domingo, 9 de dezembro de 2012

CUIDADOS COM A UNIDADE DE INTERNAÇÃO DO PACIENTE








Os cuidados com a unidade de internação do cliente são de responsabilidade da equipe de enfermagem, mesmo quando realizada pela equipe de limpeza, nesse caso deve ser, orientado, fiscalizado e gerenciado pelo Enfermeiro. 

A unidade de internação do cliente consiste do processo de acolhimento, na recepção, onde é realizada a admissão, devendo ter um aspecto limpo e agradável, como também em toda a umidade, corredores, quarto leito e inclusive o banheiro.

Todas as ações direcionadas a esse processo levarão no aumento do conforto e melhor estadia, melhorando também, consecutivamente os riscos e a resposta ao tratamento e cura da morbidade.


2. CUIDADOS COM OS PERTENCES DO CLIENTE
 Entregar tudo para o familiar, porque o hospital não é responsável pelo seus pertences, só o que é pedido para a higienização.


3. ASPECTO DO LEITO E SETOR


O setor e leito, sendo os locais de permanência do cliente, sabe-se lá por quanto tempo, dependente de seu tratamento, resposta e recuperação, deve ser um ambiente agradável, limpo e arruma, proporcionando conforto ao cliente. 

Na admissão do cliente devem-se, apresentar-lo o setor, o leito em que irá ficar o banheiro, se dependente, os demais clientes do setor, os profissionais que farão os cuidados, sendo assim isso compete não somente no aspecto higiênico, sendo grande importância, mas também os éticos e morais.


3.1. Adaptação do Cliente


O ambiente hospitalar, por si só já propicia certo desconforto emocional, sendo gerado tanto pela tensão do trabalho quanto a monotonia e mudança de local. 

Segundo Sawada NO, Galvão CM, Mendes IAC e Coleta JAD (1998), o paciente inserido no contexto hospitalar, sai de seu domicílio, onde possui o domínio do seu espaço e é admitido em uma unidade hospitalar, onde muitas vezes necessita dividir seu espaço territorial com pessoas estranhas, num período de crise que é a doença.

Sendo assim temos o dever de promover a adaptação do cliente o máximo possível, seja modificando o ambiente, o deixando mais agradável e harmônico ou mesmo incentivando o relacionamento interpessoal entre os pacientes de uma mesma uindade.


4. Limpeza DO LEITO E ARRUMAÇÃO DA CAMA ANTECEDENTE A CHEGADA DO CLIENTE


Após o processo de limpeza terminal, que é realizada em caso de alta, transferência, óbito ou mesmos em longas permanências de internação; onde será descrita com detalhes no decorrer do trabalho, sem a certeza de seguinte ocupação, exceto em internações prolongadas, não se coloca as roupas de cama, com o intuito de não suja-las, sendo assim deve-se deixar uma notificação do dia de limpeza.

Quando o cliente der entrada no hospital e estiver ainda em processo de admissão deve-se informar a equipe para que procedam as ações de acolhimento e espera do cliente, sendo entre estas a arrumação do leito, que agora sim devem ser colocadas as roupas de cama e arrumada da forma fechada, que também será descrita abaixo, aguardando o cliente.


5. LIMPEZA DE UNIDADE


A limpeza da unidade é aquela realizada em todos os utensílios que compõe a unidade do cliente. Utilizada para preparar um leito seguro e confortáveis, evitando infecções hospitalares, manter a unidade com aspecto limpo, confortável e agradável. 

As últimas autorias trazem a limpeza como uma ação realizada pele equipe de limpeza, e não mais pele equipe de enfermagem, pois mesmo assim ainda compete com a responsabilidade do profissional de enfermagem, sendo assim condenado e vistoriado pelo enfermeiro. Este processo já e muito utilizado nos grandes centros de saúde.


5.1. Princípios


Os princípios são:

? Limpar sempre do mais limpo para o mais sujo;
? Limpar sempre em sentido em sentido único, removendo a sujeira dos utensílios;
? Limpar sempre, respeitando uma seqüência lógica.


5.2. Limpeza Concorrente


A limpeza concorrente é feita diariamente por todos os plantões, com a retirada de pó de toda a unidade e com a organização dos objetos pessoais do cliente. 



