domingo, 7 de abril de 2013


ESTEATOSE HEPÁTICA – A GORDURA EXCESSIVA NO FÍGADO

Figado normal
F: fígado gorduroso. N: Fígado normal

Prezados leitores: Não sou médico, não passo receita e nem faço diagnóstico. Não adianta me fazer perguntas por e-mail, que não respondo. cada caso é um caso. Somente o médico pode tirar dúvidas. O Objetivo dessa reportagem não é atemorizar ninguém.  A doença se tratada possui amplas possibilidades de cura. O paciente pode conviver com o problema durante anos e não significa que a pessoa necessariamente vai morrer disso. No final da reportagem divulgo receitas caseiras que pesquisei em um site, sobre como curar a esteatose. Não garantimos a eficiência de tais receitas.

O melhor caminho é consultar médicos especialistas  no assunto.

O acúmulo de gordura no interior dos hepatócitos é um mecanismo natural, utilizado para estocar energia. A quantidade de energia acumulada na gordura é muito maior que no açúcar ou na proteína, podendo fornecer ao animal grande quantidade de energia nos momentos de necessidade. O fígado mantém dois grandes estoques de energia: a gordura e o glicogênio, que é uma glicose alterada para ser estocada. Quando permanecemos em jejum e o nível de açúcar no sangue diminui, hormônios enviam sinal ao fígado para transformar o glicogênio em glicose e manter o organismo funcionando. Se a falta de comida persistir, a gordura começa a ser utilizada, mas este processo é mais demorado.

A esteatose hepática, em si, não é uma doença, mas reflete uma doença metabólica. Infelizmente, por um motivo ainda desconhecido, o organismo desencadeia uma inflamação contra os hepatócitos com acúmulo de gordura, que são gradualmente destruídos. Dependendo da intensidade desta destruição, isso pode levar à formação de fibrose (cicatrizes) que vão se acumulando e progredindo até a formação de nódulos, o que caracteriza a cirrose.

1 . O que é gordura no fígado?

Muitas pessoas possuem figado com grande quantidade de gordura e não sabem. Oexame é detectado através da ultrasonografia total do abdome. Não é necessáriamente uma doença de obesos. Existem vários graus ( 1º, 2º, 3º). Após o 2º grau, e persistindo o problema , pode causar cirrose ( que é uma doença que não tem cura) e somente um transplante salva o paciente da morte. Os sintomas nem sempre se manifestam.Pessoas que não fazem uso de álcool também podem possuir esteatose hepática. O uso do álcool dificulta a volta da normalidade do fígado.

O depósito de gordura no fígado recebe o nome de esteatose hepática: infiltração de gordura no fígado.
Essa gordura no fígado pode provocar reações clínicas como dor e desconforto abdominal; portanto, sempre é bom realizar exames de rotina (mesmo que não tenha nenhum sintoma), pois muitas pessoas acabam descobrindo que tem essa doença ao fazer exames ultrasonográficos. Outros descobrem que tem a doença ao fazer exames para investigar dor abdominal ou aumento do tamanho do fígado.

2 . Quais os sintomas da esteatose no fígado?

Aproximadamente metade das pessoas com esteatose tem dor abdominal (sensação de peso no abdômem) geralmente desagradável .

Casos mais avançados podem ter sintomas mais intensos, no entanto, a esteatose muitas vezes não apresenta sintomas, sendo descoberta apenas em exames de rotina (exames de sangue, ultrasonografia etc.).

3 . Por que ocorre gordura no fígado (esteatose hepática)?

A causa mais comum é a obesidade: muitas pessoas acima do peso tem infiltração de gordura no fígado.

Essas pessoas podem apresentar sintomas digestivos relacionados a esteatose ou outras doenças digestivas comuns em obesos. Assim, muitos obesos tem sintomas de esofagite de refluxo, tais como azia, queimação no peito ou sensação de líquido que volta para a garganta.

Muitos diabéticos tem esteatose, cujos sintomas podem vir associados aos da diabete.

Pessoas que fazem uso freqüente de álcool também fazem parte do grupo de risco. Algumas vezes essas pessoas podem até chegar a ter hepatite por álcool, cirrose alcoólica etc.

4 . Como diagnosticar e tratar a esteatose (gordura no fígado)?

Além do exame clínico bem feito, o médico muitas vezes recorre a exames laboratoriais. Nos casos de dor abdominal ou desconforto abdominal, deve-se excluir outras causas como doenças do estômago e intestinos. Quando existe uma causa para a esteatose, deve-se corrigi-la para que haja melhora.

Assistam um interessante vídeo sobre o fígado acessando o nosso blog:
Fontes:
http://www.saudeinformacoes.com.br/materias_ver_materia.asp?id=209

Hepcentro – Site de Hepatologia, Doenças do Fígado
http://www.hepcentro.com.br O site esta fora do ar. Não sei se temporariamente ou de forma definitiva.

“Se você tem diagnóstico de “fígado gorduroso” (esteatose hepática), é conveniente que seja feita uma avaliação clínica e laboratorial para descobrir a causa do distúrbio: Decorrente de abuso de bebidas alcoólicas? Hepatite viral crônica? Hepatite auto-imune? Decorrente apenas de obesidade? O tratamento, se for indicado, vai depender da “doença de base” (se houver).”
Carvalho
Tratamentos caseiros através de remédios naturais:
- A maioria dos casos de acúmulo de gordura no fígado se deve a obesidade. A redução gradual de peso no decorrer do tempo, reduzirá o aumento de tamanho do fígado.
cozinhe umas 4 cebolas em um litro de aguá e durante o dia vai tomando esse chá durante um período de tempo superior a 30 dias é um ótimo purificador.
- Reeducação alimentar, evitar alimentos gordurosos e/ou industrializados. Caminhada. Todo o resto é panacéia.
- O uso constantes de berinjelas, ajuda a diminuir o colesterol e reduz a ação das gorduras sobre o fígado.
- Em jejum pela manhã tome 250 ml de suco de tomate, e ao longo do dia, além da alimentação mais cuidada, isenta de gorduras e açúcares em excesso, tome 3 xícaras de chá de alface (80g/litro de água) ou de chapéu de couro(20g/litro de água).
-Com ampla ação, a carqueja exerce ação benéfica sobre o fígado e intestinos, auxiliando no tratamento de doenças digestivas em geral.
- O uso da maçã excita a ação do fígado.
-Jenipapo – É indicado na má digestão e nas afecções do fígado e do baço.
VAGENS DE PAU FERRO
Utilidades medicinais: Para doenças do fígado.
Preparo: Pisar 3 vagens e colocar em 1 litro de água e deixar de molho durante três dias.
Modo de usar: Tomar duas vezes ao dia.
Extraído do site: www.ihaa.com.br
O fígado gorduroso é um acúmulo excessivo de gordura (lipídeos) no interior dos hepatócitos (células do fígado). Algumas vezes, a causa do fígado gorduroso é desconhecida, especialmente em recém-nascidos. Geralmente, as causas conhecidas lesam o fígado de alguma maneira. Normalmente, o fígado gorduroso é assintomático. Raramente, ele causa icterícia, náusea, vômito, dor e sensibilidade abdominal. Um exame físico que revela uma hepatomegalia (aumento de volume do fígado) sem qualquer outro sintoma sugere o fígado gorduroso.
O diagnóstico pode ser confirmado através de uma biópsia hepática, procedimento no qual é utilizada uma agulha oca e longa para se obter uma pequena amostra de tecido para exame microscópico. A mera presença de gordura excessiva no fígado não é um problema grave. O tratamento visa eliminar a causa ou tratar o distúrbio subjacente. As lesões hepáticas repetidas causadas por substâncias tóxicas (p.ex., álcool) podem, em última instância, evoluir do fígado gorduroso para a cirrose.

