mais, a pupila se contrai e etc. 
 
 
 
Sistema Sensorial

Função: responsável por nos ajudar a ter um contato maior com o ambiente. O corpo humano possui vários receptores: os receptores sensoriais que traduzem o estímulo que sentimos em impulsos elétricos para o cérebro. Estes são analisados no sistema nervoso central, onde produzirá uma resposta que pode ser voluntária ou involuntária.

Cinco Sentidos

Os cinco sentidos.Visão – 
composto pela pupila, o cristalino, a retina e o nervo óptico. Por ele, podemos visualizar as cores, os objetos e suas formas, etc.
Audição
 – interage pelas orelhas e dentro delas existem vários elementos do sistema auditivo que contribuem para o funcionamento do mesmo. Com ele é possível, ouvir os sons produzidos pelo meio.
Tato – sua principal fonte de interação com o ambiente é a pele.
Paladar – é através da língua que sentimos o gosto daquilo que ingerimos.
Olfato -  é feita através do nariz que, junto com o nervo olfativo, o bulbo olfativo e as narinas, é possível sentir o cheiro ou odor das coisas.

Esse estímulo por meio dos receptores sensoriais nos dão uma resposta. Eles podem ser classificados em:
Receptor  Características Localização
quimiorreceptores:   respondem às substâncias químicas; Paladar e olfato
 mecanorreceptores: respondem a estímulos mecânicos; Pele humana e ouvidos
 
fotorreceptores:
respondem à luz;  Olhos
 
termorreceptores:
 variação de temperatura; Pele humana
 receptores para dor.    Pele humana

Reprodução humana.O sistema reprodutor humano é importante para a manutenção da vida na Terra. O ser humano apresenta a reprodução sexuada e é por meio dela que existe uma troca de material genético entre indivíduos da mesma espécie. Através da junção do óvulo (células tronco que possuem no seu interior os nutrientes essenciais para o desenvolvimento do embrião) com os espermatozoides (células pequenas), ou seja, de uma novo ser humano. Quando isso não acontece de modo natural é utilizado o método da inseminação artificial em casos de infertilidade do casal.
 
Sistema genital masculino
 
Principais órgãos: 
  • Testículos – chamados também de gônadas são responsáveis pela produção dos espermatozoides e pela produção da testosterona, hormônio sexual masculino.
  • Epidídimos – dois tubos que fazem uma ligação com os testículos e é nesse local que espermatozoides ficam armazenados e onde se encontram as vesículas seminais (glândulas vesiculosa). Essas, por sua vez, produzem uma substância que irão compor o sêmen e agem como fonte de energia para os espermatozoides.
  • Ductos ou canais deferentes – são tubos que saem dos testículos até os ductos ejaculatórios, local de produção dos espermatozoides.
  • Uretra – o canal por onde passa a urina e durante a ereção, a bexiga se contrai, impedindo que a urina entre em contato com os espermatozoides e vice-versa;
  • Pênis  - como principal órgão desse sistema é por ele que os espermatozoides saem. Ele é formado por dois corpos, um esponjoso e outro cavernoso.
Glândulas
 
  • Próstata – encontra-se na bexiga urinária e sua função é produzir substância que retiram a acidez da vagina, facilitando a passagem dos espermatozoides.
  • glândulas bulbo-uretrais -lançam uma secreção dentro da uretra para limpá-la e prepará-la para a passagem dos espermatozoides. São elas que também lubrificam o pênis durante o ato sexual.
Funcionamento do Sistema Genital Masculino

Geralmente, os espermatozoides, que são produzidos pelos testículos, atravessam o epidídimo (local do armazenamento) e na relação sexual são eliminados. O pênis, durante a relação, fica ereto e rígido e, dessa forma, ele poderá penetrar na vagina. No decorrer do ato, ocorre a ejaculação, os espermatozoides passam pelo epidídimo, os ductos deferentes e pela uretra.
 
É no ducto ejaculador que os espermatozoides recebem os fluídos que o ajudarão a neutralizar a acidez da vagina, facilitando a sua locomoção. Essas substâncias formam o sêmen ou esperma (uma massa líquida composta por espermatozoides – apenas 10% - secreções das glândulas e da próstata). Quando o sêmen entra na uretra, é adicionado a ele uma substância, proveniente da glândula bulbouretral, que lubrifica a uretra.