5.2.1. Material

Todo o material deve ser organizado antecedente a realização da ação, pois evita o desperdício de tempo e trabalho do profissional, sendo que neste caso são utilizados dois materiais, que são:

? Pano úmido;
? Luva de procedimento;


5.2.2. Evolução do Procedimento

? A unidade deve ser arejada;
? Calçar as luvas de procedimento;
? A roupa suja da cama deve ser retirada;
? O pano úmido deve ser utilizado para remover o pó da cadeira, cama, da mesa de cabeceira e dos acessórios;
? Disponha a roupa de cama limpa sobre a cadeira na seqüência de sua colocação;
? Processe a arrumação da cama;
? O pano deve ser lavado quantas vezes forem necessárias.


5.3. Limpeza Terminal ou Geral


Limpeza terminal é a limpeza geral de todos os equipamentos que compões a unidade do cliente. É realizada após a alta, óbito, transferência, presença de fluidos orgânicos no leito, ou internações prolongadas. 



5.3.1. Material

Todo o material deve ser organizado antecedente a realização da ação, pois evita o desperdício de tempo e trabalho do profissional, sendo que neste caso são utilizados dois materiais, que são:

? Suporte de Hamper com saco coletor;
? 3 (três) panos (um para ensaboar, um enxaguar, e um secar);
? Solução detergente ou desinfetante;
? Luvas de procedimento (quantas forem necessárias);
? 1 (uma) bacia e 1 (um) jarro com água para enxaguar o panos com água e sabão sobre a bacia (a água deve se colocada quanta vez for necessária);


5.3.2. Evolução do Procedimento

? Prepara o material;
? Calçar as luvas de procedimento;
? Soltar as roupas de cama e retire-as, colocando-as no hamper;
? Limpe todos os componentes da unidade, usando o mesmo critério, primeiro ensaboar, segundo enxaguar e terceiro secar, sempre de cima para baixo em movimentos firmes no sentido único;
? Remover todos os utensílios da mesa de cabeceira (parte interna e externa);
? Disponha a bacia, os panos e o detergente em mesa acessória;
? Limpe a mesa de cabeceira, na seqüência de, interior e exterior, sendo a parte exterior, superior, laterais, e antero-posterior, sequencialmente;
? Limpe a cadeira, na seqüência de dorso, assento e os pés;
? Limpe o travesseiro impermeabilizado e coloque-o sobre a cadeira;
? Limpe a cabeceira da cama, em seguida limpe toda a parte superior do colchão;
? Dobre o colchão na metade, face limpa com limpa e proceda à limpeza do estrado da cama no sentido da cabeceira até o meio da cama, em seguida limpe a parte de baixo do colchão;
? Volte o colchão sobre o estrado e coloque novamente o limpo com limpo e proceda a limpeza da outra parte do colchão, e a seguir limpe o estrado até a parte inferior da cama, volte o colchão para a posição normal;
? Limpe a parte inferior e toda a lateral da cama, se necessário levante o estrado para limpar a parte inferior d cama;
? Conclua a limpeza limpando os pés da cama;
? Se houver deformidades no colchão, vire-o, e arrume a cama.


5.3.3. Cuidados Especiais

O ambiente deve ser arejado durante o procedimento, abrindo as janelas e portas. As roupas de cama devem ser retiradas sempre dobrando a parte de contato com o paciente para dentro e depois, encaminhadas para lavanderia, inclusive os cobertores.

Em caso de suporte de clientes com doenças infecto-contagiosa, o ambiente e leito deve primeiro se desinfetado para depois ser limpo, lembrado que o ato de desinfecção tem o objetivo de eliminar os microrganismos patógenos, diferente da limpeza, que proporciona a eliminação da sujeira.


6. TIPOS DE CAMAS


Após a limpeza da unidade, a arrumação da cama é fundamental para propiciar o conforto e bem estar do cliente. Sendo assim o preparo da cama consiste em arrumar o leito de acordo com as características e as necessidades do cliente do cliente que irá ocupá-la.


6.1. Cama Fechada

Cama fechada é a cama simples e desocupada, que aguarda a chegada do cliente para internação. As roupas necessárias para a arrumação da cama são: um lençol de cima, um lençol de baixo, uma colcha, uma fronha, uma toalha de rosto e uma de banho.

As seqüências em que as roupas devem ser colocadas na cadeira para a troca são:

? Toalha de banho e rosto;
? Fronha;
? Colcha;
? Lençol de cima;
? Lençol de baixo.