Fonte(s):

http://www.msd-brazil.com/msd43/m_manua
Outro site que fala sobre o assunto:
http://www.unidosvenceremos.com.br/dieta.html

CONHEÇA O SEU FÍGADO

Sou teu figado – Presentation Transcript

  1. Olga Mendonça PPS 2007 Teu Fígado Transição automática de slides. Ligue o som.
  2. Olá ! Sou teu fígado !
  3. Permite que eu me apresente!
  4. Como podes gostar e cuidar de mim, se não me conheces?
  5. Sou o maior órgão do teu corpo e estou localizado no lado superior direito do abdômen , protegido pelas costelas (gradio costal). Sou responsável por aproximadamente 5.000 (cinco mil) funções vitais, produzindo a grande maioria das substâncias essenciais para manter funcionando o resto do teu organismo.
  6. Sou um grande laboratório! Produzo a bile que é levada ao intestino delgado para se juntar ao processo de digestão. Eu mantenho as reservas de ferro que tu necessitas, bem como as vitaminas e outros minerais. Também produzo hormônios, proteínas e enzimas que mantêm teu corpo funcionando normalmente.
  7. Tenho participação na produção de substâncias que ajudam o sangue a coagular e um papel importante na decomposição do colesterol e de medicamentos. Sem mim não terias forças para levar tua vida adiante!
  8. Eu armazeno todas as toxinas, venenos, álcool, substâncias químicas e drogas que entram em teu corpo. Minha função é quebrar quimicamente estes venenos, de modo que possam ser mais facilmente eliminadas pelos rins e pela pele.
  9. Sou um depósito de toxinas. Elas permanecem em mim por bastante tempo até serem processadas. Se a carga se torna excessiva, fico impedido de trabalhar adequadamente e o processo digestivo se torna difícil.
  10. Eu reservo energia, como uma bateria, armazenando açúcar (carboidratos e gorduras) até que dele necessites. Sou eu quem alimenta o teu cérebro de energia e o faz funcionar. Sem mim, entrarias em estado de coma! Na verdade, nem poderias te levantar da cama se eu não estivesse trabalhando !
  11. É importante que gostes de mim! Mas não te peço muito…Basta que me trates bem! Não me entupas de álcool – cerveja, uísque ou cachaça! Se bebes com frequência , podes me lesionar para o resto das nossas vidas!
  12. E eu me lesiono facilmente… Estas lesões chamadas "cirrose“, são permanentes.
  13. Toma cuidado com o hábito da auto-medicação! Os medicamentos são importantes, mas ao tomares remédios sem necessidade, podes me sobrecarregar e intoxicar! Todos os medicamentos são produtos químicos e quando tu os combina sem a aprovação de um médico, podes criar algo venenoso e prejudicar-me seriamente.
  14. E saibas, eu não me queixo. Se me maltratas, não poderei avisar-te que estou em perigo! Outra coisa importante – cuida da tua alimentação! Não abuses dos alimentos gordurosos! Eles podem me deixar coberto de gordura e se isso acontecer, desequilibrarei vários sistemas do teu corpo! Alimenta-te com uma dieta balanceada. x x x x
  15. Sou vulnerável aos diversos vírus da hepatite , os quais vivem no sangue, na saliva, nas fezes e no sêmem humano. Quase sempre sou capaz de destruir esses vírus, mas às vezes eles são mais fortes que eu e me infectam, causando-me muito dano.
  16. Os vírus da hepatite C, são transmitidos pela transfusão de sangue e hemodiálise, pelo uso de drogas intravenosas, material cortante ou perfurante de uso coletivo, sem esterilização adequada: procedimentos médicos/odontológicos, tatuagens, piercing, manicure, etc.
  17. Já o vírus da hepatite A, é transmitido através da água e dos alimentos, enquanto o da hepatite B, através dos contatos íntimos, da mãe infectada para o recém nascido e pelo uso do sangue infectado.
  18. Então observa a procedência do sangue que acaso precises receber, dos alimentos e da água que ingeres e toma cuidado com a higiene ao toalete. Usa preservativos com novos parceiros, exige que os instrumentos que perfurem tua pele ou boca sejam esterelizados. ATENÇÃO
  19. Segundo a Tradicional Medicina Chinesa, sou um órgão regido pela energia da madeira . Por isso, como uma planta, se me tiras um pedaço, sou capaz de me regenerar e crescer novamente.
  20. Sou eu quem controla teu sistema nervoso e exerço uma atividade importante sobre teus pensamentos. Quando estou desequilibrado, não consegues te concentrar e nem ter clareza mental. Também te enervas facilmente, ficas instigado às brigas, predisposto à dores de cabeça, na nuca e região lombar…
  21. Ainda segundo a milenar Medicina Chinesa, sou a morada das HUN, seres espirituais que zelam por tua saúde.
  22. E elas não gostam, absolutamente, da raiva e suas toxinas venenosas! x x x x x
  23. Quando te tornas irado, sou agredido pelas toxinas do estresse. Se isso ocorre com frequência, as HUN me abandonam e fogem do teu corpo…
  24. Então, torno-me endurecido e o teu humor cada vez pior. Na antiguidade, Hipócrates classificou os principais temperamentos humanos de acordo com os humores predominantes. Ele denominou temperamento bilioso – que significa cheio de bilis e de raiva, irritável – aquele dominado por minha atuação negativa …
  25. As toxinas da raiva são um veneno que não consigo metabolizar…E elas podem me destruir, tornando-me um sério candidato ao câncer … Além disso, quando envenenado pela raiva, afetarei o teu coração, que tornar-se-á impaciente e rancoroso, incapaz de sentir amor, alegria e respeito. E isso, facilmente, pode destruir teus relacionamentos…
  26. A única forma de convencer as HUN a voltarem ao teu corpo, é praticares atos de bondade para contigo mesmo e para com os outros. Quando transformares tuas atitudes raivosas em tolerância,conciliação e solicitude, elas ficarão ao teu lado, trazendo-te saúde e sorte!
  27. Entendes agora que precisas buscar a Sabedoria do Viver, para poderes enfrentar os desafios do dia a dia, com inteligência, calma e serenidade? Compreendes a importância de te apaziguares com todas as circunstâncias da tua vida e todos os seres à tua volta?
  28. Como vês, tua vida, saúde e felicidade, dependem de que cuides muito bem de mim e de ti! Evita o estresse. Correr contra o relógio é hábito perigoso. Cultiva o bom humor. Pra que levar a vida tão a sério? Procura sorrir e brincar. Permita-te o lazer e o prazer. Descontração e diversão são essenciais para manter-me desopilado !
  29. Busca o teu bem-estar através do contato com a natureza, da prática de exercícios físicos, do relaxamento e principalmente, da meditação, que te conecta com a Fonte da Vida!
  30. Que as HUN te dêem uma saúde vibrante e muita sorte ! Obrigado por tua atenção !
  31. Teu silencioso companheiro, O fígado
  32. Texto adaptado do livro: CHI NEI TSANG – A MASSAGEM DOS ÓRGÃOS INTERNOS – Mantak Chia Formatação: OLGA MENDONÇA Psicóloga Psicoterapia – Naturoterapia – Reprogramação Mental Contato: [email_address] Recife, Agosto de 2007
Mais informações:
Silimarina é um tipo único de flavonóide com capacidade antioxidante.
Ações e uso: Para todos os problemas de fígado como icterícia e hepatite. Contém algumas das substâncias de proteção do fígado mais potentes conhecidas.
ü  Evita o dano feito pelos radicais livres ao agir como antioxidante, protegendo o fígado.
ü  Estimula a produção de novas células no fígado e evita a formação de eleucotrienos danosos.
ü  Também protege os rins e é benéfica para as pessoas com psoríase.
ü  O cardo mariano (“Silybum marianum”) é uma das plantas mais utilizadas nas afecções hepáticas, devido ao fato de proteger a célula hepática, com resultados cientificamente comprovados, pelo que é usado na composição de muitos preparados farmacêuticos.
ü  O seu princípio ativo, a silimarina, ajuda a regenerar as células hepáticas danificadas por substâncias tóxicas, como o álcool, entre outras. As sementes dos frutos, as folhas e a raiz desta planta são usados em inúmeras afecções hepáticas: intoxicações, icterícia, hepatite e cirrose.
ü  Esta substância é também benéfica em tratamentos com quimioterapia, ajudando o fígado a suportar os efeitos secundários resultantes destes tratamentos químicos.
ü  No caso do extrato seco em cápsulas, deve optar por suplementos com um mínimo de 70 a 80% de extrato padonizado de silimarina, devendo tomar cerca de 140 a 210mg quatro vezes ao dia.
A  Silimarina tem uma importância que infelizmente aqui no Brasil é relegada.
Em experimentos, ela se mostrou eficaz na cirrose hepática, nas hepatites crônicas, na esteatose e na sobrevida de indivíduos com câncer de fígado.
SUBSTâNCIAS QUE EM EXECESSO PODE PREJUDICAR O FÍGADO
Vitamina A: É a vitamina mais perigosa para o fígado, junto com o excesso de vitamina E. É de difícil metabolização pelo fígado, acumulando-se gradativamente e resultando em um excesso de vitamina, chegando a comprometer o mesmo; em inúmeros casos, resulta em dano hepático. Porém a vitamina ( como todas as outras é essencial para a saúde, porém não deve ser usada em excesso.
Ferro: Não deve ser tomado nenhum suplemento que contenha ferro. Uma das características da hepatite C é a acumulação de ferro no fígado e está comprovado que os vírus se alimentam deste ferro. Muito cuidado com os complementos multivitamínicos e minerais; geralmente, a quantidade de ferro é muito superior à dosagem diária recomendada para o organismo. Porém o ferro é essencial para evitar anemia. Não se deve usar em exesso.
Boldo do Chile: O chá feito com as folhas do boldo parece obter resposta positiva na redução das transaminases, porém estudos preliminares apontam sua associação à elevação de enzimas no fígado. Além disso, há fortes evidências que a sua interação com medicamentos anti-coagulantes possa ser maléfica.
infelizmente, a maioria das propostas fitoterápicas, dietoterápicas ou alternativas na medicina não possuem o rigor acadêmico e, portanto, expõem os pacientes aos riscos gerados pelo desconhecimento dos seus benefícios e malefícios. Em recente revisão bibliográfica realizada por alunos de iniciação científica e de pós-graduação, percebeu-se alguns exemplos que permitem consolidar esta preocupação. Para se ter uma idéia, o Confrei está relacionado com casos de doenças vasculares do fígado, doença de difícil tratamento que muitas vezes requer o transplante hepático para evitar a morte do paciente. Casos de Hepatite Fulminante pelo Kavacava foram relatados, assim como pela Cascara Sagrada, segundo publicação na conceituada Revista American Journal of Gastroenterology.