Sistema genital feminino

Principais órgãos:
Ovário – forma os ovócitos e produz o estrógeno e a progesterona, hormônios sexuais femininos;
Tubas uterinas – dutos que ligam o ovário até o útero;
Útero – local onde ocorre o desenvolvimento do embrião;
Vagina – canal que recebe o pênis, durante a relação sexual. É o local por onde passa a menstruação e também por onde o bebê sai no parto normal. A vagina possui uma membrana circular chamada hímen, que se rompe, geralmente, na primeira relação sexual feminina.
Vulva – composta  pelos  grandes lábios e pequenos lábios, pela abertura da uretra e  pelo clitóris, um órgão que contribui para o estímulo sexual feminino.
Funcionamento do Sistema Genital Feminino

No início do ciclo menstrual, q
uando o gameta feminino (ovócito II) é introduzido no ovário, ele vai até a tuba uterina e segue para o útero. Se o ovócito não for fecundado, ele é destruído, ocorrendo uma descamação da parede do útero, já em desenvolvimento, originando a menstruação.
 
O ovócito é fecundado por um espermatozoide, ainda, na tuba uterina e a partir daí, é formado o óvulo. O desenvolvimento do embrião começa nas trompas, sendo ele levado para o útero que já estará em condições de receber o bebê. A partir daí, o útero começa a crescer junto com o feto.





Esse sistema é formado pelos órgãos linfonodos, ductos linfáticos, tecidos linfáticos, linfóides, capilares linfáticos e vasos linfáticos. Ele também faz parte do sistema imunológico porque ajuda na proteção contra vírus e bactérias.  Não é um sistema fechado e não possui uma bomba central.

Funções:

glóbulos vermelhos
A função desse sistema é proteger o corpo humano de invasores como bactérias e fungos. Há as barreiras externas que não permitem que micro-organismos causem infecção. A principal forma de impedir os agentes externos é a pele humana, mas também os mucos, os cílios, as lágrimas e saliva e nos genitais e intestino (possuem micro-organismos que impedem a proliferação de agentes externos).

O sistema imunológico age durante 24 horas porque estamos o tempo todo expostos a bactérias e vírus. As infecções bacterianas e virais estão entre os principais agentes causadores de doenças na população. 

Anticorpos: São proteínas, também chamadas imunoglobulinas, criadas pelas células brancas (linfócitos B) que encontram-se em uma região específica que respondem a um determinado antígeno. São cinco tipos de anticorpos: IgG, IgA, IgM, IgD e IgE.

Leucócitos: Esse é o nome de todas as células sanguíneas brancas e são diferentes das demais células do corpo. Eles são divididos em granulócitos, monócitos e linfócitos.

Monócitos – Eles se transformam em macrófagos.
Linfócitos - Se dividem entre as células que amadurecem na medula óssea (células B) e as que amadurecem no timo (células T).
Granulócitos – Constituem mais da metade dos leucócitos e dividem-se em: basófilos, neutrófilos e eosinófilos.

Células Brancas

As células brancas tem um papel diferente no sistema imunológico.

Neutrófilos: É o tipo mais comum de célula branca gerado na medula óssea e liberado para a corrente sanguínea. Esse tipo de célula é atraído por qualquer coisa estranha no organismo para realizar o processo de quimiotaxia. Ou seja, o neutrófilo solta enzimas e substâncias químicas para matar as bactérias. Quando há o surgimento de pus trata-se do acúmulo de neutrófilos mortos e outras substâncias.

Basófilos e Eosinófilos: Não são tão comuns e trabalham de formas diferentes: os basófilos são capazes de liberar a histamina (causam a inflamação); já os eosinófilos destroem os parasitas da pele e dos pulmões. 

Macrófagos: São as maiores células sanguíneas e são formadas através dos monócitos liberados pela medula óssea. 

Componentes do Sistema Imune

- Timo
- Baço
- Sistema Linfático
- Medula Óssea
- Células sanguíneas brancas
- Anticorpos
- Sistema Complemento
- Hormônios

Resposta Imune: A resposta imune acontece quando são identificados agentes invasores. O corpo humano reage de forma adaptativa e inata.

Resposta imune inata: Assim que um organismo estranho invade o corpo, células tentam destruí-lo através de um processo chamado fagocitose. Essa é nossa primeira força de defesa, mas sem muita força para reconhecer os micro-organismos.

Resposta imune adaptativa: Nesse caso os linfócitos conseguem identificar o invasor. Existe o linfócito B e o linfócito T.

Doenças Auto-imune

Esse tipo de doença é um problema que ataca o sistema imunológico que erroneamente ataca os tecidos saudáveis do corpo humano. O organismo das pessoas com doença autoimune não conseguem diferenciar entre os antígenos dos tecidos saudáveis. Ou seja, eles destroem tecidos normais que normalmente seriam ignorados.

Uma doença autoimune pode afetar os músculos, a pele, articulações, vasos sanguíneos, tecidos conjuntivos, 
glóbulos vermelhos e glândulas. Conheçam algumas doenças autoimunes:

- Psoriase
- Vitiligo
- Esclerose Múltipla
- Doença Celíaca
- Sarcoidose
- Artrite Reumatóide

- Diabetes Mellitus


O