6.2. Cama Aberta


Cama aberta é a cama que está sendo ocupada por um cliente que pode deambular após a sua internação. As roupas necessárias para a arrumação da cama são: um lençol de cima, um lençol de baixo, uma colcha, uma fronha, uma toalha de rosto e uma de banho.
A seqüência em que as roupas devem ser colocadas para a troca é:

? Toalha de banho e rosto;
? Fronha;
? Colcha;
? Cobertor se o cliente solicitar ou a temperatura ambiente estiver frio;
? Lençol de cima;
? Lençol móvel e impermeável se necessário (avaliar o grau de dependência do cliente);
? Lençol de baixo.

Lembrando que a colocação do impermeável merece uma avaliação especial, pois propicia um aquecimento inadequado para todo o dorso do cliente, podendo aumentar os riscos para lesão de pele.


6.3. Cama com Cliente

A cama com cliente, como diz o nome é aquela ocupada pelo cliente (Anexo C), onde este não pode deambular-se, no geral esta cama é realizada durante o banho no leito. As roupas necessárias para a arrumação da cama são: um lençol de baixo, um impermeável, um lençol móvel, um lençol de cima, um cobertos se necessário, uma colcha, fronha, uma toalha de rosto e uma de banho.

A seqüência em que as roupas devem ser colocadas para a troca é:

? Toalha de banho e uma de rosto;
? Fronha;
? Colcha;
? Cobertor se o cliente solicitar ou a temperatura ambiente estiver frio;
? Lençol de cima;
? Lençol móvel e impermeável se necessário (avaliar o grau de dependência do cliente);
? Lençol de baixo.



6.4. Cama de Operado


A cama de operado é feita para aguardar o cliente após o procedimento cirúrgico, no pós-operatório imediato (são as primeiras 6 horas após o procedimento cirúrgico). As roupas necessárias para a arrumação da cama são: um lençol de baixo, um impermeável, um lençol móvel, um lençol de pregas na cabeceira para aparar vômitos, um lençol de cima com cobertor e colcha em forma de envelope (para lateral ou parte inferior da cama), uma fronha (travesseiro de ser colocado na parte inferior da cama ou sobre cadeira, uma toalha de rosto e uma de banho).


7. LOCAL DE HIGIENE E ALIMENTAÇÃO


Em âmbito hospitalar indivíduo deve compartilhar do leito o seu local de descanso e conforto, reabilitação, tratamento, higiene e alimentação. Sendo assim há uma preocupação com a realização de todas estas ações sem afetar uma a outra, sendo que algumas geram uma grande exposição a riscos de contaminação e outras necessitam do mínimo possível.


7.1. Cuidados com o local de Banho do Cliente


O banheiro é um locar, onde sempre se encontra diferentes espécies de microrganismos seja nocivo ao ser humano ou não, isto se dá, por ser um local de constante contaminação, tanto de secreções com de eliminações fisiológicas, sendo que no TGI ou VR possui grande quantidade de organismos habitantes fisiológicos, chamado de Flora Bacteriana, onde são eliminados constantemente nas fezes e urina, podendo se tornar patológico ou não.

Sendo assim deve haver uma maior preocupação com o banheiro, devendo ser realizado sua limpeza diariamente, fazendo o uso de desinfetantes com o objetivo de destruir esses microrganismos existentes. Além do cuidado com o local, devemos estar sempre atentos com a exposição do cliente a ambientes de contaminação, diminuindo a permanência excessiva do cliente a determinados locais, como na realização ou promoção do banho.
Então se chega à conclusão que devemos incentivar a realização de um banho correto, com o motivo de diminuição de microrganismo, estética e conforto, mas em contra partida promover a diminuição da exposição prolongada a esse tipo de ambiente.


7.2. Cuidados com o local de Alimentação


A alimentação do paciente deve ser no leito, isso pela falta de possibilidade de outro local e principalmente pela dificuldade de locomoção em alguns casos. Para que isso ocorra o ambiente deve ser preparada em especial para ocasião à alimentação. 

O alimento além de ter que possuir um aspecto agradável, colorido e com constituintes nutritivos, deve ser procedido em local adequado e agradável para o mesmo. 

Ao fornecer a alimentação, antes se deve limpar a mesa de alimentação, a posicioná-la na maneira correta, sobre o cliente; e então buscar o alimento colocando-o sobre a mesa de alimentação. Avalie o grau de dependência do cliente, e se necessário proceda à alimentação o ajudando; evitando a presença de situações que poção promover a perda do apetite.