Tem-se observado que algumas ervas chinesas estão proibidas em várias partes do mundo por causarem Hepatite e Fibrose Pulmonar, enquanto que a Sacaca, extraída de árvores amazônicas e comercializadas no Norte-Nordeste do Brasil, não possui qualquer efeito em reduzir o colesterol, além de ter causado Hepatite grave e morte em vários consumidores em Belém do Pará, Manaus e em outras cidades do País.
Vitamina C: É um poderoso agente antiviral; o prêmio Nobel de medicina, Dr. Linus Pauling, recomenda um mínimo de 10 gramas de vitamina C por dia para qualquer pessoa; nesta dosagem porém pode causar diarréia, que cessa ao interromper-se a ingestão. MMuito cuidado: tomar acima de dois gramas por dia pode aumentar a quantidade de ferro no fígado, que representa um perigo, principalmente nos casos de cirrose e nos pacientes com hepatite C em tratamento com Interferon, inibindo a ação deste. O médico deve ser consultado.
Os tratamentos alternativos à base de ervas são os mais utilizados e são importantes coadjuvantes e excelentes hepatoprotetores, porém deve ser lembrado que nunca deve ser abandonado o tratamento médico para se realizar um tratamento alternativo. Faça-os conjuntamente, um auxiliando ao outro, sempre consultando o seu médico. Cuidado: certas ervas podem ser tóxicas para seu fígado, prejudicando-o ainda mais. Se, após tomar alguma erva, sentir dor de cabeça ou qualquer reação, interrompa imediatamente a ingestão e consulte novamente o seu médico.
http://www.grupoesperanca.org.br/alternativos.htm
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Metafísica – Sistemas Excretores – Equilíbrio Emocional
Onde nasce o verdadeiro equilíbrio emocional
Na visão da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) o fígado, do ponto de vista energético, está estreitamente envolvido com a vesícula biliar (postura e decisões), mas também com os olhos (sentido da visão), ombros, joelhos e tendões (flexibilidade), unhas, seios e todo o aparelho reprodutor feminino.
Na MTC se diz que o fígado é o órgão mais importante para a mulher, assim como o rim o é para o homem. Praticamente todo o sistema reprodutor feminino é regido pelo fígado, responsável por alterações no ciclo menstrual, presença de cistos de ovário, miomas uterinos, corrimentos ou prurido vaginais, alterações da libido como frigidez e impotência. O fígado é responsável por manter o livre fluxo da energia total do corpo. Como o movimento do sangue segue o movimento da energia, dizemos que o fígado direciona a circulação do sangue, regula também o ciclo menstrua e é o principal órgão envolvido no bloqueio energético do corpo.
Mas seu papel mais importante, é sem dúvida, sobre o equilíbrio emocional. É o livre fluir da energia do fígado que vai nos permitir responder vitoriosamente aos desafios da vida, aos estímulos emocionais e afetivos, 24 horas por dia, cada segundo de nossa vida, sem parar
Explicando melhor: Quando passamos por eventos na vida tensos ou desagradáveis pode ocorrer um bloqueio energético dentro dos meridianos e quando isso acontece instala-se, dentro do nosso subconsciente, uma emoção negativa ou crença negativa.
Exemplos de emoções e crenças negativas: Raiva, culpa, ansiedade, estress, baixa-autoestima, triateza, depressão, procrastinação, medo, pânico, timidez, insegurança, entre outras
Quando o fígado esta desequilibrado a pessoa tem mais propensão a acumular bloqueios energéticos. Ou seja uma pessoa com a energia do fígado debilitado tem mais facilidade de acumular no seu subconsciente mais emoções negativas do que outras.
Daí começa a responsabilidade e respeito que devemos ter pelo nosso fígado e sistema hepático. E, já podemos deduzir sobre o desgaste intenso ao qual este sistema é submetido no cotidiano da vida moderna. Pouco se sabe sobre sua importância e como auxiliar, ser cúmplice, do fígado nesta missão existencial: equilíbrio emocional e afetivo. Visão, flexibilidade, postura e decisões.
Pelo contrário, só pela má alimentação e sedentarismo, a cultura ocidental faz de tudo para fragilizar o sistema hepático.
Os maus hábitos alimentares e de vida levam ao seu desequilíbrio funcional, que leva ao desequilíbrio emocional, que desencadeia mais maus hábitos alimentares e de vida.
Este desequilíbrio energético pode se manifestar de várias formas. Dependendo da sua localização: insônia, enxaqueca, hipertensão, problemas digestivos, TPM, etc.
Os problemas ligados ao fígado podem ser por falta ou por excesso de energia circulante. Um bom exemplo de excesso é a raiva, mais exatamente a raiva reprimida e, num quadro de vazio energético, temos a procrastinação e o medo paralisante ou síndrome de pânico. A estagnação do fluxo de energia do fígado freqüentemente desequilibra o emocional, produzindo sentimentos de frustração e ira. Essas mesmas emoções podem levar a uma disfunção no fígado, resultando em um ciclo interminável de causa e efeito.
Como todas as emoções, boas ou más, passam pelo fígado, não devemos reprimi-las infinitamente. A repressão das emoções provoca um bloqueio da energia que leva ao excesso de calor no fígado. Cabe uma distinção entre sentimento e emoção.
Os sentimentos geralmente fortalecem os órgãos e servem como mecanismos de defesa para o organismo. Uma certa irritação que nos leva a reagir diante de um ataque ou quando nos sentimos lesados, é diferente da raiva que é cega e destrutiva.
Os olhos são a manifestação externa do fígado. Em outras palavras, o fígado rege o sentido da visão. Assim, patologias da visão irão sinalizar alguma alteração no fígado. As mais comuns são: conjuntivites, olhos vermelhos sem processo inflamatório, coceiras, “vista” seca, visão fraca, embaçada ou borrada, terçol, pontos brilhantes que aparecem no campo visual e outros.
A lágrima é a secreção interna que ajuda a aliviar o fígado. Cuidado com olhos secos. Daí vem a importância do exercício de “piscar os olhos” (sempre – não esquecer) e de não reprimir o choro, embora nem sempre seja conveniente socialmente. Mas, acredite, conter o choro faz mal à saúde. Ah! Uma forma divertida de chorar / lacrimejar é deixando o riso fluir, acontecer no seu dia-a-dia, na sua vida.
As unhas são outra manifestação externa das condições do fígado, e as suas deformidades ou a presença de micose sugerem algum comprometimento do fígado ou desequilíbrio prolongado da sua energia.
O fígado rege as articulações do ombro e joelhos e também os tendões de modo geral. Assim sendo, as bursites e dores nos joelhos sem causa aparente, são sinais de comprometimento da energia do fígado. As tendinites e os estiramentos freqüentes também estão neste quadro.
Todo órgão está associado a uma víscera que, no caso do fígado, é a vesícula biliar.
Resumidamente, a vesícula atua mantendo o equilíbrio postural. Todos os quadros de tonturas, vertigens, labirintites estão ligados a ela. Rege a articulação tempero mandibular (ATM). Todas as tensões que ficam retidas no fígado podem ser descarregadas nesta região e produzir o bruxismo, que é um quadro de ranger os dentes, que se manifesta mais freqüentemente durante o sono.
Metafisicamente a vesícula biliar comanda a capacidade de tomarmos decisões assertivas. Uma vesícula desequilibrada se manifestará na forma de indecisões ou mesmo desorientações, perda de rumo.
Desintoxicar-se diariamente praticando a terapia do riso, as brincadeiras, as artes, o lazer;
Praticar atividade física moderada diariamente. Vocês não têm noção de como este hábito é vital para o livre fluxo de energia do fígado;
O sabores ácido e amargo, assim como os alimentos de cor verde são os maiores aliados do fígado. Entretanto, na primavera, evite exagerar nos sabores ácidos e picantes.
Evitar intoxicar-se com alimentos muito gordurosos (pela qualidade, gordura animal e óleos refinados, como pela quantidade), frituras, açúcar, café e álcool;
Evitar vida sedentária e estressante, o mau humor, ilusões e grandes expectativas
“A imbecilidade sempre leva vantagem sobre a sabedoria. Essa superioridade evidencia-se sobretudo quando o ignorante ignora por completo o conhecimento do sábio. Não há como ministrar conhecimento a um tolo que se orgulha de sua própria tolice” (Miyamoto Musashi)
“O Fígado na visão Medicina Tradicional Chinesa (MTC)” Enviado por e-mail por Paulo Bastos
UMA INFORMAÇÃO IMPORTANTE: O AÇUCAR REFINADO É MUITO RUIM PARA O FÍGADO.
“A sacarose é constituída de duas moléculas, uma de glicose e outra de frutose. A glicose que o açúcar refinado fornece à dieta é supérflua e nociva; a frutose, por sua vez, é a  matéria -prima para formar colesterol. Assim, o açúcar refinado contribui duplamente para elevar o colesterol, já que a glicose estimula a produção de insulina e esta sinaliza para maior produção de colesterol pelo fígado”
“Atualmente a bioquímica humana revela que o coração é dependente de gorduras,proteínas, vitaminas e sais minerais, mas de nem um miligrama sequer de açúcar. Por outrolado o cérebro necessita da glicose proveniente dos alimentos. Por que então não ingerirgrandes quantidades de açúcar para nutrir nosso cérebro? A glicose, leia-se o açúcar dosalimentos, não faz mal à saúde. O problema está no açúcar refinado. Durante o refino,inúmeros produtos químicos são utilizados para que o veneno doce fique branco, bemsolto e bonito. Nesta hora, as fibras, os sais minerais, as proteínas e demais nutrientes sãoeliminados e o que sobra é um produto químico que é apenas calorias vazias
. Afora isso, oconsumo de açúcar produz um estado de superacidez que desmineraliza o organismo. Ocorpo então passa a ter falta de cálcio, magnésio, zinco, cobre e selênio, dentre outros nutrientes.”
  FONTE:  ”LIVRO NEGRO DO AÇÚÇAR” – FERNANDO ANTÔNIO CARNEIRO
NEUROANATOMIA - ASPECTOS GERAIS


Trata-se do sistema controlador dos demais mecanismos fisiológicos do organismo humano. Discutiremos nesta seção os principais aspectos da anatomia do sistema nervoso tentando correlacioná-lo às atividades fisiológicas bem como patológicas, dando ao estudante uma importante arma na interpretação deste órgão. Diversas fontes bibliográficas são utilizadas na tentativa de ilustrar as estruturas de relevância clínica para o diagnóstico e tratamento das diversas doenças que acometem esse sistema.



Propriedades Básicas do Protoplasma - 
     1. Excitabilidade
     2. Condutibilidade
     3. Contratilidade

Origem Embrionária -
     a) Ectoderme: origina a pele e o sistema nervoso. O sistema nervoso origina-se da placa neural, sulco neural, goteira neural e, por fim, a goteira neural (figura 1.2). O tubo neural desprende-se do epitélio de origem fechando-se na forma de um tubo. Observamos a formação das cristas neurais (mais tarde originarão o sistema nervoso periférico) e a notocorda, que dará origem às vértebras. O disco intervertebral é formado por dois núcleos: fibroso (mais externo) e o pulposo (mais interno), sendo este último um remanescente da notocorda. A extremidade anterior do tubo neural se desenvolve mais que a posterior formando uma dilatação denominada vesícula encefálica ou arquencéfalo.
     b) Mesoderme: origina coração, vasos, músculo, ossos.
     c) Endoderme: origina as vísceras.





Figura 1.1. Dilatações do tubo neural. Vale destacar que no interior das dilatações há uma cavidade revestida por células ependimárias (mais tarde dará origem ao sistema de drenagem liquórica).

Na evolução embrionária a vesícula anterior (encefálica) irá formar outras três vesículas denominadas: prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo (figura 1.1). O prosencéfalo formará o telencéfalo e o diencéfalo enquanto que o mesencéfalo formará o próprio mesencéfalo e o rombencéfalo em metencéfalo (formará a ponte e o cerebelo) e o mielencéfalo (medula espinhal). O diencéfalo formará estruturas como o tálamo e o hipotálamo enquanto que o telencéfalo se desenvolverá e dará origem aos hemisférios direito e esquerdo e também aos núcleos da base.

Quando falamos em encéfalo estamos considerando o tronco cerebral, constituído pelo mesencéfalo, ponte e bulbo, como também o cerebelo, ambos, adicionados ao cérebro propriamente dito. Logo, cérebro e encéfalo são denominações que determinam estruturas diferentes.

Num corte transversal do tubo neural identificamos estruturas diferentes. No seu interior há uma cavidade chamada de canal neural delimitada posteriormente, por lâminas alares (formarão os centros sensitivos) e, anteriormente, por lâminas basais (formarão os centros motores). Estas lâminas são separadas por sulcos limitantes (formarão os centros vegetativos), superiormente há a lâmina do tecto e inferiormente a lâmina do assoalho.



Figura 1.2. Formação do sistema nervoso.

O neurônio é a célula que constitui o sistema nervoso, trata-se de uma célula extremamente especializada com funções que uma vez perdidas não serão restabelecidas, isto é, são células incapazes de se reproduzirem. Apesar de conhecermos a unidade funcional do sistema nervoso, não conseguimos a partir de uma célula, estabelecer a função de todo o órgão. A grande dificuldade do sistema nervoso constitui-se no fato de que o neurônio, dependendo da área considerada, se comporta de uma forma diferente. Nos dá a impressão de que há vários órgãos dentro de um mesmo órgão.

A célula neural possui um corpo celular ou pericário, uma série de prolongamentos denominadas dendritos e uma região de comunicação mais espessa, denominada axônio. Este axônio prende-se ao corpo celular através de uma região denominada cone de implantação ou simplesmente Hillock. Na porção terminal do axônio encontramos pés ou botões terminais onde através de vesículas químicas haverá comunicação interneuronal. Essas comunicações poderão ser químicas ou elétricas, vale destacar que no organismo humano há prevalência de sinapses (regiões de comunicações) químicas. Uma capa fosfolipídica, muitas vezes, envolve estes axônios sendo denominadas bainha de mielina, uma espécie de isolante elétrico que acelera a condução do impulso nervoso (figura 1.3).