Após a alimentação os materiais devem ser recolhidos e enviados para a lavagem, o leito reorganizado e se necessário proceder à limpeza.


8. CONCLUSÃO


Entende-se que as ações de enfermagem devem ser sistematizadas e sempre com embasamento e obviedade, para a diminuição dos riscos existentes e melhor resultado obtido, superando os objetivos e as metas traçadas, para uma melhor atenção de melhoria no atendimento ao cliente.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Ola Pessoal!semana passada fui diagnosticada com este tipo de tumor que voltou a me incomodar pela segunda vez, vou passar pelo ancologista  para ver que tratamento é ideal para meu caso,procurei  o asunto e postei para voces ler e se cuidar e boa leitura,bjs.

O que é Neurinoma do Acústico

Os tumores do nervo auditivo também conhecidos como neuromas, neurinomas, schwanomas ou neurofibromas do acústico, são crescimentos fibrosos não malignos, que se originam no nervo do equilíbrio (nervo vestibular) ou no nervo da audição (nervo coclear). Estes nervos formam um só bloco nervoso chamado nervo cócleo-vestibular. Estes tumores são proliferações anômalas das “células de schwan” que são células que estão presentes em torno das estruturas dos nervos por isso o nome mais adequado de schwanoma.

Estes tumores normalmente não se espalham no organismo (não criam metástases). Eles se constituem em aproximadamente 8% de todos os tumores cerebrais. Eles começam no canal interno do ouvido (vide esquema abaixo) e podem se expandir até o cérebro. Normalmente são unilaterais, isto é em um só ouvido, mas ramente pode se apresentar nos dois ouvidos e se tratar de uma doença chamada neurofibromatose, que trataremos em item a parte nesta página.

Os neurimonas são raros e estudos estatísticos mostram que sua incidência na população em geral é de 1 caso para 100.000 habitantes por ano. Isto significa que por exemplo, em uma cidade com 100.000 habitantes, estatisticamente teremos um caso por ano.

Existe uma causa definida do por quê aparece o tumor. É sem dúvida uma predisposição genética e um defeito na formação de nosso embrião.

Alguns trabalhos já tentaram correlacionar causas como traumas, doenças metabólicas ou hormorais e até a uso de telefone celular, mas até agora não exsite prova deste envolvimento.

Em menos de 1% dos casos eles podem se malignizar.

São localizados profundamente no crânio e próximos a centros vitais do cérebro.

Junto a ele passam outros nervos cranianos como o nervo facial (responsável pela movimentação dos músculos da face) e também os nervos trigêmio e óculo-motor, por isso sintomas relacionados a estes nervos podem ser encontrados quando o paciente tem um tumor do acústico.

Os primeiros sintomas são normalmente relacionados com perda de audição, barulhos no ouvido (zumbidos) ou disturbios de equilíbrio (vertigens ou tonturas). Enquanto o tumor cresce pode envolver outros nervos da vizinhança. Dores de cabeça podem aparecer devido a um aumento da pressão intracraniana ou distúrbios vasculares locais. Se esta pressão continuar por longo tempo sobre o cérebro pode ser fatal.

Em cerca de metade dos casos este tumor tem crescimento lento, demorando anos para se desenvolver. Em outros ou em algumas fases do seu desenvolvimento o crescimento pode ser rápido. Em alguns pacientes os sintomas são leves e quase que imperceptíveis em outros são severos e se instalam rapidamente. Nem sempre o tamanho do tumor faz com que os sintomas sejam maiores.

O paciente com neuroma do acústico apresenta um sério problema que pode envolver risco de vida.



Tratamento e Cirurgia

Fundamentalmente o único tratamento que elimina totalmente o tumor é cirúrgico.

Existem outros tipos de orientações que devem ser colocadas aos pacientes e serem discutidas:

1- Em tumores pequenos (menos de 1 cm.) e sem sintomas como vertigem pode ser adotada a conduta de observar seu crescimento fazendo exames radiológicos sucessivamente e caso o tumor comece a crescer tomar a conduta cirúrgica. RISCOS NESTA CONDUTA- a) não ser neurinoma. b) fase de crescimeto rápido e degeneração da audição ou outras complicações como paralisia facial e que aumentarão os riscos cirúrgicos.

2- Radioterapia – A radioterapia ou radiocirurgia tem sido apresentada como uma alternativa ao tratamento destes tumores. RISCOS NESTA CONDUTA- a) não ser neurinoma b) não extirpa totalmente o tumor e ele volta a crescer. c) dificulta sobremaneira a cirurgia quando o tumor cresce aumentando os riscos de seqüelas intra-operatórias pois o campo cirúrgico irradiado adere com estruturas nervosas e cerebrais importantes. Em nossa opinião deve ser usada somente em casos especiais a critério do médico.

3- Cirurgia – É a conduta mais apropriada, pois extirpa o tumor e com as técnicas modernas apresentam riscos muito pequenos e proporcionais ao tamanho do tumor. É muito importante que a equipe envolvida na cirurgia seja experiente e ter realizado muitas cirurgias, pois sem dúvida os riscos de seqüelas estão diretamente relacionadas com a experiência da equipe cirúrgica.

Um cuidado extremo deve ser tomado no pré, pós e transoperatório para um tratamento adequado. A preservação da vida é o objetivo mais importante da cirurgia nos casos de tumores grandes e de difícil abordagem cirúrgica. O objetivo secundário além da retirada total do tumor é causar o menor número possível de seqüelas nas estruturas próximas ao tumor ou seja no nervo facial, no tronco cerebral, no cerebelo, nas artérias e veias e no nervo trigêmio. Na grande maioria dos casos estes objetivos são perfeitamente possíveis.

Uma equipe cirurgica com experiência em tais cirurgias é essencial. No tipo de abordagem cirúrgica que utilizamos em nosso grupo a equipe envolvida é composta por um cirurgião neuro-otológico, um assistente, um instrumentador, um anestesista e em alguns casos um neuro-cirurgião e um clínico geral.


Tratamento e cirurgia

B- Riscos e Complicações da Cirurgia


A maioria das complicações descritas podem ocorrer em qualquer cirurgia de ouvido ou mesmo em qualquer cirurgia convencional, porém cabe ao médico notificar o paciente dos riscos possíveis, para que uma relação entre o médico o paciente e sua família seja próxima e ajude a preparação para a cirurgia e seu pós-operatório.

São aqui descritas as complicações inerentes à cirurgia do neuroma em si uma vez que os riscos cirúrgicos gerais são semelhantes à outras cirurgias na área.

Quanto menor o tumor, menores são os riscos de sua remoção.

LEMBRE_SE : A incidência de complicações aumenta com o crescimento do tumor. Quanto menor o tumor menos riscos você corre.

1-) Perda auditiva - Em tumores pequenos existe possibilidade de salvar a audição em aproximadamente 50% dos casos.

2-) Zumbido - O zumbido normalmente melhora após a cirurgia, porem em alguns casos pode permanecer inalterado.

3-) Alterações de gustação e “boca seca” - Em aproximadamente 5% dos pacientes estas alterações podem permanecer por algum tempo, porem são reversíveis.

4-) Vertigens e alterações de equilíbrio - Na cirurgia é necessário remover o nervo responsável pelo equilíbrio. A função deste nervo frequentemente já está comprometida pelo tumor e pode não haver aparecimento de nenhum sintoma no pos-operatório. Em alguns casos permanece uma alteração de equilíbrio discreta que com o tempo desaparece pelo mecanismo de compensação do outro ouvido, as vezes é necessário fazer uma fisioterapia chamada "reabilitação vestibular".

5-) Paralisia facial - Estes tumores tem um íntimo contato com o nervo facial, que controla os movimentos da mímica da face (expressão facial e fechamento dos olhos).

Uma alteração temporária dos músculos faciais é comum nesta cirurgia Esta paralisia pode permanecer de 6 a 12 meses, conforme a manipulação necessária para remoção do tumor. Em alguns poucos casos uma alteração residual permanente pode ocorrer.

Em outros casos não há possibilidade de retirada do tumor sem lesão total do nervo facial (normalmente nos tumores grandes), então durante a cirurgia é feita imediatamente uma reparação através de um enxerto de outro nervo (nervo sural, retirado da perna). A retirada deste nervo da perna não causa nenhum problema local ou geral.