Os neurônios podem ainda ser divididos em neurônios unipolares ou bipolares (possuem dois prolongamentos), pseudounipolares (apresentam apenas um prolongamento) ou multipolares (apresentam vários prolongamentos), dependendo do número de neuritos (axônio + dendrito). As fibras nervosas são conjuntos de axônios, sem corpos celulares, que interligam o sistema nervoso central com a periferia. As fibras nervosas são envolvidas por "capas" de tecido conjuntivo denominados endoneuro (envoltório de uma única fibra nervosa), perineuro (envolve um fascículo nervoso) e epineuro (envolvem diversos fascículos) sendo este último bem vascularizado. Na grande maioria das vezes o impulso nervoso possui condução anterógrada, isto é, dos dendritos para as axônios. O impulso nervoso inicia-se por um potencial de ação desencadeado no receptor periférico constituindo a via aferente de condução, enquanto que a resposta a essa despolarização caminhará por uma via denominada eferente. Entre a via aferente e a via eferente, o cérebro, tronco cerebral ou o cerebelo recebem essas informações e as interpretam, em centros denominados centros de associação. Assim percebemos informações dolorosas, térmicas, de tato, pressão, informações sobre pressão arterial, alteração de pH, pressões dos gases, viscerais, motoras, etc. O meio pelo qual o neurônio sofre despolarização, repolarização e hiperpolarização, suas alterações químicas e físicas são discutidas detalhadamente na fisiologia.



Figura 1.3. Neurônio com seu corpo celular recebendo dendritos que por sua vez fazem sinapses com botões terminais de outros neurônios.

Além de células neuronais (neurônios propriamente ditos) o sistema nervoso possui uma diversidade de células "auxiliares" denominadas células da glia ou neuróglias. a) as células de Schwann são responsáveis pela mielinização dos axônios do sistema nervoso periférico; b) os oligodendrócitos são células responsáveis pela mielinização dos axônios dentro do sistema nervoso central; c) micróglias são macrófagos que atuam na remoção de resíduos do sistema nervoso; d) gliócitos são células que atuam na sustentação do sistema nervoso; e) astrócitos são as principais células da glia, atuando na nutrição do neurônio já que estas células estão no caminho entre o vaso sangüíneo e o neurônio. Além de atuar como células de nutrição, são barreiras a componentes exógenos como antibióticos, por exemplo, ou mesmo excesso de alguns íons como o potássio. f) ependimárias são células que revestem os ventrículos encefálicos e o canal central, estando em contato direto com o líquido cefalorraquidiano.

Divisões do Sistema Nervoso - 

O sistema nervoso pode ser dividido em central e periférico. O sistema nervoso central esta envolvido pelo crânio, sendo constituído pelo encéfalo e medula espinhal (envolvida pelo canal vertebral). O sistema nervoso periférico é constituído por estruturas nervosas que estão fora dos estojos ósseos (crânio e vértebras) sendo elas os nervos e os gânglios (sensitivos ou motores). Os nervos periféricos são constituídos por 12 pares de nervos cranianos, discutidos detalhadamente num capítulo específico e 31 pares de nervos raquidianos sendo 8 pares cervicais, 12 pares torácicos, 5 pares lombares, 5 pares sacrais e 1 par coccígeos. As junções de axônios dentro do sistema nervoso central formam os tractos, fascículos e lemniscos. As junções de axônios dentro do sistema nervoso periférico formam os nervos (figura 1.4).



Figura 1.4. Sistema nervoso central e periférico com seus pares de nervos cranianos e raquidianos.

O sistema nervoso periférico pode ser funcionalmente dividido em sistema nervoso somático, relacionando o indivíduo com o meio ambiente (sendo seu componente efetor o músculo esquelético e seu componente aferente os órgãos sensoriais); sistema nervoso autônomo ou visceral tendo como componente aferente às vísceras e eferente o sistema nervoso autônomo simpático, parassimpático e entérico, seu órgão efetor constitui-se na musculatura lisa, músculo estriado cardíaco e glândulas.

A divisão do sistema nervoso pelo princípio de metameria constitui-se em segmentar (medula e tronco cerebral) e supra-segmentar (cérebro e cerebelo). Os reflexos nervosos são classificados em segmentares (arco reflexo - estereotipados) e supra-segmentares (nível cortical - coordenados).

Organização do Sistema Nervoso: Substância Branca e Cinzenta -

O cérebro possui um córtex (camada externa) sendo esta, cinzenta, contendo corpos celulares de neurônios e fibras amielínicas. A substância branca esta logo abaixo da cinzenta e é constituída principalmente por fibras nervosas mielinizadas. Na porção medular observamos uma inversão destas composições, o centro medular (H medular) é cinzento e constituído por corpos celulares enquanto que a periferia medular é constituída por fibras mielinizadas. Uma lesão cerebral acomete o que denominamos neurônio motor superior, já em lesões medulares, há acometimento de neurônios motores inferiores (figura 1.5).



Figura 1.5. H medular (cinza). Observe que as vias aferentes (periferia para o cérebro) entram pela porção posterior da medula enquanto que as vias motoras (eferentes) saem pela porção anterior da medula, daí o termo neurônio motor anterior.

Tipos Anatômicos de Receptores - 

1. Receptores Não-Encapsulados - 

1.1 Terminações Nervosas Livres: amplamente distribuídas pelo corpo, estão em células da pele, córnea, trato alimentar, tendões, periósteos, músculos, etc. Suas fibras são mielínicas e amielínicas. A maioria destas terminações detectam dor, ao passo que outras detectam as sensações de tato grosseiro, pressão, cócegas, frio e calor.

1.2 Discos de Merkel: são encontrados na pele glabra (sem pêlos). Transmitem informações sobre o grau de pressão que é exercida sobre a pele.

1.3 Receptores dos folículos pilosos: grupo de mecanoceptores que detectam qualquer tipo de movimento do pêlo.

2. Receptores Encapsulados - A extremidade terminal é recoberta por uma cápsula.

2.1 Corpúsculos de Meissner: localizados nas papilas dérmicas da pele (palma da mão e sola do pé). São mecanoceptores de adaptação rápida e muito sensíveis ao tato.

2.2 Corpúsculo de Pacini: abundantes na derme e no subcutâneo, ligamentos e cápsulas articulares, pleura, peritônio, mamilos e genitália externa. Trata-se de um mecanoceptor de adaptação rápida, extremamente sensível à vibração.

2.3 Corpúsculo de Ruffini: Localizados na derme da pele com pêlos. São mecanoceptores de adaptação lenta, sendo receptores de estiramento.

3. Receptores Articulares - 

a) Fusos Neuromusculares: são fusos musculares, presentes no músculo esquelético. Transmitem informações sensoriais que são conduzidas ao SNC, quando estirados. Os fusos neuromusculares são sensíveis às variações do comprimento das fibras musculares. Estão presentes nas fibras intrafusais (discutido com detalhes na neurofisiologia). A função dos fusos neuromusculares é manter o SNC informado do estado em que o músculo se encontra, tanto em repouso quanto durante o movimento, evitando excessos e conseqüentes processos de lesão. O reflexo de estiramento: o estiramento das fibras musculares ativarão os fusos neuromusculares que serão alongados; a informação vai para medula que estimulará as fibras extrafusais que resultará numa contração muscular.

b) Fusos Neurotendinosos ou Órgão Tendinoso de Golgi: presentes nos tendões e próximos às articulações, junto aos músculos. São estimulados quando pressionados, comprimidos, sempre que houver tensão sobre o tendão. Os órgãos tendinosos de Golgi detectam variação de tensão no músculo que, quando presentes, caminham à medula desencadeando um reflexo inibitório imediato, inibindo assim a contração muscular. Também transmitem ao SNC informações sobre o estado de cada músculo.


Corpúsculo de Meissner



Corpúsculo de Pacini.



Veja também:


• Neuroanatomia - Aspéctos Gerais - (Imagens - Parte I)
• Neuroanatomia - Aspéctos Gerais - (Imagens - Parte II)
• Neuroanatomia - Aspéctos Gerais - (Imagens - Parte III)
• Neuroanatomia - Aspéctos Gerais - (Imagens - Parte IV)
• Neuroanatomia - Aspéctos Gerais - (Imagens - Parte 

SAÚDE E BEM ESTAR:   TECIDO NERVOSO    O tecido nervoso encontra-se ...