6-) Complicações cerebrais - O neuroma do acústico está localizado próximo a áreas vitais do cérebro. Quando ele cresce muito pode afetar áreas que com sua retirada podem ser lesadas. A retirada do tumor é feita com microscópio e um equipamento chamado “aspirador ultrassônico” e normalmente estas complicações não ocorrem. Em alguns raros casos podem ocorrer sangramentos e inchaço no cerebro que raramente requerem reintervenção cirúrgica. Problemas vitais atualmente raramente ocorrem na retirada de tumores do nervo acústico.

7-) Fístula Liquórica no pós-operatório - A cirurgia do neuroma do acústico resulta numa abertura temporária da meninge que envolve o cérebro e consequentemente o líquido cefaloraquidiano no qual o cérebro está embebido pode formar uma fístula que permanece alguns dias e que na maioria das veses se resolve com tratamento clínico local. Para a prevenção desta fístula a abertura que permanece após a retirada do tumor é fechada com gordura retirada do abdomem durante a cirurgia. No pós operatório imediato (4 dias) a pessoa deve permanecer em repouso absoluto no leito deitado com o ouvido operado virado para cima, igualmente para prevenir a fístula. Ela ocorre em nossa estatística em 5% dos casos e muito raramente necessita de outra intervenção cirurgica para fechá-la. Igualmente às outras complicações, quanto maior o tumor maior a posibilidade de fístula.

8-) Infecção Pós-operatória - Pode haver infecção pós operatória como em qualquer cirurgia neuro-otológica, normalmente em forma de infecção local ou meningite, que são raras e facilmente tratáveis com antiinfecciosos.

9-) Transfusão sanguinea - Muito excepcionalmente pode ser necessário transfusões sanguíneas, se houver sangramentos inesperados.

C- Tamanho do Tumor

Os riscos e complicações variam de acordo com o tamanho do tumor. Quanto maior o tumor maiores são as complicações. Porém a cirurgia de neuroma do acústico é considerada uma cirurgia de grande porte e de técnica delicada.

Para sua melhor compreensão, dividimos os tumores do acústico em grandes, médios e pequenos.

O tumor pequeno é aquele que ainda está confinado só no canal interno que se estende do ouvido até o cérebro. Através deste canal passam os nervos responsáveis pela audição, equilíbrio e movimentação dos músculos mímicos da face bem como alguns vasos sanguíneos que nutrem o ouvido interno.



O tumor médio é aquele que se estende do canal interno para a cavidade craniana onde está o cerebro mas não comprime nenhuma estrutura cerebral.



O tumor grande é aquele que se estende para fora do canal interno para dentro da cavidade cerebral e é suficientemente grande para produzir alguma pressão no cérebro, podendo alterar alguns centros vitais.



CIRURGIA

A cirurgia para estes tumores pode ser de 3 tipos:

Todas são com anestesia geral usando microscópio cirúrgico. Variam de 2 horas a 10 horas de acordo com o tamanho do tumor.

1- Para os tumores pequenos é feita através do ouvido por uma via chamada "retrolabirintica". A incisão (corte da pele) é feita atraz da orelha. O tumor é totalmente removido em todos os casos e são tomados todos os cuidados para que haja uma tentativa de preservação da audição, porém em 50% há perda total da audição do lado operado pois o nervo auditivo é muito sensível e a sua manipulação pode levar à degeneração. Esta abordagem vai direta ao canal interno do ouvido onde o tumor está confinado afastando-se um pouco a membrana que envolve o cérebro e abordando direto o tumor. Isto não é possivel de se fazer em tumores maiores pois o espaço de trabalho é pequeno. Nos casos em que a pessoa tem surdez prévia à cirurgia não é possível retornar a audição.

2- Para os tumores médios se utiliza uma via através do ouvido em que se faz uma incisão atrás da orelha abrindo o ouvido e expondo o tumor e retirando inteiro. Em todos os casos há perda de audição do lado operado pois o ouvido médio e interno tem que ser aberto para chegar ao tumor que se encontra profundo, e não há como reconstituir o ouvido interno. Como há retirada do labirinto o paciente pode ficar por 1 a 4 meses com instabilidade ao andar.


Esquema da cirurgia através do ouvido. A orelha é afastada e todas as estruturas dentro da marcação são brocadas com um pequeno motor e broca semelhante com aquele dos dentistas até chegar ao tumor e retirá-lo.


3- Para os tumores grandes se utiliza ou a mesma via anterior ou combina-se a via com uma abordagem intracraniana com auxílio de um neurocirurgião. Em alguns casos é necessário tirar o tumor parcialmente e num segundo tempo após estabilização, retirar o restante. Igualmente há um sacrifício da audição do lado operado e em alguns casos alterações de equilíbrio por alguns meses.

Sempre utilizamos gordura retirada do abdomem para fechamento da cavidade que permanece após a cirurgia e que previne a saída do líquido que envolve o cérebro e portanto formação de “fístula”.

Utilizamos também uma "cola biológica" derivada do sangue, para ajudar neste fechamento.

Durante a cirurgia é essencial que o nervo facial seja monitorado para que haja menor risco de lesão. Isto é feito com um aparelho especial e um médico que acompanha a monitorização.

Em alguns casos podemos utilizar um aspirador ligado a um ultrasom que auxilia na retirada do tumor e previne algumas complicações.

No período pós operatório o paciente permanece internado um mínimo de 5 dias para os tumores pequenos e as vezes mais para os tumores grandes.

Nos tumores grandes com cirurgia mais demorada é necessário Unidade de Terapia Intensiva por 1 a 2 dias.

Nos primeiros 3 dias ficará com um curativo apertado no ouvido que comprime o local. Permanecerá no leito em posição fazendo poucos movimentos.

Depois disso poderá começar a andar e progressivamente retomar suas atividades normais.

De modo geral a cirurgia apresenta excelentes resultados, com uma recuperação total, permitindo que o paciente tenha uma vida normal dali para frente. As sequelas fora a perda de audição de um lado, que normalmente não prejudica a pessoa em nada, as outras sequelas são mínimas e proporcionais ao tamanho do tumor.

Normalmente após 15 dias a pessoa está liberada para atividades normais e após 60 dias para atividades que exijam grande esforço físico (ginástica, natação, esportes).

Conclusões

Não há outro tratamento eficaz para o neuroma do acústico senão cirurgia. O otorrinolaringologista é o médico indicado para o diagnóstico precoce do tumor que leva a um tratamento cirúrgico com mínimas complicações, uma vez que o primeiro sintoma na grande maioria das vezes é diminuição de audição ou barulho no ouvido.

Tudo aquilo que está citado neste folheto, está escrito em linguagem de fácil compreensão para o leigo e está baseado em nossa experiência pessoal em um grande número de casos operados.

Lembre-se, que a Medicina não é uma ciência exata e portanto nunca poderemos prever exatamente o que vai acontecer. Nos baseamos na experiência anterior para colocar e discutir os problemas e soluções

Qualquer outra dúvida não hesite em perguntar para seu médico.

Links sobre Neurinoma

DISCIPLINA DE OTORRINOLARINGOLOGIA DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Site oficial do Serviço de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o maior serviço de Otorrinolaringologia do Brasil
FUNDAÇÃO OTORRINOLARINGOLOGIA

Fundação sem fins lucrativos que atua em educação, pesquisa e assistência à comunidade na área de otorrinolaringologia
IMPLANTE DE TRONCO CEREBRAL PARA NEUROFIBROMATOSE

Restauração da audição para pessoas com neurinoma bilateral ( Neurofibromatose tipo II )
NEURINOMA.COM

Site desenvolvido por pessoa portadora de neurinoma com informações

domingo, 2 de dezembro de 2012

BANHO NO LEITO


Realizando práticas de higiene



Tipos:
1- Aspersão - banho de chuveiro;
2- Imersão - banho na banheira;
3- Ablução - jogando pequenas porções de água sobre o corpo;
4- No leito - usado para pacientes acamados em repouso absoluto.



• Banho no leito:

– É a higienização total ou parcial do corpo executada em pacientes acamados, impossibilitados de sairem do leito

– Um banho completo no leito limpa a pele, estimula a circulação, proporciona um exercício leve e promove conforto.

– O banho possibilita ao enfermeiro avaliar a condição da pele, a mobilidade articular e a força

muscular.

– O banho pode ser completo ou parcial.
Finalidades:

– Limpeza da pele;

– Estimular a circulação;

– Propiciar observação do estado da pele e geral;

– Proporcionar conforto físico e mental;

– Promover o relaxamento muscular;

– Aliviar a sensação de fadiga e desconforto da posição permanente e da umidade produzida pelo calor.