SAÚDE E BEM ESTAR:
 TECIDO NERVOSO    O tecido nervoso encontra-se ...
:     TECIDO NERVOSO     O tecido nervoso encontra-se distribuído por todo o nosso organismo, interligando...

 

 

TECIDO NERVOSO
    O tecido nervoso encontra-se distribuído por todo o nosso organismo, interligando-se a formando uma espécie de rede. É por sua vez dividido em (1) Sistema Nervoso Central (SNC) formado pelo encéfalo e medula espinhal; e (2) Sistema Nervoso Periférico (SNP), formado pelos nervos e por pequenos agregados de células nervosas denominadas gânglios nervosos. Os nervos são constituídos por prolongamentos de neurônios situados no SNC ou nos gânglios nervosos.
SNC –
Componentes: neurônio e células da glia (neuroglia).
Substância cinzenta: possuem neurônios (corpos celulares = pericários) e neuroglia;
Substância branca: possuem prolongamentos de neurônios (mielina).
Abaixo uma imagem do SNC humano.
1) Neurônio (célula nervosa):
    - Dendrito: recebem informações (impulsos);
    - Pericário: possue função trófica;
    - Axônio: conduz o impulso.
Variações do pericário:
        - piriforme (formato de pera);
        - esférico;
        - globoso ou anguloso.
Classificações dos neurônios:
                - Multipolares: apresenta mais de 2 prolongamentos
                - Bipolares: 1 dendrito + 1 axônio
                - Pseudo-unipolares: prolongamento único (foram bipolares).
Classificação dos neurônios quanto a função que exercem:
- Motores: SNC  músculo ------- São portanto EFERENTES (sai do SNC);
- Sensitivos: Periferia  SNC ------ São portanto AFERENTES (chega ao SNC)
- Associação: associam os motores aos sensitivos.
Porções –
A) Pericário:
    - Núcleo com nucléolo;
    - RER em abundância;
    - No sexo feminino: apresenta cromatina sexual (X condensado);
    - Corpúsculo de Nissl: ribossomos em conjunto + cisternas;
    - Neurofilamentos (microtúbulos);
    - Inclusões: melanina e lipídios.
B) Dendritos:
    - Aumentam superfície receptora;
    - Não possuem complexo de golgi;
    - Possuem projeções nas suas periferias = gêmulas ou Botão Terminal.
C) Axônios:
    - Nasce do cone de implantação;
    - Possuem um segmento inicial;
    - Possuem ramificações colaterais;
    - Porção terminal chama-se telodendro;
Fluxo do impulso:
    - Anterógrado = pericário  telodendro
    - Retrógrado = telodendro  pericário
Obs. A raiva, por exemplo, atinge o SNC pelo fluxo retrógrado.
 Sinapses:
    São regiões de transmissão de impulsos nervosos, classificadas da seguinte forma: axodendríticas; axossomáticas; dendrodendríticas e axoaxônicas.
 Células da Glia (neuroglia):
    - Possuem função estrutural e metabólica.
    - Para cada 1 neurônio há em média 10 células da glia.
    - Recobrem os neurônios.
    - Possuem capacidade reprodutiva.
São elas:
A) Astrócitos:
        - Possuem prolongamentos que envolvem os capilares sangüíneos;
        - Possuem os “pés vasculares”;
        - Tem função de alimentar os neurônios;
        - Sintetizam substâncias tróficas;
        - São classificados de 2 formas: protoplasmáticos (substância cinza) e fibroso (substância branca).
B) Oligodendrócitos:
    - Produzem mielina.
C) Microglia:
    - Fazem fagocitoses (participam da defesa celular), são portanto macrofágicas.
D) Ependimárias:
    - Possuem propriedade de revestimento (tubo neural)
    - Estão em contato direto com o líquido cefalorraquidiano.
 Fibras Nervosas:
    - São células envoltórias (bainha de mielina – lipoprotéica e descontínua formando os nódulos de Ranvier) do axônio ---- SNP (células de Schwann), SNC (oligodendrócitos).
    - Nervos = fibra nervosa em feixes
        - Envoltos por tecido conjuntivo denso (Epineuro, Perineuro e Endoneuro)
        - São de 3 tipos: motores, associativos e sensitivos.
 Substância Branca e Substância Cinzenta:
    - branca devido à mielina;
    - cinzenta devido aos corpos de neurônios.
No SNC, a substância branca encontra-se centralmente e a cinza periféricamente. Ao contrário disto, na medula, a substância branca encontra-se periféricamente e a cinza centralmente.
Observe abaixo um corte medular (transversal):
Abaixo podemos ver um corte do cerebelo, observe a inversão das substâncias em relação à medula e observe também as camadas que o constitui:
SNP – Sistema Nervoso Periférico
Sistema Nervoso Autônomo (SNA) –
- Controla secreções glandulares, ritmo cardíaco e musculatura lisa.
- Como objetivo principal mantém a homeostase corpórea.
- Sofre intensa influência do SNC.
- Disposição da célula nervosa: primeiro neurônio está no SNC ---- o segundo neurônio está no gânglio.
- As fibras que ligam estes dois neurônios são ditas pré-ganglionares e as fibras que partem do segundo neurônio para os efetores são ditas pós-ganglionares.
- Há 2 divisões do SNA:
SNA parassimpático –
    - Pericários no encéfalo e porção sacral da medula espinhal.
    - Mediador químico: acetilcolina
SNA simpático –
    - Pericários estão nas porções torácicas e lombares da medula espinhal.
    - Mediador químico: noradrenalina
Obs. Normalmente os 2 sistemas nervosos autônomos são antagônicos mas em alguns casos eles funcionam complementando-se.
Funções do SNA:
(1) Gerar e conduzir impulsos;
(2) Produzir neuro-hormônios.
    Quando há passagem do impulso pelo neurônio, por mecanismo de transporte ativo, há entrada de sódio no interior dos axônios despolarizando-os. No entanto, quando houver impulsos haverá troca de cargas, voltando ao seu estado “normal” assim que o impulso abandonar o axônio. Podemos assim concluir que as trocas de sódio e potássio delimitam a despolarização da célula nervosa e uma posterior condução do impulso nervoso.
    Em neurônios amielínicos o impulso propaga-se por todo o neurônio (+ lento). Em neurônios mielínicos o impulso propaga-se só pelos nódulos de Ranvier (impulsos saltatórios - > rapidez).
    Quanto as fibras classificam-se em:
Tipo A – rápidas, nódulos espassados;
Tipo B – mais lentas, nódulos próximos;
Tipo C – Amielínicos, muito lenta condução de impulso.
Obs. Ao microscópio Óptico: as vesículas de noradrenalinas são maiores que as de acetilcolina.
Degenerações e Regenerações –
 Neurônios – não regeneram-se.
 Prolongamentos (nervos) – regeneram-se com dificuldade.
 Células da neuroglia, células de Schwann e células satélites dos gânglios – regeneram-se com facilidade.
- Degeneração transneural : morte de um neurônio B devido à morte do A (normalmente não ocorre devido à rede de ligações).
- Lesões do axônio:
(1) Crematólise – dissolução do corpúsculo de Nissl;
(2) Aumenta volume do pericário;
(3) Deslocamento do núcleo para a periferia.
Obs. Quando não há junção dos fragmentos de axônios lesados, forma-se o neuroma de amputação.
Observe o esquema abaixo mostrando as regenerações do axônio (o último esquema mostra um neuroma de amputação):
- Gânglio Nervoso –
        - São acúmulos de neurônios fora do SNC.
        - Podem estar no interior de órgãos ou associados a nervos.
        - Envolvidos pelo epineuro.
        - Pericário é envolvido por células satélites (cubóides).
Tipos de gânglios nervosos:
        (1) gânglio cerebrospinais (sessitivos):
            - Pericário periférico.
            - Pericário pequeno.
            - Pseudo-unipolares.
            - Ligado a nervos cranianos.
        (2) gânglio do SNA:
            - Ligado ao sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático).
            - Multipolares.
Obs. Único gânglio craniano (cerebrospinais) com células nervosas bipolares é o nervo acústico.
- Meninges –
    São membranas de tecido conjuntivo que envolvem o SNC. São elas: dura-máter, aracnóide e pia-máter.
 Espaço subdural: espaço existente entre a dura-máter e a aracnóide.
 Espaço subaracnóide: espaço existente entre a aracnóide e a pia-máter.
 Espaço epidural: situação patológica onde forma-se este espaço pelo acúmulo de sangue externo à aracnóide.
- Barreira Hematoencefálica –
    É uma barreira funcional que dificulta a passagem de microorganismos e de certas substâncias (antibióticos, por exemplo) da sangue diretamente para o tecido nervoso.
- Plexos Corióides e Líquido Cefalorraquidiano –
    Os plexos são dobras vascularizadas da pia-máter. Sua função é produzir e secretar o líquido cefalorraquidiano.
    O líquido cefalorraquidiano faz parte do metabolismo do SNC e o protege contra traumatismos externos (choques mecânicos) por formar uma camada líquida.
Obs. O sistema nervoso não conta com vasos linfáticos, por isso é tão difícil tratar um edema cerebral.
Obs`. Se encontrarmos numa punção pus no líquido cefalorraquidiano faz-se o diagnóstico de meningite (inflamação ou infecção das meninges).
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NEUROANATOMIA CLÍNICA - ÍNDICE