Material necessário

Jarro com água morna; balde
Roupa de uso pessoal; material para higiene oral
Luvas de banho;toalha
Desodorante;sabonete;cuba rim forrada com papel
Talco ou creme; roupa de cama
Pente;comadre ou papagaio
Saboneteira ou cuba rim;luvas de procedimento
Bacia;biombo

Técnica para o banho no leito

• Lavar as mãos;

• explicar o procedimento e finalidade ao paciente;

• fechar as portas e janelas;

• proteger com biombo a unidade;

• desocupar a mesa‐de‐cabeceira;

• reunir o material e colocá‐lo sobre a mesa‐de‐cabeceira;

• calçar luvas de procedimento;

• oferecer a comadre ao paciente;

• desprender a roupa de cama;

• colocar a roupa dobrada e na ordem em que vai ser usada, sobre o espaldar da cadeira aos pés da cama;

• fazer a higiene oral do paciente;


Material:

Escova de dente; dentifrício; copo descartável com água; toalha de rosto; cuba-rim; espátula; canudo s/n; lubrificante labial (vaselina); anti-septico oral (Cepacol); luva de procedimento; gaze.

Caso não tenha escova, utilizar uma espátula enrolada com gaze.

Procedimento (paciente com pouca limitação)

em posição de Fowler e com a cabeça lateralizada;

proteger o tórax com a toalha de rosto;

colocar a cuba-rim sob a bochecha;

solicitar para que abra a boca ou abri-la com auxíliio da espátula;

utilizar a escova com movimentos da raiz em direção à extremidade dos dentes. Fazer cerca de 6 a 10 movimentos em cada superfície dental, com pressão constante da escova;


repetir esse movimento na superfície vestibular e lingual, tracionando a língua com espátula protegida com gaze, s/n;

oferecer copo com água para enxaguar a boca;

utilizar canudo s/n.


Procedimento (paciente com prótese)

Solicitar que retire a prótese ou fazer por ele, utilizando a gaze;

Colocá-la na cuba rim;

Escovar a gengiva, palato e língua, se o paciente não puder fazê-lo;

Oferecê-la para que o paciente coloque-a ainda molhada.

• molhar a luva de banho;

• lavar os olhos, limpando do canto interno para o externo, usando uma parte diferente do pano de banho

para cada olho;

• ensaboar a luva de banho;

• lavar, enxaguar e enxugar o rosto, pescoço e orelhas;

• remover a camisola ou a camisa do pijama, mantendo o tórax protegido com o lençol;

• colocar a toalha sob o braço mais distante de você;

• lavar e enxaguar o braço com movimentos

colocar a mão do paciente na bacia, lavar e enxugar;

• repetir a mesma sequência para o outro braço e mão;

• colocar a toalha sobre o tórax e abdome do paciente, afastando o lençol até o púbis;

• erguer a toalha com uma das mãos e com a outra lavar e enxaguar o tórax e abdome com movimentos

circulares;

• enxugar a parte limpa e observar as condições da pele e mamas;

• cobrir com lençol o tórax e abdome, retirando a toalha;

• retirar a calça do pijama;

• colocar a toalha sob a perna mais distante de você;

• lavar e enxaguar a perna com movimentos longos e firmes do tornozelo à raiz da coxa;

• enxaguar a perna e a coxa;

• repetir a mesma sequência para a outra perna;

• colocar a toalha dobrada sob os pés do paciente;

• aproximar dos pés do paciente a bacia e cuba rim com sabonete;

• colocar um dos pés na bacia;

• lavar, enxaguar e enxugar o pé, principalmente nos espaços interdigitais, observando condições das unhas

e interdígitos;

• repetir a mesma sequência para o outro pé;

• Retirar a bacia e cuba rim da cama;

• virar o paciente em decúbito lateral, colocando a toalha sob suas costas e nádegas, mantendo‐o nesta

posição, se necessário, com auxílio de outra pessoa; lavar, enxaguar e massagear as costas, nádegas e cóccix do paciente;

• posicionar a comadre e virar o paciente em decúbito dorsal, fazendo‐o ficar com a genitália e períneo sobre a comadre;

• realizar higiene íntima do paciente (ver técnica de lavagem externa);

• proceder à arrumação da cama com paciente acamado;

• vestir o paciente;

• colocar o lençol de cima sobre o que está cobrindo o paciente e retirar o de baixo;

• deixar o lençol de cima solto, fazendo uma dobra sobre os pés;

• recompor a unidade;

• retirar as luvas;

• lavar as mãos;

• fazer as anotações no prontuário.