Daniel Damiani - 2006




• Aspectos Gerais
• Estojo Ósseo
• Medula Espinhal – Anexo: Procedimentos Cirúrgicos da Coluna Vertebral
• Tronco Encefálico
• Cerebelo
• Cérebro
• Hipotálamo-Hipófise , Tálamo, Subtálamo e Epitálamo
• Núcleos da Base
• Sistema Límbico e Formação Reticular
• Vias Aferentes
• Córtex Cerebral e Vias Eferentes
• Nervos Cranianos
• Sistema Nervoso Autônomo
• Vasos Sangüíneos Encefálicos
• Nervos Periféricos
• Meninges, Cisternas e Líquor
• Maturação das Vias Neurais
• Neuroanatomia da Ínsula

quinta-feira, 4 de abril de 2013



CLIMATÉRIO


O climatério se apresenta como fenômeno fisiológico decorrente do esgotamento dos folículos ovarianos que ocorre em todas as mulheres. É mais uma fase na vida da mulher, o climatério é definido pela Organização Mundial da Saúde como uma fase da vida biológica e não compreende um processo patológico, é uma transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo da vida da mulher. A menopausa um marco dessa fase, correspondendo ao último ciclo menstrual, somente reconhecida depois de passados 12 meses da sua ocorrência e acontece geralmente em torno dos 48 aos 50 anos de idade.



O climatério não é uma doença e sim uma fase natural da vida da mulher e muitas passam por ela sem queixas ou necessidade de medicamentos. Têm sintomas que variam na sua diversidade e intensidade. No entanto, em ambos os casos, fundamental que haja, nessa fase da vida, um acompanhamento sistemático visando ,promoção da saúde, o diagnóstico precoce, o tratamento imediato dos agravos e a prevenção de danos.



Os profissionais de saúde que atendem a clientela feminina devem cuidar para que haja a maior efetividade possível. Os serviços de saúde precisam adotar estratégicas que evitem a ocorrência de oportunidades perdidas de atenção ,mulheres no climatério. Isto é evitar ocasiões em que as mulheres entram em contato com os serviços e não recebem orientações ou ações de promoção, prevenção e ou recuperação, de acordo com o perfil epidemiológico deste grupo populacional.


GESTAÇÃO NO CLIMATÉRIO




Atualmente, muitas mulheres, com relação estável ou não, têm optado por ter filhos após os 35 anos, embora este período coincida com o declínio da fertilidade, devido ao envelhecimento natural dos ovários. O potencial reprodutivo da mulher diminui gradativamente após a terceira década de vida, mesmo que a função ovariana permaneça até a menopausa. Porém, a ocorrência de amenorréia, inclusive nesta fase, impõe a realização de um teste de gravidez quando o casal não estiver utilizando um método contraceptivo seguro.



No climatério a possibilidade de ocorrência de gestação é menor, há uma maior incidência de abortamentos e de malformações congênitas, que refletem o envelhecimento e diminuição da qualidade do óvulo, o que acontece gradual e naturalmente com a idade. Além disto, com o passar do tempo, aumenta a possibilidade de desenvolvimento de infertilidade em decorrência de doenças ginecológicas, como as infecções pélvicas e a endometriose. Na ocorrência da gestação, os riscos maternos a partir dos 35 nos incluem a maior possibilidade de desenvolvimento de agravos como hipertensão arterial e Diabetes mellitus – o que é mais prevalente nas mulheres negras - relacionadas à predisposição individual e ao processo metabólico próprio do envelhecimento, agravadas pela condição da gestação, imprimindo um risco de morbidade e mortalidade maior à mulher.



A indicação de investigação de infertilidade em uma mulher após os 35 anos ocorre após 6 meses de tentativas para engravidar. Além de uma história clínica bastante cuidadosa na busca de etiologias possíveis, procede-se à análise da ocorrência de ovulação e da integridade e permeabilidade uterina e tubárea e do espermocitograma do parceiro.



A reserva ovariana de uma mulher se refere ao número de folículos primordiais presentes nos ovários naquele momento, relacionada diretamente com seu potencial reprodutivo, diminuindo mensalmente até a ocorrência da menopausa. O valor preditivo da idade, hereditariedade, número de gestações a termo anteriores e idade da menarca é limitado na estimativa sobre as chances de gestação e de resposta aos tratamentos que envolvam indução de ovulação, devendo ser pesquisados outros parâmetros que avaliem o potencial reprodutivo. São necessários outros testes para análise da reserva ovariana como parâmetros para avaliação do potencial reprodutivo, como a dosagem do FSH e do Estradiol no 3°dia do ciclo, a relação FSH/LH e o teste do clomifeno. A avaliação ultrassonográfica do aparelho genital, principalmente do aspecto e volume ovariano,também pode contribuir no diagnóstico de infertilidade.



Quando a etiologia da infertilidade é encontrada, procede-se ao tratamento específico. Para casos de infertilidade tubárea, peritoneal e sem causa aparente, procedimentos de reprodução assistida são, após os 37anos, a primeira escolha de tratamento.



As principais alternativas reprodutivas no climatério se referem a melhorar a qualidade do ovócito das mulheres, através de várias técnicas, a seguir:



• Transferência de Citoplasma: Propõe injeção de citoplasma de ovócitos jovens (de doadoras férteis) em ovócitos de pacientes inférteis, sendo melhor o resultado em mulheres de comprovada baixa fecundidade.



• Ovodoação: Consiste na utilização de ovócitos de uma doadora jovem para fertilização pelos espermatozóides do parceiro da receptora, quando esta é infértil. No climatério, onde a reserva ovariana é diminuída, esta é, atualmente a melhor opção, no entanto, este procedimento precisa ser muito bem entendido e aceito pelo casal, pois envolve a carga genética de outra mulher.



• Criopreservação de ovócitos e tecido ovariano: É uma técnica desenvolvida para manter a função reprodutiva das mulheres que necessitam fazer quimioterapia, radioterapia, cirurgia pélvica radical ou mesmo preservar a fertilidade permitindo assim que as mulheres submetidas a tratamento oncológico ou que desejem postergar a concepção, possam dispor de seus ovócitos, sem prejuízo à qualidade.



Em frente às dificuldades reprodutivas no climatério todas as opções indicadas devem ser consideradas, no aconselhamento, planejamento e acompanhamento das mulheres que desejarem gestar em idades mais avançadas, respeitando os princípios éticos e considerando as possíveis repercussões físicas e psicológicas.


SINAIS E SINTOMAS



Durante o climatério, ocorrem sintomas desagradáveis, como os que seguem:

Fogachos (ondas de calor) que, freqüente, estão associados a suores intensos e, às vezes, a tonturas e palpitações.


Suores noturnos, que fazem a mulher acordar à noite, prejudicando-lhe o sono.

Depressão e irritabilidade, que podem ser agravadas por problemas domésticos e no trabalho.

Alterações nos órgãos sexuais, como por exemplo, coceira e secura vaginal, que causam dor e desconforto durante as relações sexuais.

Diminuição do tamanho das mamas e perda de sua firmeza.

Perda de elasticidade da pele, principalmente da face e a do pescoço.

Além disso, a longo prazo, a falta de hormônios femininos leva a outras alterações que não causam sintomas imediatos, mas que têm conseqüências graves, a saber:

Os ossos ficam mais porosos e frágeis (osteoporose), o que leva ao encurvamento da coluna (a chamada "corcunda da viúva") e ao aumento do risco de fraturas, principalmente nos quadris.

Aumentam as gorduras que circulam no sangue e que se depositam na parede das artérias, levando à aterosclerose, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares como infartos, "derrames" cerebrais e hipertensão.



TRATAMENTO


Todos os sintomas e as conseqüências da carência hormonal podem ser tratados, com a orientação médica, pela terapia de reposição hormonal, ou seja, a substituição dos hormônios, que antes eram produzidos pelos ovários, por hormônios administrados através da pele (adesivos transdérmicos), por via oral (comprimidos) e, mesmo, por injeções intramusculares ou por cremes vaginais.



A administração de hormônios em comprimidos por via oral é a forma mais antiga utilizada na prática clínica. Modernamente, vem-se utilizando a via transdérmica com a mesma finalidade. Os sistemas transdérmicos são constituídos por adesivos colocados sobre a pele, que liberam diretamente para o sangue o estrogênio e o progestogênio, ou seja, os hormônios que deixaram de ser fabricados pelo ovário.



Como não há passagem inicial pelo fígado, as doses transdérmicas utilizadas são muito menores (12 vezes menor, no caso do estrogênio) do que quando se compara com as doses necessárias dos medicamentos orais. Além disso, os hormônios são liberados para a corrente sangüínea através da pele, de forma constante, gradual e uniforme, da mesma maneira como ocorre quando os ovário estão funcionando.



Por isso, esse método é considerado "fisiológico", pois se assemelha à fisiologia normal do ovário. Os sistemas de adesivos sã trocados só a cada 3 ou 4 dias, permitindo maior comodidade no tratamento. Os cremes vaginais são muito úteis no tratamento dos sintomas locais (por exemplo, secura vaginal), mas não têm efeito no restante dos sintomas. Já os medicamentos injetáveis, praticamente não são mais utilizados.



A melhor forma de tratamento, no entanto, deve ser indicada pelo médico. Nunca inicie um tratamento para o climatério ou qualquer outro tipo de tratamento, por indicação de amigos ou parentes. A decisão final sobre o melhor tipo de tratamento depende sempre da opinião do médico.


RESULTADOS DO TRATAMENTO



Depois de iniciado o tratamento com hormônios (terapia de reposição hormonal), as ondas de calor e os distúrbios do sono começam a diminuir, dentro de duas ou três semanas. Os sintomas vaginais adversos também diminuem e o envelhecimento da pele é retardado. Quando a terapia de reposição hormonal se realiza no momento adequado, ela também pode prevenir o enfraquecimento dos ossos (osteoporose) e diminuir os riscos de infarto, pressão alta e "derrames" cerebrais. A terapia de reposição hormonal "combinada" (que associa a administração de estrogênio com progestogênio), indicada para mulheres com útero intacto, pode causar um sangramento a cada ciclo, justamente por simular o funcionamento normal dos ovários.



Esse sangramento assemelha-se a uma pequena menstruação, prevenindo que o útero venha a desenvolver hiperplasia endometrial



SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

• A promoção da saúde ocorre por meio da instituição de medidas para incorporar hábitos saudáveis na rotina dessa população, visando melhorar a qualidade de vida imediata, evitando assim que possam surgir doenças ou acentuar-se no climatério e na velhice. Entre as ações de promoção da saúde aplicadas ao climatério estão a adoção da alimentação saudável, estimulo a atividade regular, implementação de medidas antitabagistas e para o controle do consumo de bebidas alcoólicas, os cuidados quanto ao tempo e a qualidade do sono, pele e outras recomendações de auto cuidado, como exame da mama, atividades psicoeducativas etc...

Instruções que devem ser apresentadas as pacientes com suspeita de sintomas referentes ao climatério, no momento da triagem. Alguns exemplos...


Problema: ANSIEDADE
Diagnóstico de enfermagem:Fadiga relacionado a ansiedade, caracterizado por libido comprometido
Assistência de enfermagem:
a) Esclarecer sobre as alterações da menopausa e descrevê-lo como um período normal na vida de uma mulher
b) Orientar quanto à diminuição das atividades que levam o estresse
c) Proporcionar um ambiente seguro, confortável, agradável
d) Organizar encontros com parceiros abordando o tema para melhor esclarecimento
e) Encaminhar ao profissional específico, caso os sintomas sejam agravados.


Problema:FOGACHOS
Diagnóstico de enfermagem:Termorregulação ineficaz relacionado ao envelhecimento, caracterizado por flutuações na temperatura corporal acima ou abaixo dos parâmetros normais.
Sistematização de enfermagem:
a) Orientar quanto ao uso de roupas livres
b) Esclarecer que as alterações de temperatura fazem parte desse período da vida da mulher
c)Orientar a realização de banho mais vezes ao dia.
Problema: GANHO DE PESO
Diagnóstico de enfermagem:Risco de nutrição desequilibrada: mais do que as necessidades corporais relacionando a comer em resposta a estímulos internos que não fome (p. ex. ansiedade).
Sistematização de enfermagem:
a) Orientar quanto à necessidade ou exercícios físicos com regularidade
b) Orientar para uma dieta nutritiva e o controle de peso aumentarão o bem estar físico e emocional
c) Encaminhar a nutricionista para controle de dieta e peso
d) Atentar para o cumprimento das orientações nutricionais
e) Encaminhar ao setor de psicologia para apoio.

Problema:INSÔNIA
Diagnóstico de enfermagem:Privação do sono relacionado a mudanças de estágios de sono relacionadas ao envelhecimento, caracterizado por ansiedade, irritabilidade
Sistematização de enfermagem:
a) Realizar atividades menos estressantes no período próximo ao repouso
b) Manter o ambiente tranqüilo, livre de ruídos que possam interferir
c) Atentar para repetição do quadro de insônia com freqüência
d) Encaminhar ao médico para suporte medicamentoso, se necessário.

Problema:ESTRESSE
Diagnóstico de enfermagem:Síndrome do estresse por mudança relacionado a isolamento, caracterizado por medo.
Sistematização de enfermagem:
a) Estimular atividades que proporcionem prazer
b)Incentivar o auto-cuidado, valorizando a auto-estima
c)Proporcionaro envolvimento em atividades externas como benefício na redução da ansiedade e tensão.

Problema:ISOLAMENTO
Diagnóstico de enfermagem:Interação social prejudicada
relacionada a processos de pensamento perturbados, caracterizado por comportamentos de interação social malsucedidos
Sistematização de enfermagem:
a) Promover eventos na comunidade com assuntos direcionados ao climatério para esclarecimentos sobre o assunto
b) Descrever essa fase da vida como marcada por potencial de conhecimento intelectual pessoal e de comprometimento e iniciação em novas atividades
c) Inferir as alterações que freqüentemente ocorrem na meia vida: afastamento dos filhos,envelhecimento, dependência dos pais, possível perda de parentes e outros.

Problemas:DISFUNÇÃO SEXUAL
Diagnóstico de enfermagem:Padrões de sexualidade Ineficazes relacionados a relacionamento prejudicado com uma pessoa significativa, caracterizado por dificuldades relatadas nas atividades sexuais.
Sistematização de enfermagem:a) Esclarecer que a atividade sexual freqüente ajuda a manter a elasticidade da vagina
b) Orientar quanto ao uso de lubrificantes diminuindo o desconforto, evitando a dispareunia (relação sexual dolorosa)
c) Orientar quanto ao tono diminuído da musculatura perineal, encorajando a praticar exercícios perineais como parasse a micção:manter por 5-10 segundos e soltar:repetir com freqüência

CASO CLÍNICO
mulher de 52 anos se apresenta com queixas de ondas de sudorese e irregularidades menstruais. Sempre teve ciclos menstruais regulares, até uma ano atrás, quando se tornaram gradualmente irregulares. A sudorese, geralmente, ocorre à noite, acordando-a. A paciente não toma medicamentos. Teve dois filhos de parto normal e nunca foi submetida a nenhuma cirurgia. Exame físico normal.

A concentração de hormônio folículo estimulante (FSH) é de 15 mU/ml (normal, 5 a 20 mU/ml).

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